Farmacêutica AbbVie compra Shire por US$ 53 bi

Além de incluir marcas importantes em seu portfólio de remédios, a americana conseguirá diminuir encargos fiscais

Depois de tentativas frustradas, a farmacêutica americana AbbVie conseguiu fechar um acordo para comprar a irlandesa Shire nesta sexta-feira por 53 bilhões de dólares (118 bilhões de reais). A irlandesa é fabricante de remédios como o Vyvanse, um dos mais vendidos no mundo para tratar hiperatividade, além de drogas caras para doenças raras. A empresa já havia rejeitado em junho uma proposta de 46 bilhões de dólares da AbbVie (que faz o remédio líder de vendas para artrite, Humira).

abbvie e shire

Além do atrativo portfólio, a Shire, que tem sede em Dublin, se beneficia das leis fiscais britânicas, um atrativo para as americanas. Com a mudança de endereço fiscal dos EUA para a Grã-Bretanha, as empresas conseguem reduzir significativamente a conta de impostos a pagar, uma prática conhecida como inversão fiscal e que se tornou popular entre as companhias de saúde.

Além da AbbVie, nesta semana a fabricante de medicamentos genéricos Mylan anunciou a compra dos negócios da divisão de genéricos e medicamentos especiais da Abbott Laboratories, em uma transação de 5,3 bilhões de dólares que, além da diminuição dos encargos fiscais, irá impulsionar sua linha de produtos. Os negócios adquiridos da Abbott têm faturamento anual de 2 bilhões de dólares, incluindo o remédio para dor Brufen e a vacina para gripe Influvac.

Manobra tributária – O presidente americano, Barack Obama, já mostrou intenções de frear os negócios entre empresas do país e companhias estrangeiras com objetivos tributários. Foi pedido ao Congresso que aprove uma legislação que limite essas operações.

Somente nesta semana, duas empresas norte-americanas, a AbbVie e a Mylan, levaram adiante planos de fusão no exterior. Isso permitirá que elas paguem menos impostos, juntando-se a uma lista de cerca de 50 empresas que se realocaram para o exterior nos últimos dez anos, sendo a maior parte delas desde 2008.

Essa tendência parece ter acelerado nos últimos meses, quando o Congresso falhou em passar uma ampla revisão no código tributário para resolver essas preocupações corporativas e tornar o sistema mais atrativo aos negócios.

fonte VEJA.com, matéria na íntegra – (com agência Reuters e Estadão Conteúdo)

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