Arquivo de abril \20\UTC 2015

Quem Procura, Cura – projeto inovador na cidade de Belterra (AM/Brasil)

belterra 4Projeto inovador mobiliza equipe de especialistas na detecção do câncer colorretal em população da Amazônia

Um importante e inédito projeto está se desenvolvendo numa região onde até então, de acordo com a visão leiga do assunto, se poderia considerar improvável candidata ao mesmo: O Rastreamento do Câncer Colorretal em Belterra, município amazonense com 16 mil habitantes localizado há 106 quilômetros da cidade de Santarém.

O projeto, cuja chamada da campanha é “Quem procura, cura” – Campanha de Prevenção e Detecção do Câncer no Intestino, alia objetivos assistenciais e de pesquisa promovendo atendimentos gratuitos a mais de 2 mil pessoas na faixa etária de 50 a 70 anos. Várias importantes instituições estão engajadas: Hospitais Sírio Libanês, Boston Scientific, Gastro Com Fujinon, Hospital Albert Einstein, Prefeitura de Belterra, Dasa e o Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará, que é administrado pela parceria Governo do Estado e Pró-Saúde.

Segundo entrevista concedida à assessoria de imprensa do HRBA (Hospital Regional do Baixo Amazonas) na ocasião do lançamento da campanha (outubro de 2014), o médico coloproctologista do Hospital Sírio-Libanês, Marcelo Averbach afirma que a proposta do projeto foi realizar o rastreamento em população da Amazônia. “No Brasil não existe uma política definida de rastreamento do câncer colorretal na verdade quando falamos de campanha de rastreamento é um trabalho que não tem fim, obviamente as gerações se sucedem e nós estamos dando o “ponta pé inicial” em um projeto que não tem data para terminar”, afirma.

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Chegada da equipe à Belterra. Em destaque, Francisco Ou (Diretor de Marketing Boston Scientific).

Na mesma ocasião, o Cirurgião do Hospital Albert Ainstein, Angelo Ferrari, falou que a ideia do projeto será detectar as lesões benignas e realizar remoção das mesmas logo após a detecção e, em casos de diagnostico de câncer de cólon, os pacientes serão referenciados para o HRBA onde será dado o prosseguimento no tratamento. “Este exame permite que a gente identifique as lesões que após algum tempo podem virar câncer de cólon, então a gente retira essas lesões enquanto elas ainda são benignas e com isso a gente diminui a incidência do câncer de cólon e a mortalidade do câncer de cólon. Esse trabalho esta esquematizado para durar um pouco mais de um ano, a ideia é fazer mutirões, cada mutirão terá duração de quatro dias e vai atender até 130 pacientes em cada mutirão e o total de pacientes ficará em torno de 2,5 mil pacientes”, disse Ângelo.

Para o coordenador de oncologia do HRBA, Marcos Fraga Fortes, a realização do trabalho de rastreamento de câncer na região Oeste Paraense complementa todo o projeto desenvolvido pela equipe de oncologia do HRBA que, há aproximadamente seis anos, se instalou em Santarém e iniciou um trabalho minucioso sobre os mitos e verdades do câncer em comunidades mais distantes. “Este é um projeto muito importante e que vem de uma continuidade de projetos que já realizamos a quase seis anos, isso culmina agora com o convênio por meio de um convênio com a Boston Scientific e o Hospital Sírio Libanês. É consequência de um trabalho que vem amadurecendo e trazendo melhores frutos”, Marcos Fortes.

O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou da importância de cada empresa e instituição no desenvolvimento deste projeto que nasce da união de todos em busca de um bem maios, desenvolver saúde de média e alta complexidade no coração da Amazônia. “A iniciativa de empresas referencias vindas de outros locais foi de extrema importância para desenvolver políticas de saúde na nossa região. Este projeto possui dois objetivos que é desenvolver a pesquisa cientifica entre a população pré-estabelecida e o segundo detectar casos de câncer que serão encaminhados para o Hospital Regional que é referencia no tratamento oncológico na região norte do país”, finalizou.

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Remédio que impede HIV pode decretar fim da era da camisinha

(Revista Exame, matéria na íntegra – agência EFE)

nota do Infoco Saúde: a matéria não aborda a importância de se prevenir outras doenças, o que faz do uso da camisinha um hábito ainda muito importante, apesar dos avanços contra o HIV.

truvada_0Nova York – Mais de dez anos após ser aceito como tratamento para o HIV e passados já 30 meses desde que conseguiu ser oficialmente considerado como uma profilaxia para o vírus (PrEP), o remédio Truvada vai ganhando popularidade e cobertura, influenciado a vida sexual dos americanos. Este medicamento produzido pelo laboratório Gilead, que tem sua versão genérica do laboratório indiano Cipla, passou por vários estados: tratamento regular para infectados, pílula “do dia anterior” ou do “dia seguinte” de ter relações de risco e, já há dois anos e meio, tratamento regular diário para pacientes em risco.

Neste último formato, o PrEP só funciona por enquanto nos Estados Unidos, Brasil e África do Sul, embora esteja em processo para ser aprovado na França.

E enquanto os laboratórios, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês) são claros e o catalogam como uma precaução adicional ao uso de outras medidas, especialmente o preservativo, a aplicação prática não é exatamente assim.

“Eu escolhi não usar preservativos. Estou tomando PrEP desde o dia 19 julho de 2011. No primeiro ano o combinava com preservativos, porque ainda era muito novo. Minha cabeça não podia sentir-se segura sem preservativo. Mas, uma vez que minha experiência demonstrou que realmente funciona e que o tomo todos os dias, já não uso preservativo”, disse à Agência Efe Damon Jacobs, terapeuta sobre transmissão do HIV e medicado com Truvada.

Jacobs está em tour pelos Estados Unidos com uma palestra na qual conta sobre sua experiência com o remédio, que foi adquirido em farmácias com prescrição médica para uso profilático por 3.253 pessoas entre janeiro de 2012 e março de 2014.

O Truvada, uma combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabine, já é um tratamento aceito em modo coparticipativo pela grande maioria dos seguros médicos privados, no Obamacare, para o qual a própria farmacêutica oferece um plano de financiamento. Nova York e Washington são os estados que encabeçaram esta medida. O medicamento pode interferir na função renal e provocar dores de cabeça e náuseas nos primeiros meses de uso. Para Jacobs, tudo muito pouco perto dos benefícios.

“Os únicos efeitos colaterais que tive são paz mental e um sexo incrível, porque sexo sem medo é algo extraordinário e não sabia o que era até agora pouco”, comentou.

O terapeuta faz parte de um dos grupos apontados pela OMS como os de maior risco: a população homossexual, à qual “recomendou encarecidamente” que adote a medicação como medida para acabar com a epidemia da aids, já que tem 99% de efetividade, assim como outros grupos de risco, como heterossexuais com vários parceiros sexuais e usuários de drogas injetáveis.

“Nos últimos dez anos, a população negra, gay e bissexual, entre 13 e 24 anos é a que mais registrou aumentos do percentual de contaminação pelo HIV”, explicou Jacobs.

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