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Diabetes mata 1 pessoa a cada 6 segundos; obesidade aumenta risco

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(Veículo: Folha Vitória – Data: 14/11/2017, autor: não informado)

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em diabéticos. Mais de 415 milhões de pessoas vivem com diabetes no mundo, sendo 14,3 milhões apenas no Brasil, e o número deve subir para 642 milhões até 2040.

Apesar de bastante comum e tratável, muitos diabéticos não controlam a doença e sofrem graves consequências, como amputação de membros, cegueira e problemas cardiovasculares. Neste dia Mundial de Diabetes, lembrado nesta terça-feira (14), o R7 conversou com especialistas para alertar a população sobre os perigos desta doença silenciosa, que mata uma pessoa a cada 6 segundos no mundo.

A diabetes é uma doença que provoca o aumento de açúcar no sangue como resultado do mau funcionamento da insulina — hormônio responsável por transportar o açúcar para dentro das células do corpo.

Há dois tipos de diabetes: o 1 e o 2, segundo a endocrinologista e professora adjunta de Endocrinologia e Metabologia da Universidade Federal do Paraná, Rosangela Réa. “O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que leva à destruição das células do pâncreas. Geralmente, ela é descoberta na infância e adolescência e atinge cerca de 10% dos portadores. O início é repentino e os sintomas, graves, por isso, é necessária reposição imediata de insulina. Já no diabetes tipo 2, o paciente pode até produzir insulina, mas com algum defeito ou ela não é aproveitada de forma correta pelo organismo. Isso acontece em mais de 90% dos casos. Este tipo costuma aparecer depois dos 40 anos. Porém, devido aos maus hábitos, pacientes cada vez mais jovens estão sendo diagnosticados”. O diagnóstico da diabetes é simples e feito por meio testes de glicemia e exames de sangue, o que poderia ser feito no atendimento básico. Os casos menos graves podem ser tratados com um clínico geral, por exemplo, mas o ideal é procurar um especialista, explica o endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Luiz Turatti.

 “Com a evolução da doença, há necessidade de se fazer reajustes nos medicamentos, modificando o tratamento. Não é só tratar a doença, mas também as complicações. Sabe-se que 80% dos pacientes diabéticos morrem de doenças cardiovasculares e podem sofrer com outros problemas, como cegueira. 50% dos pacientes já sofrem com complicações quando descobrem a doença. ” Ainda segundo Rosangela, a diabetes pode não ter sintomas em muitos casos, mas os sinais mais comuns são muita sede, vontade de fazer xixi várias vezes e perda de peso. “É preciso conscientizar a população de que a diabetes tipo 2 está aparecendo cada vez mais cedo por causa da obesidade e dos maus hábitos. Por isso, a incidência está aumentando cada vez mais”. Mata mais que AIDS As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em pacientes diabéticos do tipo 2. Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento que costuma incluir mudança de hábitos de vida e, em alguns casos, medicação, diz Rosangela. “O paciente pode ficar anos com a doença e, quando recebe o diagnóstico, já sobre com as complicações, que atingem tanto pacientes do diabetes tipo 1 quanto do tipo 2. Estudos mostram que a melhora do controle glicêmico reduz esses problemas, como risco de infarto, cirurgia de catarata, amputações etc”. Segundo a especialista, dados da Federação Internacional de Diabetes mostram que a doença mata mais que a AIDS, malária e tuberculose juntas. Em 2015, 5 milhões de pessoas morreram no mundo vítimas da diabetes, sendo 130 mil apenas no Brasil. Ou seja, uma pessoa morre a cada 6 segundos por causa da doença. “ No mesmo ano, o Brasil gastou R$ 21,8 bilhões com pacientes diabéticos e o 5º País que mais gasta com a doença. Grande parte dessas despesas ocorre por causa das complicações, que poderiam ser evitadas com o bom controle da doença. Estudos mostram que apenas 26,8% dos pacientes com diabetes tipo 2 controlam o índice glicêmico. No tipo 1, a porcentagem é de 10,4%”, completa Rosangela. Prevenção e fatores de risco A diabetes tipo 1 é genética, então não há como evitar. Já a diabetes tipo 2 é intimamente ligada à obesidade e ao sedentarismo, além de herança genética. Mulheres grávidas também podem desenvolver a diabetes gestacional e, futuramente, têm mais chances de ter a doença, segundo a endocrinologista do Hospital 9 de Julho Roberta Frota Villas Boas. “Não necessariamente ela vai ter diabetes, mas é uma forte candidata, por isso ela precisa cuidar do peso e da alimentação”. Muita gente associa a diabetes ao hábito de comer muito doce. Porém, se a pessoa não tiver tendência, ela não vai desenvolver a doença mesmo se “entupir” de guloseimas, explica Roberta. O que de fato pode desencadear o problema é a obesidade. “O tecido gorduroso produz uma série de substâncias que são prejudiciais à algumas funções do nosso corpo, entre elas, a produção de insulina. Esse hormônio é o responsável pelo aproveitamento da glicose [açúcar] ser aproveitado nas células. Com o aumento de peso, o pâncreas produz menos insulina, que fica sobrando no sangue”. Pacientes que costumam fazer exames periódicos podem ser diagnosticados com pré-diabetes, ou seja, antes que a doença se desenvolva. “Se o paciente tiver alimentação saudável, fazer atividade física e perder peso ele pode reverter o quadro. ”, afirma Roberta. Tratamento para vida normal Em pacientes com diabetes tipo 1, o único tratamento é o uso de insulina, já que o paciente não produz este hormônio. Já no tipo 2, dependendo da gravidade do quadro, o paciente pode se tratar com medicamentos orais e mudança de hábitos, como a prática de atividade física e alimentação saudável.

Posteriormente, ele pode precisar de insulina, explica Rosangela. Para injetar a insulina no corpo, alguns pacientes, principalmente os do tipo 1, utilizam a bomba de insulina, que é um equipamento que libera quantidades pequenas do hormônio durante o dia. O problema, segundo Roberta, é o alto custo do aparelho. “A bomba é a forma mais eficaz e moderna de aplicar insulina, mas o custo é elevado [a partir de R$ 12 mil]. É um cateter que fica acoplado na pessoa e libera as doses calculadas para aquele paciente, de acordo com o estilo de vida dele etc. O tratamento é totalmente individualizado. Por isso, o mais comum é a utilização da caneta e da seringa, que é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ”. A partir de 2018, unidades do SUS vão distribuir a caneta a 100 mil crianças com diabetes do tipo 1. Ainda segundo Turatti, para reverter o quadro de diabéticos no Brasil é necessário que as pessoas tenham mais educação sobre a doença. “É um absurdo a quantidade de informações falsas sobre tratamentos milagrosos que prometem curar a doença ou que orientam o paciente a deixar de tomar os medicamentos. A diabetes não tem cura, mas tem controle”.

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Clínica Focus abre as portas em Piracicaba, com o olhar na qualidade.

by Daniel Souza, Jundiaí/SP

Foi durante conversas entre amigos que compartilham os mesmos propósitos profissionais e de vida que surgiu o “rascunho” do que seria a Clínica Focus Gastroenterologia e Endoscopia Avançada, em Piracicaba (SP). Há um ano atrás, estava identificado o ponto focal que levou os médicos Ricardo Tedeschi Matos, Welington Assis e Ana Carolina Castro a mobilizarem tempo, energia e recursos para, mesmo em momentos de crise e incerteza econômica, apostarem no projeto: uma clínica cujo ambiente reúna qualidade e tratamento humanizado a seus pacientes.

Equipe Focus

Dr. Ricardo Tedeschi, Dr. Welington Assis e Dra. Ana C. Castro – Qualidade e tratamento humanizado

Instalada num dos melhores pontos de Piracicaba, a Clinica Focus Gastroenterologia e Endoscopia Avançada, oferece consultas nas áreas de Gastroenterologia Clínica, exames endoscópicos (diagnósticos e terapêuticos), cápsula endoscópica, exames na área de fisiologia digestiva (pHmetria e manometria)  e no auxílio do tratamento da obesidade (como colocação de Balão intragástrico). O corpo clínico também oferece procedimentos terapêuticos de alta complexidade em hospitais da cidade e região, como a colangiopancreatografia endoscópica, colocações de próteses auto expansíveis, gastrostomias e ecoendoscopia.

Segundo o Sócio proprietário Dr. Ricardo Tedeschi, a Clínica oferece diferenciais pensados a partir da qualidade do serviço a ser oferecido aos pacientes. “Priorizamos a qualidade ao invés da quantidade e este é um grande desafio nos dias atuais. Os custos elevados e a atual remuneração vinda da maioria dos planos de saúde suplementar, nos obriga a ter o melhor desempenho na gestão dos custos, sem desviarmos nosso FOCO no paciente – na Focus, cada paciente é especial e único. Fazemos tudo com muita paixão, ainda que nos dias de hoje a paixão tenha sempre que vir combinada com uma boa gestão.”

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Ainda segundo Ricardo, a qualidade no atendimento se traduz por meio da precisão diagnóstica e terapêutica, além das relações pessoais e comerciais, tanto com pacientes, como com funcionários e fornecedores. “Quando as pessoas vierem à nossa clínica, a palavra que virá à mente é qualidade. Esse será sempre o nosso diferencial. Por isso investimos em equipamentos de última geração e em instalações confortáveis. Até mesmo o amplo estacionamento foi pensado com o propósito de inspirar qualidade”, acrescenta.

Ainda segundo Dr. Ricardo, a Endoscopia realiza procedimentos cada vez mais complexos, de alta resolutividade e cada vez menos invasivos. O futuro da especialidade está na tecnologia e nas infinitas possibilidades de resolver o problema do paciente com menor sofrimento possível. “Em breve acredito que haverá sistemas de cápsula capazes de realizarem biópsias e outros procedimento hoje só possíveis por meio de métodos mais tradicionais. Vejo que o papel da endoscopia ficará cada vez mais intervencionista, um papel terapêutico”, pondera Ricardo.

Para maiores informações, visite o site da Clínica, clicando AQUI.

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Câncer do Intestino – Estudos apontam menor necessidade de uso da bolsa de colostomia

(Traduzido e adaptado do artigo do jornalista James Gallagher, editor de Saúde da BBC website, Chicago/IL)

Um estudo apresentado no ASCO (Congresso da Amercian Society of Clinical Oncology), maior congresso sobre câncer no mundo, mostra que o uso de stents antes da cirurgia diminui o risco cirúrgico e, consequentemente, a necessidade de uso de bolsa de colostomia. Por ser um dispositivo de coleta de fezes, a simples possibilidade de uso da bolsa, assusta os pacientes, encontrando enorme resistência.

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São diagnosticados anualmente cerca de 1,4 milhões de casos de câncer de intestino no mundo. Na Inglaterra, a grande maioria dos cânceres de intestino passam despercebidos, até que se tornem casos de emergência cirúrgica. O risco destas cirurgias não planejadas é muito maior do que uma cirurgia de rotina, pois a saúde geral do paciente está pior e o inchaço provocado pelo bloqueio inviabiliza a cirurgia laparoscópica.  E nem sempre um especialista está presente para uma intervenção mais invasiva. Nesses casos, a taxa de mortalidade sobre de 2% para 12%.

Intestino Distendido

Feita a remoção do tumor, os cirurgiões são menos propensos a dilatar novamente o intestino. Uma parte do cólon se encontra bastante distendida, enquanto outra completamente prejudicada pelo tumor. Caso não seja possível reverter seu funcionamento, a necessidade de uso de bolsa de colostomia é enorme. Um estudo com 250 pacientes realizado pelo Cancer Research UK tratou a metade do grupo com cirurgia convencional e a outra metade por meio de uma nova abordagem de desobstrução do intestino: o cirurgião, com a ajuda do endoscópio, localiza a obstrução, onde é imediatamente colocado um stent. Na colocação, o stent tem apenas 3mm de diâmetro, porém em 48 horas, o dispositivo se expande até atingir 2,5cm de diâmetro, abrindo a passagem do cólon. Só então o tumor é removido, uma vez que o paciente está livre da obstrução.

Entre os dois tipos de procedimento, não foram observadas diferenças na taxa de sobrevivência. Porém foram gritantes as diferenças entre a decisão pelo uso da bolsa de colostomia e pelo não uso, foi gritante. Dos pacientes onde a abordagem foi a cirurgia de emergência, 69% precisaram da adoção de bolsa de colostomia, enquanto que os pacientes onde foi adotado o procedimento com stent, o uso da bolsa caiu para 45% dos casos.

“Enorme melhoria”

O Professor James Hill conduziu o estudo em Hospitais da Universidade de Manchester e diz: “Culturalmente os médicos temem que o bloqueio do intestino possa aumentar a chance do câncer se espalhar, porém nossos resultados iniciais não apontam pra isso. Também estamos satisfeitos por vermos que esta pode ser uma forma de reduzirmos o risco daqueles pacientes que precisam de bolsa de colostomia após a cirurgia. Estamos falando de mais qualidade de vida no dia a dia dos pacientes. Estes foram apenas os primeiros resultados, mas o trabalho se se prolongará pelos próximos 3 anos para saber se a abordagem afeta a sobrevivência e os cuidados necessários para paciente terminais.”

Debora Alsina, Diretora Executiva do Bowel Cancer UK, considera os resultados são promissores. “É especialmente reconfortante observar que o uso de um stent não aumenta as chances de que o câncer se espalhe.”, diz ela. “No caso dos pacientes que precisam de uma bolsa, é possível viver bem com uma. Mas aqui temos uma maioria de pacientes que passam a viver sem a necessidade de um estoma permanente. A bolsa de colostomia é, na maioria das vezes, um dispositivo que assusta as pessoas. Assim, da mesma forma como festejamos os resultados do estudo, no longo prazo, vamos precisar pesquisar muito mais.”

Martin Ledwick, do Cancer Research UK, declara: “Este tratamento não serve para todos e sim para aqueles cujo impacto poderá ser muito maior em suas vidas pós-cirurgia. A não necessidade de uma bolsa de colostomia tem um impacto significativo na qualidade de vida desses pacientes.”

Ponto de Vista

Por Doutor Anderson Freitas da Silva, Médico, Endoscopista e Diretor Clínico do Hospital VivalleAnderson Rede D’or (São José dos Campos/SP). 

“A importância desse estudo está no papel de ponte exercido pelo stent em um caso onde o paciente obstruído e com um tumor entra no pronto socorro para atendimento de urgência. Normalmente, um paciente nessa situação entra e é imediatamente encaminhado à cirurgia. O Cirurgião opera e instala a bolsa de colostomia, para dali algumas semanas, reoperar o paciente, tirar a bolsa e religar o intestino. O estudo mostra aponta para a possibilidade de, numa primeira abordagem, ao invés de operar o paciente, colocar um stent, eliminando a obstrução. Depois de algumas semanas, o cirurgião opera o paciente, retira o tumor e reconstitui o trânsito intestinal, diminuindo assim a necessidade de uma colostomia. Ainda que, conforme o artigo,  as pesquisas devam continuar, sem dúvida a técnica permite um ganho enorme em termos de risco e qualidade de vida, na abordagem desse tipo de paciente.”

 

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México tem primeira vacina contra dengue registrada no mundo

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil (matéria na íntegra)

O México aprovou hoje (9) o registro da vacina contra a dengue da Sanofi Pasteur, que também está com pedido de registro no Brasil. “É a primeira vacina contra a dengue que recebeu a aprovação por uma agência reguladora em todo o mundo”, disse a diretora médica do laboratório, Lúcia Bricks.

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A agência reguladora mexicana indica o produto para a faixa etária entre nove e 45 anos. De acordo com o laboratório francês, o imunizante tem eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença, taxa de redução de hospitalização de 80,3% e diminuição de 95,5% de casos graves da dengue. A imunização deverá ser feita em três doses, com intervalos de seis meses.

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O paradigma do lucro na Medicina

por Daniel Souza

Hoje é Dia do Médico. Pensando nisso, me vi refletindo sobre quantas vezes, ao longo da minha trajetória profissional, me deparei com excelentes profissionais médicos preocupados com a imagem social que passariam a seus clientes pelo fato de obterem bons lucros provenientes do seu trabalho. E minha reflexão diz respeito, claro, aos profissionais sérios e bem sucedidos em função disso. Sabemos que profissionais mal formados e nem tão sérios existem em todo o tipo de segmento.

Minha formação é comunicação social. Sempre curioso e metido em tudo o que tenha a ver com a relação saudável entre pessoas, me tornei um profissional de vendas, com forte pegada na formação de outros profissionais. Talvez por uma intuitiva afinidade com o bem estar e pela pesquisa capaz de ampliar os horizontes do ser humano, caí na área da Saúde, onde me encontro até hoje. Apesar de não ter uma formação em Administração, sempre admirei essa área, a mola mestra da nossa sobrevivência. Administrar bem os recursos serve pra tudo – em casa, no trabalho, na escola, na religião (para os que a cultivam, claro) e até num período de férias. Não existe na natureza um só ser que respire que não precise de uma boa administração para sobreviver. Modelos de negócio então, não conheci nenhum que possa viver sem uma boa administração.

Dia do médico

E a fórmula que os gurus em administração nos passaram ao longo de tantos anos também não mudou muito – gere receita, modere os gastos e seu negócio terá lucro. É e sempre foi assim. Mas as crises nos ensinaram a lidar com uma postura adicional – não basta moderar o gasto, mas tem que investir em obter mais receitas, para que um negócio seja bem sucedido.

Se esse racional é socialmente aceito para todos os tipos de negócio, com a medicina, não poderia ser diferente. O médico que tem uma clínica ou um consultório, seja ele grande ou pequeno, precisa ver-se como um empresário e que necessita de uma boa visão do seu negócio para, mais do que sobreviver, ver seu legado se tornar perene. Indo por esse caminho, me agrada a visão do Dentista Roberto Caproni: “Quando o seu consultório ou a sua clínica presta um serviço de valor para a sociedade, ele é remunerado com o Lucro Admirável Merecido, na forma de dinheiro. Esse é o prêmio que a sociedade concede para que você continue atuando em sua atividade profissional, gerando benefícios para ela. O lucro admirável merecido funciona como um termômetro da sua importância para a sociedade”.

Caproni ainda adverte que cortar gastos é como puxar o freio de mão de um carro em movimento. Ele diminui a marcha até parar por completo. Então não pode este ser o recurso único para se fazer uma boa administração. Parece algo simples, mas ainda assim muitas clínicas tropeçam nesses princípios.

O movimento de um negócio é mais importante, mesmo com alguma despesa extra. O imobilismo em tempos de crise é o pior veneno. E como fazer para aumentar receitas? É necessário buscar uma forma de aumentar seu espectro de clientes. Isso tem um custo, óbvio. Ainda que a necessidade de ter um plano de comunicação e marketing não seja algo tão corriqueiro, por ser muitas vezes visto como “algo que um médico não deve fazer, para não parecer demasiado mercantilista” – me poupe… Por isso se diz, de praxe, que em tempos de crise, o empresário deve pisar no acelerador para ser mais visível e desejado pelos clientes do que a média dos seus concorrentes. A área da Saúde (e a medicina, repito, não é diferente) é um mercado e, quer saibamos aceitar essa realidade ou não, onde profissionais de saúde precisam se preparar cada vez mais, como parte desse processo econômico, se desejam sobreviver e prosperar.

O médico é hoje um profissional que, além de ser muito bom na sua área de especialidade, tem que ser bom em gestão e visão do negócio. Dependendo do tamanho do seu modelo de negócio, diversas famílias dependem do seu sucesso e a sociedade precisa que aquela clínica continue prosperando. Afinal, o lucro e a fartura são as formas de como a sociedade agradece a um serviço bem feito. Porque não?

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Pra mudar atitudes em 2015, use um pouco de…Heavy Metal!

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Bruce Dickinson – como se ser o vocalista de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo fosse suficiente.

Não importa se você não curte heavy metal, leia mesmo assim. 

São raros os exemplos de artistas estelares que se dão bem em outras atividades, principalmente como empresários em outros modelos de negócio. Então, pra começar bem o ano, me chamou a atenção um tema ocorrido a exatos 12 meses, mas extremamente atual. Em janeiro de 2014, Bruce Dickinson esteve no 7º Campus Party, em São Paulo. Os mais afoitos do heavy metal na época certamente torceram o nariz. O que, diabos, “o cara” do Iron Maiden estaria fazendo num evento onde se discute principais tendências tecnológicas, cercado de um monte de geeks? E nem anunciaram onde seria o show do Iron…Nada disso. Ser band leader do Iron Maiden é apenas uma das múltiplas atividades de sucesso desse empresário, roteirista, escritor, marqueteiro, dono de companhia área e piloto comercial.

Em sua palestra, falou sobre a importância de ter um negócio focado em obter fãs ao invés de clientes. E ele não traz nada mirabolante, é uma visão simples de um dos poucos exemplos de um artista de sucesso que se deu bem como empresário.

Frase de Dickinson: “Odeio clientes, amo fãs.”

Qual a diferença entre cliente e fã? Ambos buscam um produto por necessidade, pagam e pretendem ser atendidos conforme expectativa, ou seja, ambos são consumidores. Segundo Bruce, clientes tem escolha, vão embora. Fãs não. Fãs jamais se vão.

Quando montamos empresas que conseguem fãs, eles lamentam se a empresa acaba, vira uma catástrofe. Já parou pra pensar se a Apple fechasse amanhã como seria?

Pense então em um ótimo médico, ótimo advogado ou uma ótima empregada doméstica. Eles criam fãs para a vida toda. Eles podem cobrar mais, podem deixar a qualidade cair um pouco, podem deixar te atender alguma expectativa, mas as pessoas jamais se vão. Ainda que eles não atendam em algum momento ou dentro de uma expectativa, os fãs vão esperar, não vão trocá-los, porque fãs são leais. E como que se constrói uma empresa para gerar fãs ao invés de clientes? Qual o segredo?

Gere Valor ou seja só mais um

Ser capaz de entender o cliente em sua plenitude e qual o problema a ser resolvido é o coração de uma operação bem sucedida. O prédio, as poltronas bem estofadas, todo o resto é consequência. Seja a verdadeira solução para as angústias dos seus clientes.

Não vendemos coisas, vendemos relacionamento

Não abdique de ser alguém presente, sorridente, otimista, que se aproxima do seu cliente. Segundo Bruce, muito mais do que racionais, somos seres emocionais. Avalie adequadamente o comportamento emocional dos seus clientes e ganhe fãs. Eles voltarão sempre.

Não estamos falando aqui de garantia, mas de confiança

“Está garantido! Se der problema, troque.” Isso é entregar mais do mesmo! O cliente precisa sim internalizar que seu produto é sólido, confiável e que não vai dar problemas. Credibilidade é o que apaixona as pessoas.

Cresça usando sua imaginação

O esforço é louvável, mas problemas são resolvidos com imaginação. O que vai acontecer quando sua solução tiver conseguido um determinado número de fãs? Você vai parar de crescer. E empresas só crescem quando vendem sua alma para a criação de valor, para a inovação. Somente desta forma virão novos fãs que se somarão aos anteriores.

Universidades estão cheias de conhecimento, porém produzem muito pouco. Então confie no seu conhecimento para crescer. Isso não é sobre conhecimento. O que faz o homem crescer realmente e o faz chegar em qualquer lugar é a sua imaginação. E a combinação explosiva entre imaginação e paixão é capaz de fazer tudo.

Somos seres sociáveis

Buscamos aceitação o tempo todo. Essa busca faz com que queiramos estar com amigos, com colegas, em bandos. Por isso construímos network, e vital. Esta atitude é absolutamente válida no momento de buscar novos fãs.

De acordo com Bruce, o ser humano continua o mesmo de 2 séculos atrás, o que mudou foi o aparato tecnológico, o que elimina a desculpa de que ser sociável ficou mais difícil, pelo contrário.

Isso serve pro meu negócio? – Outra desculpa frequentemente utilizada por empresários com medo de mexer em seus modelos é a dificuldade de aplicação à cultura do seu negócio. A lógica simples e efetiva de Bruce Dickinson pode ser sim adaptada e aplicada a qualquer estilo de negócio, desde que devidamente raciocinada.

Por isso, pare de ouvir sobre o fatalismo de 2015 e a necessidade de provisionar isso ou aquilo. Use essa energia para repensar a forma de fazer as coisas no dia a dia e onde isso vai levar. E trabalhe para aumentar sua base de fãs do seu negócio, incessantemente. Veja video da palestra abaixo:

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Cássio Roberto Bossi

Consultoria em Gestão Financeira

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