Ponto de Inflexão – sua empresa atingiu o dela?

Na matemática, o Ponto de Inflexão é um ponto sobre uma curva ascendente, onde a curvatura troca de sinal, muda seu ritmo – sua ascendência estaciona e torna-se descendente, se alguma variável não se alterar. Em negócios, temos exatamente o mesmo movimento. O que torna a constante reinvenção cada vez mais necessária. Muitas empresas desapareceram nos últimos 50 anos, graças ao “boom” do Vale do Silício, com suas tecnologias e modelos disruptivos.

Pequenas empresas, desburocratizadas, minimamente hierarquizadas, dispostas a correr riscos e em busca de um modelo “monetizável” de suas fantásticas idéias, foram redefinindo o mercado.

Quando o ritmo da mudança da empresa for ultrapassado pelo ritmo fora dela, o fim está próximo.” (Jack Welsh).

De repente, como se uma mensagem viesse com o vento, algo precisa mudar.  Os modelos de negócio centralizadores, pesados, pautados em economia de escala e lucro pelo lucro vão perdendo relevância. A nova revolução, talvez mais pesada que a Industrial e a tecnológica juntas, é a da economia colaborativa e do propósito de resolver um grande problema, com resultados de grande impacto para quem compra um serviço. Assim surgiram Uber, AirbNb, Co-workings e outros modelos. Até o referencial de “ser bem sucedido” vem mudando. Gente engravatada, em carros de luxo, trabalhando para gente que simplesmente só anda de bicicleta (?).

A indústria da música é um ótimo exemplo. A digitalização fez desaparecer os discos, fitas e CDs, deu lugar ao download, que só durou até aparecerem os streamings. Apple, Spotify e Deezer subverteram a lógica de se gravar, vender e ouvir música.

Os jornais eram, até um passado não muito remoto, os centralizadores da notícia e da opinião, até o aparecimento dos blogs, redes sociais e, mais recentemente, a opinião é de quem a tem, por meio do Whatsapp.

Segundo o relatório do World Economic Fórum 2017-2018, 85% da população do planeta terra já vive próximo a,pelo menos, uma torre de celular (veja relatório AQUI). Ainda conforme o relatório, em 2019, 59% da população mundial terá um smartphone e mais da metade estará facilmente conectada à internet até 2025. Tudo isso com acesso ilimitado a dados, uma vez que a comoditização do armazenamento é um caminho natural, dado o aumento da capacidade.

Com tudo isso pela frente, mudar um modelo de negócios não é tarefa fácil, ainda mais em se tratando de algo que está dando lucro e que, aparentemente, vai bem. Erros precisam ser vistos como parte do ambiente de aprendizado. É como se, de tempos em tempos, tivéssemos que “resetar” e, dentro do ecossistema de negócios, lançar um novo olhar, como uma start up constante. Reaprender, voltar a estudar, a acertar, errar, reafirmar o aprendizado.

O “incomodo” pede atenção e ação. É a vivência constante do PDCA (tão antigo e tão novo ao mesmo tempo), só que observado em uma dinâmica completamente diferente. Planejar, fazer, ver como o modelo reagiu, corrigir. E seguir adiante, sabendo que SER grande importa bem menos do que PENSAR grande.

A grande questão: como manter minha empresa relevante e surpreendente para meus clientes, em um mercado que se move todos os dias e de forma tão exponencial, para desespero das verdades absolutas? E não adianta procrastinar. Todo esse movimento é para ontem, pois como diz o velho ditado, não há prazer sem uma dorzinha.

fontes de pesquisa: Meio & Mensagem, Computerworld website e World Economic Forum Competitiveness Report 2017-2018

 

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  1. #1 por Luiz Souza Filho em setembro 25, 2018 - 12:24 pm

    Excelente. E uma das ações mais básicas é definir bem as necessidades do(s) cliente(s) e satisfaze-las. Por exemplo, em uma empresa de intermediação de negócios, leia-se representação comercial, temos 2 grandes clientes: o fabricante do produto/serviço e o consumidor final. Nosso foco tem que se bipartir.

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