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Novo tratamento para câncer de próstata metastático é aprovado pela FDA

xofigoRecentemente, a entidade que regula os medicamentos nos EUA (FDA) aprovou Xofigo® (radium 223), da Bayer, para o tratamento de doentes com câncer da próstata resistente à castração (CPRC), metástases ósseas sintomáticas e doenças metastáticas viscerais desconhecidas. O Xofigo® é o primeiro agente terapêutico emissor de partículas radioativas alfa aprovado pela FDA que demonstrou melhorar a sobrevida global (SG) e postergar ao longo do tempo os primeiros sintomas de metástase óssea quando comparado ao placebo, conforme demonstrado no ensaio clínico principal de Fase III ALSYMPCA, avança o site Paran@shop. A próstata é uma glândula exclusiva do sistema genital masculino, que se localiza abaixo da bexiga. A sua função é produzir substâncias que vão ajudar a tornar o sémen mais fluido, facilitando o deslocamento dos espermatozóides. Mais do que qualquer outro tipo, o câncer da próstata pode ser considerado uma doença da terceira idade, pois cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens partir dos 65 anos. Atualmente, o câncer da próstata é quinto câncer que mais mata homens no mundo.

Segundo Fernando Maluf, Chefe da Oncologia Clínica do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes-Beneficência Portuguesa, no Brasil, a aprovação do Xofigo® pode ser considerada de muito significado clínico e científico porque o medicamento pode ser utilizado no tratamento de câncer de próstata metastático. “É um tratamento muito interessante porque é o primeiro que utiliza um radioisótopo, partícula que apresenta um núcleo atómico instável que emite energia quando se transforma num isótopo mais estável e impede o crescimento tumoral, que aumentou a sobrevida dos pacientes. Nenhum outro tratamento conseguiu estes resultados”, explica Fernando Maluf.

O Xofigo® apresenta um perfil de segurança favorável e tem potencial para melhorar os resultados entre os pacientes de forma completamente inovadora. O seu princípio activo, o radium 223, emite partículas alfa que actuam sobre as células cancerígenas em metástases ósseas. Aproximadamente 90% dos pacientes com câncer da próstata metastático apresentam indícios de metástases ósseas que podem levar a um aumento na frequência de eventos esqueléticos e já demonstraram ser a principal causa de morbidez e morte entre pacientes com CPRC. “O Xofigo® melhora os sintomas da doença e aumenta a qualidade de vida dos pacientes”, conclui Fernando Maluf.

Site: Grupemef

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Farmacêuticas globais perdem receita com perda de patentes

Companhias farmacêuticas de grosso calibre no cenário mundial acusam o baque da perda de importantes patentes em suas receitas

De acordo com o jornalista Eric Palmer, do portal Fierce Pharma, não há grandes surpresas no ranking das 10 companhias farmacêuticas e suas receitas em dólares. Pfizer e Merck & Co, ambas estão em franco processo de reestruturação, perderam posições. Com o desmembramento entre AbbiVie e Abbott, a primeira ficou fora do ranking e abriu espaço para Eli Lilly e facilitou a subida da Bayer. Veja ranking de 2012 e, logo abaixo, 2013:

2012

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2013

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 Depois de um 2012 de muitas patentes importantes terem caído por terra, o ano de 2013 foi mais tranquilo, com aumento de receitas por parte de J&J, Roche, GlaxoSmithKline, Bayer e Lilly. Porém apenas a Bayer e a J&J tiveram crescimentos realmente interessantes. Bayer teve um crescimento de receita de 7,6% em dólares e J&J cresceu 6,6%. As demais tiveram crescimentos mais modestos, na casa de 3%. Pfizer, Sanofi-Aventis , Merck & Co e AstraZeneca despontavam em 2012, mas as perdas de patentes de alguns importantes blockbusters tiveram um reflexo imediato no ano seguinte. Pfizer perdeu Lipitor, Merck ficou sem a patente do seu Singulair. Curiosamente, as vendas de Crestor (medicamento da Astrazeneca para hipercolesterolemia) caíram 9%, o que significou forte desaceleração no crescimento da Astrazenca, na época, em torno de 8%.  Sanofi perdeu a patente de Plavix. Esse impacto contribuiu para uma queda de 5,7% nas receitas da empresa.

patente

Mas esses números nem se comparam com a queda de 17% reportados por AstraZeneca e Bristol-Mayers Squibb (fora da lista este ano) no ano passado. Ainda segundo Palmer, a metodologia do ranking considerou informações financeiras reportadas pelas empresas, relatórios e reportes anuais da Securities and Exchange Commission e outras fontes. De acordo com o jornalista, 2013 ficou marcado para a Indústria Farmacêutica mundial como um ano de transição, outra boa fase é esperada para esse ano.

Fonte: Fierce Pharma – mar, 2014 e IstoÉ Dinheiro, agosto 2012

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