Arquivo de dezembro \28\-02:00 2016

O Mapa da produção científica no mundo

A renomada revista HiperScience publicou um curioso artigo onde mapeia literalmente os países do mundo conforme a sua produção científica. Ou seja, considerando o número de trabalhos científicos com que cada país contribui para o mundo. O resultado é engraçado, não fosse a triste realidade – a parte Norte do globo assume dimensões bizarras, enquanto a porção sul do globo praticamente não existe. Veja o mapa:

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A explicação plausível para isso é o investimento de parte do PIB dos países destinado à pesquisa. Dinheiro é importantíssimo para que se possa desenvolver tecnologia dedicada à pesquisa e países pertencentes à OCDE (organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico),em sua maioria do hemisfério norte (á exceção do Chile) destinam,em média 2,9% do PIB para pesquisa. Em 2009, países em desenvolvimento destinaram recursos que não chegaram a 1% do seu PIB.

Essa falta de recursos locais faz com que os pesquisadores invistam muito mais tempo captando recursos do que trabalhando em pesquisas nas suas bases. Um bom exemplo de quando a tecnologia (ou a falta de) atrapalha, é a Africa, onde a web é cara e muito lenta, o que torna a colaboração entre pesquisadores algo bem mais difícil do que na Europa ou EUA.

Outro ponto destacado pela HiperScience é a parcialidade dos principais canais de publicação científica no mundo. Revistas indexadas atraem pesquisadores do mundo todo mas, em sua maioria, os trabalhos que mais aparecem são realizados ou nos EUA ou na Europa. E, por fim, o número de cientistas produzindo pesquisa fora de seus países também contribui para a distorção do mapa.

Mas o mapa traz uma distorção conceitual: considera apenas a pesquisa realizada em meios científicos, deixando de fora monografias e relatórios técnico-científicos, bem como desconsidera pesquisas contratadas pelo governo e realizadas por consultores.

Na pior das hipóteses, o Mapa deixa ver mais uma mazela da desigualdade de oportunidades em desenvolvimento sustentável que existe entre países ditos desenvolvidos e países em desenvolvimento. Todavia, o fato de termos parte desta pesquisa totalmente invisível, cria a falsa impressão de que pesquisadores da parte sul do globo trabalham menos do que os da parte norte. Não é verdade.

fonte:revista Hiper Science

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Dr. Tomazo Franzini – aprovado em sua Tese de Doutorado.

Texto na íntegra do dite da SOBED

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No último dia 6 de dezembro, Dr. Tomazo Franzini, diretor de sede da SOBED, apresentou sua defesa de tese de doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Após muita dedicação no desenvolvimento da experiência nacional com o dispositivo SpyGlass (Boston Scientific), o resultado não poderia ter sido outro: aprovado. A atividade aconteceu no Anfiteatro Farmacologia, da  FMUSP, e foi prestigiada por diversos médicos de São Paulo e outros estados, como os Drs. Ramiro Mascarenhas, Sylon Ribeiro de Brito Junior, Antônio Carlos Conrado, Edvaldo Fraga e Olympio Meirelles.

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Tomazo Franzini teve como orientador o professor Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura e o tema escolhido para tese foi “Colangioscopia de operador único versus papilotomia associada à dilatação ampla da papila no tratamento dos cálculos biliares complexos: estudo clínico randomizado”. A aprovação foi concedida pela renomada banca: Prof. Adhemar Pacheco Jr., Prof. André Montagnini, Prof. Paulo Sakai e Prof. Marcelo Ribeiro Jr.

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