Arquivo de abril \29\-02:00 2014

Pfizer confirma interesse em comprar AstraZeneca

pfizer

A farmacêutica norte-americana Pfizer confirmou, esta segunda-feira, estar interessada em adquirir a rival britânica AstraZeneca,negócio que, a concretizar-se, seria o maior de todos os tempos no setor farmacêutico, informa o jornal Público.

Numa declaração oficial, a Pfizer admite que deu informou do seu interesse pela AstraZeneca em Janeiro, mas a farmacêutica recusou a avançar com as negociações. Seguiram-se, então, várias reuniões, sem resultados concretos. Em 26 de Abril, a Pfizer voltou a abordar a empresa que, uma vez mais, declinou a proposta.

A proposta de aquisição surge numa altura em que a atividade de fusões e aquisições na Europa regressou em força este ano, com crescimentos de 60% em comparação com 2013. Este mercado já terá movimentado 217 bilhões de euros e, no setor farmacêutico, a operação mais recente juntou a Novartis ao negócio de medicamentos oncológicos da GlaxoSmithKline, numa operação avaliada em 16 bilhões de dólares, cerca de 11.600 bilhões de euros.

A transação faz parte de um acordo mais vasto entre as duas empresas (das maiores do mundo) e inclui a compra, pela GlaxoSmithKline, do negócio de vacinas da Novartis.

fonte: Público

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Hospital Bruno Born digitaliza prontuário

O HBB, de Lajeado/RS está investindo em novas tecnologias para qualificar o atendimento e reduzir o retrabalho no processo de enfermagem. E na linha de outros hospitais de médio e grande porte estão implantando o prontuário digital. O sistema permite a verificação dos sinais vitais do paciente à beira do leito, através de um tablet, onde estas informações ficam disponíveis e automaticamente inserHBB Beira do leito - tablet-1idas no sistema. Com o tablet o técnico de enfermagem acessa, através do sistema de gestão hospitalar, o prontuário eletrônico do paciente e informa os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura. Outras informações disponíveis são ganhos e perdas (eliminações urinárias, intestinais e outros), administração de medicamentos e dietas assim como a ingestão de líquidos. Além disto, os registros de enfermagem, como evolução diária do estado do paciente, também estão sendo informatizados, facilitando a visualização das informações pela área assistencial e médica, em qualquer computador da instituição.

A coordenadora de enfermagem do HBB, enfermeira Lidiane Stole de Moura destaca que o principal objetivo desta implantação é a segurança do paciente. “E como vantagem temos a segurança da informação, pois o registro é efetuado uma única vez diretamente no sistema. No passado, como na maioria dos hospitais do Brasil, principalmente em cidades de médio e pequeno porte, era realizada uma anotação em papel e depois transcrito em outra folha”, salienta Lidiane.

Com isto é eliminado o retrabalho e cresce a agilidade e acessibilidade na consulta das informações, pois a área assistencial e HBB Beira do leito - computadormédica terá disponibilizado no prontuário eletrônico todo o histórico do paciente. Ou seja, não apenas da internação em curso, mas de todas as vezes que o paciente tenha sido atendido no HBB, mesmo em regime ambulatorial. Como informações referentes a atendimentos anteriores estarão disponíveis, facilita-se o processo de anaminese e dá-se mais segurança na tomadas de decisões. Também como vantagem está a qualificação dos registros através da padronização de textos e com informações completas do paciente.

Como efeito colateral da inovação reduz-se o tempo dedicado a cada paciente, ainda com expressivos ganhos de qualidade no processo, resultando disto tudo uma redução de custos e aumento na capacidade de atendimento e internação.

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Deputados liberam comercialização de inibidores de apetite

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (8) Projeto de Decreto Legislativo 1.123/13, que susta decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibiu, em 2011, a produção e a comercialização de remédios inibidores de apetite.

A Resolução 52/11 proíbe a venda dos inibidores de apetite anfepramona, femproporex e mazindol e cria restrições severas à sibutramina. O texto segue agora para o Senado.

A proibição atinge diversos medicamentos usados no tratamento da obesidade. Ao proibir o uso dos medicamentos, a Anvisa argumentou que não foram apresentados estudos clínicos que comprovassem a sua eficácia .

A votação dividiu o plenário. A maioria dos partidos liberou a bancada para a votação. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), médico de formação, se posicionou contra a aprovação da proposta. Para Fontana, o Parlamento não tem condições técnicas para tomar tal decisão.

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Sun Pharmaceutical compra Ranbaxy por cerca de 3,2 bilhões de dólares

Fonte: Dikajob Pharma Networking (matéria na íntegra)

A Sun Pharmaceutical anunciou que vai adquirir a Ranbaxy Laboratories, sob um acordo que engloba a compra de todas as ações drugspor um valor de aproximadamente 3,2 bilhões de dólares. A Daiichi Sankyo, que detém atualmente 63,4 por cento da Ranbaxy, concordou em apoiar a transação e vai manter uma participação de cerca de 9% na empresa resultante da fusão com o direito de nomear um diretor para o conselho de administração da Sun Pharma.

Dilip Shanghvi, diretor da Sun Pharma, disse que “a Ranbaxy tem uma presença significativa no mercado farmacêutico indiano e nos EUA”, acrescentando que ” fornece uma plataforma forte nos mercados emergentes de alto crescimento”.

Sob os termos do acordo, os acionistas da Ranbaxy vão receber 0,8 ações da Sun Pharma por cada ação que detêm atualmente. As empresas referiram que a relação de substituição representa um valor de 457 rúpias (7,60 dólares) para cada ação da Ranbaxy, um prêmio de 24,3 por cento para o preço médio de 60 dias da empresa.

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Obesidade infantil, uma pandemia do século XXI

fonte: informe da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca – por Tatiana Vargas (matéria na íntegra)

Cinquenta e seis por cento dos bebês tomam refrigerante frequentemente antes do primeiro ano de vida. Trinta e três por cento das crianças sofrem de sobrepeso e obesidade. Crianças com sobrepeso aumentam o consumo de alimentos junk food em 134% quando expostas à publicidade desse tipo de alimento. A cada cinco crianças obesas, quatro permanecerão obesas quando adultas. Os dados alertam para a situação brasileira frente a um dos maiores problemas de saúde pública do século XXI a serem enfrentados: a obesidade infantil. Relacionada entre as mais graves pandemias modernas, a obesidade e o sobrepeso são o quinto principal fator de risco de disfunção global. As afirmações foram expostas pela advogada do Instituto Alana e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Ekaterine Karageorgiadis, na tarde de quarta-feira (7/8), em mais uma atividade do Centro de Estudos da ENSP.obesidade em bebês

Coordenado pela pesquisadora do Departamento de Ciências Sociais da Escola, Rosana Magalhães, o Ceensp abordou a questão da publicidade de alimentos relacionada à obesidade e sobrepeso infantil, aliada a uma discussão do documentário Muito Além do Peso. A advogada apresentou o projeto Criança e Consumo, que está no âmbito da defesa, uma das quatro linhas de atuação do Instituto Alana – as outras três são: comunidade, educação e futuro. Essa linha objetiva desenvolver políticas públicas voltadas para crianças e consumo. O projeto Criança e Consumo têm como missão promover a conscientização e a defesa dos direitos da criança frente à comunicação mercadológica.

Ekaterine abordou a vulnerabilidade infantil e o apelo mercadológico em sua apresentação. Segundo ela, somente por volta dos 8 a 10 anos é que as crianças conseguem diferenciar publicidade de conteúdo da publicidade de entretenimento, e somente após os 12 anos é que todas elas são capazes de entender o caráter persuasivo da publicidade e fazer uma análise crítica sobre a mensagem comercial. A advogada citou como exemplo os tradicionais comerciais e o merchandising, utilizado para inserir conteúdo de propaganda em programas.

“Crianças absorvem informação muito mais rápido, são receptoras e emissoras de informação. Não têm raciocínio abstrato para entender a mensagem, mas referenciam as marcas por meio de personagens, ídolos e programas. Isso representa um triplo impacto; são influenciadas, influenciam os responsáveis e são cativadas como futuros consumidores”, alertou a advogada a respeito do consumo diário de mídia pelas crianças brasileiras. Segundo ela, 85,50% das crianças assistem TV diariamente; 85,40% ouvem rádio; 58,80% vão ao cinema; 54,30% leem revistas; e 41, 40 jogam videogame. O alcance da mídia no Brasil é de 97% da população.

A advogada citou ainda um conjunto de consequências da publicidade infantil, além do sobrepeso e da obesidade, como o consumismo, a formação de valores materialistas, os distúrbios alimentares, a erotização precoce, o estresse familiar, a diminuição de brincadeiras criativas, a violência pela busca de produtos caros, o consumo precoce de álcool e tabaco, o encorajamento do egoísmo, passividade e conformismo, além do enfraquecimento dos valores culturais e democráticos. Ela enfatizou que a responsabilidade deve ser compartilhada por todos: governo, família, escola, mercado e movimentos do terceiro setor. “A publicidade não vende apenas produtos e serviços, vende também valores”, destacou ela. Por fim, a advogada entrou na questão da legislação e autorregulação da publicidade infantil no Brasil e no mundo.

Ekaterine descreveu que existe um conjunto de leis que protege crianças contra as práticas de mercado. Apesar disso, infelizmente não é o que se observa na prática, pois é necessário pensar na autorregulação por parte das empresas. Ela explicou que a autorregulação, por exemplo, aponta como não permitido fazer, para crianças abaixo de 12 anos, publicidade de alimentos e bebidas, com exceção de produtos cujo perfil nutricional atenda a critérios específicos baseados em evidências científicas. Finalizando sua apresentação, a advogada afirmou que não devemos construir uma infância em que os valores de mercado estejam acima de tudo.

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