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Debate entre Inteligência Artificial e humanos – desta vez, o homem levou a melhor

Por quase três décadas, a IBM vem promovendo enfrentamentos entre inteligências artificiais e homens. Em 1997, o Deep Blue venceu o campeão Gerry Kasparov. Em 2011, o Watson venceu jogadores humanos no jogo de perguntas Jeopardy. Desta vez, o debate entre o software Project Debater, desenvolvido pela empresa americana para ser capaz de debater temas complexos com seres humanos, teve um resultado diferente: o campeão mundial de debates Harish Natarajan conseguiu ser mais convincente que “a máquina” e venceu o debate, de aproximadamente 40 minutos.

O tema escolhido foi a concessão de subsídios públicos para aumentar o acesso de alunos à pré-escola. O software não podia consultar a internet no momento do debate, mas apenas lançar mão das 10 bilhões de frases as quais o sistema poderia julgar e combinar, dando suporte à linha de raciocínio.

Harish Natarajan e o Project Dabater – debate consistente e informativo, impressionou o público.

Natarajan, contrário ao subsídio, conseguiu elevar seu nível de convencimento de 13% para 30% ao final do debate, enquanto o Project Debater iniciou o debate com 79% (a favor do subsídio) e terminou com 62%. O público era composto tanto de pessoas que estavam no debate quanto de internautas e reconheceram que “a máquina” contribuiu com importantes (e convincentes) informações sobre o tema.

Ao ser questionada sobre o tempo necessário para chegarmos ao ponto de a tecnologia derrotar o homem, a resposta da IBM foi cuidadosa: isso poderia ocorrer se a empresa tivesse algum interesse em investir nesse sentido. Todavia, o foco é que máquinas e homens trabalhem lado a lado. Junto com a computação em nuvem, análise de dados e segurança digital, a inteligência artificial é um dos mais importantes pilares estratégicos para a IBM.

O debate aconteceu durante a realização do “Tink”, evento anual promovido pela IBM.

Fonte: Valor Econômico

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Brasileiros são os que mais se socorrem no “Dr. Google”

O Google realizou uma pesquisa reveladora: 26% dos brasileiros, ao se depararem com um problema de saúde, recorrem ao “Dr. Google” antes de procurarem um médico. A pesquisa revela que o Brasil foi o país onde as buscas referentes à saúde mais cresceram nos últimos anos, mais até do que em outras categorias. Pesquisas em saúde cresceram 17,3%, muito mais do que cuidados com o cabelo ou maquiagem, por exemplo.

Esse movimento se deve ao fato de que 70% dos brasileiros não tem plano de saúde, o que torna o acesso à informação via web o recurso mais fácil de obtenção de prováveis “diagnósticos”. Ao mesmo tempo que a população se sente incluída com tanta informação, essa atitude traz “efeitos colaterais” importantes e perigosos: as pessoas acabam lançando mão de soluções sem a devida orientação profissional. Surgem também os “cibercondríacos” um estado de obsessão onde a pessoa adota o pensamento fixo de que, com base nas informações da web, pode estar com alguma doença grave.

Para especialistas do Google, a melhor maneira de combater a desinformação pelo excesso de informações sobre saúde é a produção de conteúdo de qualidade. Quanto mais profissionais médicos publicam, em linguagem simples e com base em evidências, informações esclarecedoras, menores as chances de o paciente se intoxicar com má informação.

Justamente com o objetivo de informar com qualidade, Rodrigo Calil, ortopedista, associou-se a outros dois colegas e abriu um canal no Youtube chamado Doutor Ajuda! Com mais de 350 mil inscritos, o canal fala de diagnósticos básicos do dia a dia, sempre reforçando que os vídeos não dispensam a procura por um médico.  

O Conselho Regional de Medicina alerta que buscar informações requer que as informações sejam sempre checadas quanto à fonte e à veracidade. E ressalta que é papel do médico estabelecer e ampliar a relação de confiança sólida com o paciente. Na busca de mais qualidade de informação, o Google tem realizado parcerias na elaboração de conteúdo, com mais de 1000 verbetes organizados em conjunto com o Hospital Albert Einstein e a Fio Cruz.

Fonte: Adaptado do texto de O Estado de S. Paulo – (10|Feb 2019/ Fabiana Cambricoli)

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Takeda dobra de tamanho no Brasil, com a compra da Shire

A farmacêutica japonesa Takeda concluiu aquisição da Shire e inicia processo mundial de integração das duas operações. Com a Shire, segundo Ricardo Marek, executivo responsável pela divisão de mercados emergentes, a empresa vai dobrar de tamanho no Brasil. Junto com Rússia e China, o país é um dos mercados-líderes de um grupo de 48 países que já respondem por 14% do negócio da Takeda.

Segundo Renata Campos, há 2 anos como Presidente da Takeda no Brasil, o plano estratégico para os próximos 3 anos está pronto e a empresa deverá lançar 4 novos produtos esse ano. A empresa segue sendo uma das 10 maiores do país, se mantem focada em Gastroenterologia, porém adentra 3 novos seguimentos: doenças raras, hematologia e nerociência. No Brasil, a operação tem agora 1500 funcionários, uma fábrica em Jaguariúna e 1 laborátorio de pesquisas em São Paulo. Ainda segundo Renata, a receita das vendas da Takeda brasileira, como o novo portfolio será: 36% com medicamentos de prescrição; 29%, hematologia; 14%, OTC (medicamentos que não necessitam de receita médica); 10%, doenças raras e 6% oncologia.  

Com a Shire, a Takeda estará em 80 países e terá mais presença nos mercados ocidentais. No novo momento, metade da receita passa a vir do mercado americano. Sendo Europa e Canadá responsáveis por 19%, Japão 18% e Mercados Emergentes 14%. No ranking mundial, após a aquisição, a Takeda passa a ser a 9ª companhia farmacêutica no mundo.

Ricardo Marek (Presidente da Takeda para Mercados Emergentes) e Renata Campos (Presidente da Takeda no Brasil e América Latina)

fonte: Jornal Valor Econômico

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CNN Brasil passa a operar a partir do final de 2019

O empresário Rubens Menin, Presidente do Conselho da MRV Engenharia, licenciou a marca da americana CNN, canal americano de notícias, que pertence ao Grupo Turner. Com sede prevista para São Paulo e sucursais no Rio de Janeiro e em Brasília, a CNN Brasil, assim como ocorre com o canal nos EUA, “não terá nenhuma relação como governo, e sim com o Brasil”, declara Menin (nos EUA, a CNN faz oposição ao governo de Donald Trump).

Serão contratados 800 profissionais, metade destes, jornalistas e a Presidência da empresa ficará com Douglas Tavoro, executivo do mercado, com 15 anos de experiência na rede Record. Távoro foi o biógrafo de Edir Macedo.

Nos próximos meses que antecedem a abertura oficial da empresa, diversas atividades preparatórias serão realizadas, tais como infraestrutura, marketing e treinamento dos profissionais contratados.

Fonte: Valor Econômico

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Como a tecnologia está mudando a relação e os cuidados com o paciente na medicina?

O avanço na tecnologia individual está construindo o caminho para uma nova era em saúde. Este processo está mudando a forma como as decisões médicas são tomadas e como os tratamentos são administrados.

A idéia do vídeo How is technology changing the healthcare sector? (abaixo) é justamente explicar, em linhas gerais, esta crescente tendência, onde a gestão remota dos cuidados com o paciente permitirá o tratamento mais rápido, efetivo e com menores custos para todos os envolvidos.

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Com a ajuda de aplicativos cada vez mais sensíveis e ajustados às necessidades de médicos e pacientes, o monitoramento do paciente em casa não quer dizer menos suporte e amparo médico ou qualquer atitude de afastamento do universo do paciente, muito pelo contrário. A tecnologia não tem a pretensão de assumir o papel humano do médico e de sua equipe na gestão de um paciente.

Numa era em que, segundo o pensador Zygmunt Bauman, atravessamos um momento de absoluta instantaneidade, de relações frágeis e feitas para não durar, a humanização da medicina se mostra, paradoxalmente, um atributo cada vez mais necessário. Desta forma, a sofisticação dos aplicativos pode contribuir, e em muito, como importante coadjuvante, para a melhoria na relação médico paciente, rumo a uma medicina ainda mais resolutiva.

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ACS – uma trajetória feita de ética e propósito

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O que é um Propósito?

É a fundamentação por trás de tudo o que fazemos e está intimamente ligado com nossas crenças e valores. A certeza de que temos algo maior e mais transformador a realizar em nossas vidas, algo esse que não cabe no significado único de um dia de trabalho, de realização de tarefas, ou na satisfação basal da nossa “Pirâmide de Maslow”. O “simples” fato de trabalharmos com a saúde de outra pessoa, já seria suficiente para nos levar por esse caminho. Mas somos inquietos.

A ACS vive seus valores: Respeito ao Próximo, Colaboração, Empatia e Aprendizado. E um dos caminhos para que possamos viver nossos valores é o da ética nas relações e nos negócios, sempre por meio de interações saudáveis.

Levamos o tema da Saúde tão a sério, que desenvolvemos nosso próprio Programa de Compliance. Ser talvez a primeira empresa de representações comerciais brasileira na área da saúde a ter seu próprio Programa de Compliance é mais um importante passo no que consideramos nosso propósito maior: prestar serviços, horando as empresas as quais representamos, sempre mirando o bem estar dos pacientes e o apoio resolutivo dos profissionais que os atendem, no caso, os médicos.

Este é o DNA da ACS!

Veja a Pirâmide de Maslow e entenda o que é causa (propósito) e o que é consequência. Pense, reflita e veja se faz sentido. Nossas escolhas estão diretamente vinculadas à noção de propósito.

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visite nosso link (AQUI) e saiba mais sobre nosso Código de Ética.

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Citações de Bill Gates

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Bill Gates tem um patrimônio líquido estimado em 90 bilhões de dólares, valor maior do que o PIB de países como Cuba e o Sri Lanka. Por meio de sua Fundação, Bill e Melinda Gates, criada em 1997, desde 2000, já doou mais de 30 bilhões para causas sociais. O site Businness Insider publicou, há um tempo atrás, algumas citações de Bill Gates, bem interessantes:

Sobre o sucesso da Microsoft

“A maioria dos nossos concorrentes investiam em um só produto… Eles criavam esse único produto, mas nunca se aprofundavam na engenharia envolvida. Não pensavam em software de forma abrangente. Não se preocupavam com ferramentas e eficiência. Assim, eles fabricavam um produto, mas não o renovavam para que pudesse chegar à próxima geração.” (BBC, em 19 de junho de 2008)

Sobre trabalhar com Steve Jobs

“Steve e eu éramos muito diferentes. Mas éramos muito bons em escolher pessoas. Ambos hiperenergéticos e trabalhadores. Éramos parceiros próximos no desenvolvimento do software Mac original, e isso foi incrível, porque tínhamos mais gente trabalhando nele do que a própria Apple tinha. Mas fomos muito ingênuos. Steve prometeu que a máquina custaria 499 dólares e, de repente, custava 1.999 dólares. Mesmo assim, o projeto Mac foi uma experiência incrível.” (Rolling Stone, em 13 de março de 2014)

Sobre sucesso

“O sucesso é um péssimo professor. Seduz pessoas inteligentes a pensarem quem não podem perder.” (Livro “The Road Ahead”, de 1995)

Sobre o crescimento da Microsoft

“”Sabe, mesmo quando escrevemos na Microsoft, em 1975, ‘um computador em cada mesa e em cada casa’, nós não percebemos que teríamos que ser uma grande empresa. Cada vez que chegava o momento eu pensava ‘será que poderemos mesmo dobrar em tamanho?'” (Site AllThingsD, em 31 de maio de 2007)

Sobre aproveitar as coisas simples

“Eu lavo os pratos todas as noites – outros se oferecem, mas eu gosto do jeito que lavo.” (Reddit, em 10 de fevereiro de 2014)

Sobre o papel da tecnologia

“Tudo bem, visite essas super empresas de tecnologia como a Bangalore Infosys, mas por favor, só para aproveitar a visita, vá alguns quilômetros adiante e veja as pessoas que vivem sem banheiro, sem água encanada… O mundo não é preto e branco e computadores não estão nem entre as primeiras cinco necessidades humanas.” (The Financial Times, em 1º de novembro de 2013)

Sobre o papel do dinheiro

“Certamente estou bem cuidado em termos de alimento e vestimentas… O dinheiro não tem utilidade para mim, depois de um certo ponto. Sua utilidade está completamente direcionada em construir uma organização e distribuir recursos para os mais pobres e necessitados do mundo.” (The Telegraph UK, em 18 de janeiro de 2013)

Sobre o valor de clientes insatisfeitos

“Seus clientes mais insatisfeitos são sua grande fonte de aprendizado.” (Forbes, em 4 de março de 2014)

Sobre os limites do capitalismo

“O mercado não leva cientistas, jornalistas, pensadores e governos a fazerem as coisas certas, necessariamente. E somente prestando atenção a essas coisas certas e dispondo de pessoas brilhantes que se importam e atraem outras pessoas para elas é que podemos progredir o tanto quanto precisamos”. (TED Talk, em fevereiro de 2009)

Sobre a importância da inovação

“Nosso estilo de vida moderno não é uma criação política. Antes de 1700, grande parte das pessoas era muito pobre. A vida era curta e brutal. Não é porque não tínhamos bons políticos; tínhamos alguns muito bons políticos. Mas então começamos a inventar – eletricidade, motores a vapor, microprocessadores – e a entender de genética, medicina e coisas assim. Sim, estabilidade e educação são importantes – não estou tirando seu mérito – mas a inovação é o verdadeiro motor do progresso”. (Rolling Stone, em 13 de março de 2014)

 

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Cannabis para fins medicinais – dilema longe de ser resolvido

Apesar do uso medicinal da cannabis ser amplamente debatido em países europeus e americanos, no Brasil o tema é embrionário. É grande a insegurança quanto ao desenvolvimento e ação nesse mercado, o que trava qualquer solução por parte dos poderes Legislativo e Judiciário. Com isso torna-se mais remota ainda a possibilidade de investidores destes segmentos olharem para o país.

O Brasil é signatário das duas maiores convenções sobre a regulamentação de drogas entorpecentes e narcóticos do mundo: a Convenção de 1961 e a Convenção de 1971. Os participantes de ambas se comprometem a combater o tráfico de drogas e entorpecentes de forma ampla e irrestrita, por meio de regulamentação própria.

A nossa Constituição trata o Tráfico de Drogas como caso de Segurança Pública, a ser conduzido por forças policiais e com medidas claras de prevenção, proibição à produção e tráfico, definidas na Leia de Drogas.  O cultivo, plantio, colheita, beneficiamento, também são previstos em lei e considerados proibidos.

O único acesso à cannabis permitido no Brasil é relativo aos dois itens que podem ser extraídos, o Canabidiol e o Tetraidocanabidiol. Pais de crianças portadoras de doenças como Esclerose Múltipla, Esquizofrenia, Paralisia Cerebral, Convulsões e outras, por meio de ação judicial, conseguem acesso ao produto. Apesar disso, até o momento, a questão da cannabis e sua intrincada árvore de decisões sobre usos e limites, não parede estar no horizonte de prioridades da ANVISA.

fonte: Jornal Valor Econômico e portal GreenMe

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18 de outubro – Dia do Médico!

Nosso espírito é de servir. Nosso propósito é atender o médico, como facilitadores, para que o paciente seja sempre o beneficiado.

Essa visão vem sendo forjada há 14 anos, por meio da prática dos valores da ACS – Respeito ao próximo, Empatia, Colaboração e Aprendizado.

Obrigado a todos os médicos com os quais temos a honra de participar do dia a dia. Essa convivência nos permite vivenciar nossos valores.

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James Allison e Tasuku Honjo – Nobel de Medicina 2018 por avanços no combate ao Câncer

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James Allison (EUA) e Tasuko Honjo (Japão)

O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2018 foi para as mãos de dois imunologistas. James Allison, do MD Anderson Cancer Center no Texas, Estados Unidos, e Tasuku Honjo, da Kyoto University, no Japão, deram passos fundamentais ao desenvolver novos tipos de imunoterapias que ajudam nosso sistema imune a combater o câncer, principalmente o de pulmão e o mieloma.

Células imunes precisam de estrito controle para serem impedidas de se transformarem em organismos inapropriados que causam inflamações. Células do nosso sistema imune têm uma série de “interruptores” de ‘ligado’ e ‘desligado’ que funcionam harmonicamente para ajudar a regular suas funções. Quando ‘desligadas’ – chamadas de “checkpoints” -, funcionam mais ou menos como os freios de um carro.

Essa ação de balanceamento imune geralmente funciona bem, mas não é o caso em tumores cancerígenos: eles podem encorajar os freios imunes a ficarem ligados, o que significa que a resposta é diminuída e as células não podem matar os tumores efetivamente.

Ao explorar o conhecimento sobre o funcionamento de células imunes, os pesquisadores descobriram que é possível ajuda-las a atacarem o tumor. O tratamento funciona ao liberar os freios de células imunes específicas, chamadas células T. Isso permite que elas ficam ligadas e possam matar as células tumorosas.

Allison estava estudando uma proteína chamada CLTA-4, que é um freio importantíssimo em nosso sistema imune. Ele compete com os interruptores de “ligado” para ajudar a controlar a imunidade. Percebeu, então, que bloquear a ação da CTLA-4 teria um potencial incrível para ajudar as células imunes a atacarem células de tumores.

Honjo descobriu outro grupo de checkpoints chamados “família PD-1”. Esta família de proteínas trabalha de uma forma totalmente diferente da CTLA-4, mas também age como um freio imune.

Os dois pesquisadores enxergaram o potencial de seu trabalho e perceberam que mirar nestes dois grupos de freios imunes poderia revolucionar a terapia de câncer. A descoberta de inibidores de checkpoints como imunoterapia foi revolucionária na terapia de câncer.

Terapia combinada

Um bônus é que, como estas terapias têm diferentes mecanismos, elas podem ser usadas ao mesmo tempo. A terapia combinada provou, em alguns casos, ser mais efetiva no tratamento de tumores em pacientes do que uma droga sozinha.

O campo da imunoterapia é um dos mais empolgantes em imunologia. Conforme aprendemos mais sobre imunologia e como células imunes trabalham, identificamos mais checkpoints e mais formas de empoderar nosso sistema imune para lutar contra o câncer.

A imunoterapia também é importante para outras doenças como autoimunidade, onde o sistema imune reage de forma exagerada. Neste aso, é possível regulá-lo “para baixo”, ajudando o corpo a encontrar equilíbrio.

Conforme descobrimos mais sobre imunologia, o número de alvos que podemos observar para manipular a aplicação de imunoterapias cresce, fazendo este um momento incrível para ser um imunologista.

Esta premiação brinda um incrível trabalho feito por dois laboratórios e é uma realização fantástica. Ainda assim, é importante reconhecer que esta pesquisa revolucionária foi construída através de um trabalho fundamental de imunologia, e que há um lugar crucial para ela, assim como trabalhos clinicamente aplicados em pesquisa.

Revista Galileu, matéria na integra da jornalista Sheena Chuckshank. Para acesso ao conteúdo original, clique aqui.

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