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Mutirão de Prevenção de Câncer Colorretal – 9ª edição foi no Hospital do Câncer de Barretos

No sábado, dia 25 de março de 2017, em Barretos (SP), esteve em ação o 9º Mutirão promovido pela SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva), para a prevenção do câncer colorretal.

O Mutirão atendeu 50 pacientes encaminhados do Sistema Único de Saúde com idade entre 50 e 65 anos, com resultado positivo na pesquisa de sangue oculto nas fezes (FIT) e que não fazem parte de nenhum grupo de risco para a doença.

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(da dir. para a esq. Dr. Tomazo Franzini, Dr. Lix Oliveira, Dra Kelly Menésio e Andréa Souza (ACS-Boston Scientific). Mobilização pela prevenção do Câncer de Cólon.

Sob a coordenação do Dr. Lix Alfredo Reis de Oliveira (Presidente da Comissão de Rastreamento e Prevenção do Câncer Colorretal da SOBED), foram mobilizadas cinco salas de procedimentos e uma equipe de cerca de 20 profissionais, subdividida entre estas salas. Os médicos atuantes em cada uma das salas foram o Dr. Lix Oliveira, Dr. Tomazo Franzini, Dr. Gilberto Fava, Dr. Jairo Silva Alves, Dr. Júlio Cesar Lobo, Dr. Ronaldo Taam, além da equipe do próprio Hospital do Câncer, Dra. Dra. Denise Peixoto Guimarães (membro da Comissão de Mutirões e Prevenção de Câncer Colorretal da SOBED). Dra. Kelly Menésio e demais médicos do corpo clínico.

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Dr. Lix de Oliveira fala aos parentes do pacientes sobre como prevenir o Câncer Colorretal

Em breve palestra para acompanhantes dos pacientes, Dr. Lix afirma que o Câncer Colorretal é a 2ª causa de morte por câncer no mundo para a mulher e a 3ª causa para o homem Perdem apenas para Câncer de Pulmão e Mama), o que reforça o caráter de prevenção dos mutirões.

Ainda, segundo Lix, em entrevista ao site da SOBED, “Incluímos estes pacientes em programa de acompanhamento. Após o evento, passarão por novas colonoscopias dentro do prazo previsto por diretrizes internacionais. Se um câncer é diagnosticado, encaminhamos para tratamento. Usamos o Mutirão como uma ferramenta que nos permite identificar lesões pré-malignas e o câncer precocemente, aumentando a chance real de cura”.

Em um ano e meio, além de Barretos, o Mutirão SOBED já passou pelas cidades de Campinas, Maceió, Rio de Janeiro, Goiânia, Curitiba e Campo Grande. O próximo será na cidade de Vitória (ES).

Apoiam os evento com dispositivos e equipamentos, respectivamente, as empresas Boston Scietific (representada, no evento de Barretos, pela ACS Gestão de Negócios) e Fujinon.

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Câncer do Intestino – Estudos apontam menor necessidade de uso da bolsa de colostomia

(Traduzido e adaptado do artigo do jornalista James Gallagher, editor de Saúde da BBC website, Chicago/IL)

Um estudo apresentado no ASCO (Congresso da Amercian Society of Clinical Oncology), maior congresso sobre câncer no mundo, mostra que o uso de stents antes da cirurgia diminui o risco cirúrgico e, consequentemente, a necessidade de uso de bolsa de colostomia. Por ser um dispositivo de coleta de fezes, a simples possibilidade de uso da bolsa, assusta os pacientes, encontrando enorme resistência.

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São diagnosticados anualmente cerca de 1,4 milhões de casos de câncer de intestino no mundo. Na Inglaterra, a grande maioria dos cânceres de intestino passam despercebidos, até que se tornem casos de emergência cirúrgica. O risco destas cirurgias não planejadas é muito maior do que uma cirurgia de rotina, pois a saúde geral do paciente está pior e o inchaço provocado pelo bloqueio inviabiliza a cirurgia laparoscópica.  E nem sempre um especialista está presente para uma intervenção mais invasiva. Nesses casos, a taxa de mortalidade sobre de 2% para 12%.

Intestino Distendido

Feita a remoção do tumor, os cirurgiões são menos propensos a dilatar novamente o intestino. Uma parte do cólon se encontra bastante distendida, enquanto outra completamente prejudicada pelo tumor. Caso não seja possível reverter seu funcionamento, a necessidade de uso de bolsa de colostomia é enorme. Um estudo com 250 pacientes realizado pelo Cancer Research UK tratou a metade do grupo com cirurgia convencional e a outra metade por meio de uma nova abordagem de desobstrução do intestino: o cirurgião, com a ajuda do endoscópio, localiza a obstrução, onde é imediatamente colocado um stent. Na colocação, o stent tem apenas 3mm de diâmetro, porém em 48 horas, o dispositivo se expande até atingir 2,5cm de diâmetro, abrindo a passagem do cólon. Só então o tumor é removido, uma vez que o paciente está livre da obstrução.

Entre os dois tipos de procedimento, não foram observadas diferenças na taxa de sobrevivência. Porém foram gritantes as diferenças entre a decisão pelo uso da bolsa de colostomia e pelo não uso, foi gritante. Dos pacientes onde a abordagem foi a cirurgia de emergência, 69% precisaram da adoção de bolsa de colostomia, enquanto que os pacientes onde foi adotado o procedimento com stent, o uso da bolsa caiu para 45% dos casos.

“Enorme melhoria”

O Professor James Hill conduziu o estudo em Hospitais da Universidade de Manchester e diz: “Culturalmente os médicos temem que o bloqueio do intestino possa aumentar a chance do câncer se espalhar, porém nossos resultados iniciais não apontam pra isso. Também estamos satisfeitos por vermos que esta pode ser uma forma de reduzirmos o risco daqueles pacientes que precisam de bolsa de colostomia após a cirurgia. Estamos falando de mais qualidade de vida no dia a dia dos pacientes. Estes foram apenas os primeiros resultados, mas o trabalho se se prolongará pelos próximos 3 anos para saber se a abordagem afeta a sobrevivência e os cuidados necessários para paciente terminais.”

Debora Alsina, Diretora Executiva do Bowel Cancer UK, considera os resultados são promissores. “É especialmente reconfortante observar que o uso de um stent não aumenta as chances de que o câncer se espalhe.”, diz ela. “No caso dos pacientes que precisam de uma bolsa, é possível viver bem com uma. Mas aqui temos uma maioria de pacientes que passam a viver sem a necessidade de um estoma permanente. A bolsa de colostomia é, na maioria das vezes, um dispositivo que assusta as pessoas. Assim, da mesma forma como festejamos os resultados do estudo, no longo prazo, vamos precisar pesquisar muito mais.”

Martin Ledwick, do Cancer Research UK, declara: “Este tratamento não serve para todos e sim para aqueles cujo impacto poderá ser muito maior em suas vidas pós-cirurgia. A não necessidade de uma bolsa de colostomia tem um impacto significativo na qualidade de vida desses pacientes.”

Ponto de Vista

Por Doutor Anderson Freitas da Silva, Médico, Endoscopista e Diretor Clínico do Hospital VivalleAnderson Rede D’or (São José dos Campos/SP). 

“A importância desse estudo está no papel de ponte exercido pelo stent em um caso onde o paciente obstruído e com um tumor entra no pronto socorro para atendimento de urgência. Normalmente, um paciente nessa situação entra e é imediatamente encaminhado à cirurgia. O Cirurgião opera e instala a bolsa de colostomia, para dali algumas semanas, reoperar o paciente, tirar a bolsa e religar o intestino. O estudo mostra aponta para a possibilidade de, numa primeira abordagem, ao invés de operar o paciente, colocar um stent, eliminando a obstrução. Depois de algumas semanas, o cirurgião opera o paciente, retira o tumor e reconstitui o trânsito intestinal, diminuindo assim a necessidade de uma colostomia. Ainda que, conforme o artigo,  as pesquisas devam continuar, sem dúvida a técnica permite um ganho enorme em termos de risco e qualidade de vida, na abordagem desse tipo de paciente.”

 

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Quem Procura, Cura – projeto inovador na cidade de Belterra (AM/Brasil)

belterra 4Projeto inovador mobiliza equipe de especialistas na detecção do câncer colorretal em população da Amazônia

Um importante e inédito projeto está se desenvolvendo numa região onde até então, de acordo com a visão leiga do assunto, se poderia considerar improvável candidata ao mesmo: O Rastreamento do Câncer Colorretal em Belterra, município amazonense com 16 mil habitantes localizado há 106 quilômetros da cidade de Santarém.

O projeto, cuja chamada da campanha é “Quem procura, cura” – Campanha de Prevenção e Detecção do Câncer no Intestino, alia objetivos assistenciais e de pesquisa promovendo atendimentos gratuitos a mais de 2 mil pessoas na faixa etária de 50 a 70 anos. Várias importantes instituições estão engajadas: Hospitais Sírio Libanês, Boston Scientific, Gastro Com Fujinon, Hospital Albert Einstein, Prefeitura de Belterra, Dasa e o Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará, que é administrado pela parceria Governo do Estado e Pró-Saúde.

Segundo entrevista concedida à assessoria de imprensa do HRBA (Hospital Regional do Baixo Amazonas) na ocasião do lançamento da campanha (outubro de 2014), o médico coloproctologista do Hospital Sírio-Libanês, Marcelo Averbach afirma que a proposta do projeto foi realizar o rastreamento em população da Amazônia. “No Brasil não existe uma política definida de rastreamento do câncer colorretal na verdade quando falamos de campanha de rastreamento é um trabalho que não tem fim, obviamente as gerações se sucedem e nós estamos dando o “ponta pé inicial” em um projeto que não tem data para terminar”, afirma.

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Chegada da equipe à Belterra. Em destaque, Francisco Ou (Diretor de Marketing Boston Scientific).

Na mesma ocasião, o Cirurgião do Hospital Albert Ainstein, Angelo Ferrari, falou que a ideia do projeto será detectar as lesões benignas e realizar remoção das mesmas logo após a detecção e, em casos de diagnostico de câncer de cólon, os pacientes serão referenciados para o HRBA onde será dado o prosseguimento no tratamento. “Este exame permite que a gente identifique as lesões que após algum tempo podem virar câncer de cólon, então a gente retira essas lesões enquanto elas ainda são benignas e com isso a gente diminui a incidência do câncer de cólon e a mortalidade do câncer de cólon. Esse trabalho esta esquematizado para durar um pouco mais de um ano, a ideia é fazer mutirões, cada mutirão terá duração de quatro dias e vai atender até 130 pacientes em cada mutirão e o total de pacientes ficará em torno de 2,5 mil pacientes”, disse Ângelo.

Para o coordenador de oncologia do HRBA, Marcos Fraga Fortes, a realização do trabalho de rastreamento de câncer na região Oeste Paraense complementa todo o projeto desenvolvido pela equipe de oncologia do HRBA que, há aproximadamente seis anos, se instalou em Santarém e iniciou um trabalho minucioso sobre os mitos e verdades do câncer em comunidades mais distantes. “Este é um projeto muito importante e que vem de uma continuidade de projetos que já realizamos a quase seis anos, isso culmina agora com o convênio por meio de um convênio com a Boston Scientific e o Hospital Sírio Libanês. É consequência de um trabalho que vem amadurecendo e trazendo melhores frutos”, Marcos Fortes.

O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou da importância de cada empresa e instituição no desenvolvimento deste projeto que nasce da união de todos em busca de um bem maios, desenvolver saúde de média e alta complexidade no coração da Amazônia. “A iniciativa de empresas referencias vindas de outros locais foi de extrema importância para desenvolver políticas de saúde na nossa região. Este projeto possui dois objetivos que é desenvolver a pesquisa cientifica entre a população pré-estabelecida e o segundo detectar casos de câncer que serão encaminhados para o Hospital Regional que é referencia no tratamento oncológico na região norte do país”, finalizou.

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Primeiro Mutirão SOBED contra o Câncer Colorretal em Campinas/SP – sucesso absoluto

A SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva) promoveu nos dias 25, 26 e 27 de março o “MUTIRÃO SOBED CONTRA O CÂNCER COLORRETAL, no Hospital e Maternidade Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Essa importante ação social visa rastrear, identificar/prevenir o câncer colorretal.

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Celso Ardengh, Ramiro Mascaranhas, Sílvio Ciquini, Maristela Hipólito, Pedro Ishida, Tomazo Franzini e Lix Oliveira. Equipe multidisciplinar de altíssimo nível contra o Câncer Colorretal – 100 exames realizados em 3 dias.

O câncer colorretal tem início, na maioria dos casos, a partir de pequenos pólipos, acomete um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável (caso não tenha se espalhado para outros órgãos) e a detecção precoce, ainda na fase de pólipo (antes que se tornem malignos) é uma forma eficiente de prevenção. Segundo o Ministério da Saúde, o Câncer Colorretal é o 3º tipo de câncer que mais mata no país. Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que em 2014 foram detectados mais de 32 mil casos no Brasil.

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Dr. Lix de Oliveira e Andréa Souza (ACS-Boston).

Idealizado e organizado pelos médicos Endoscopistas Lix Alfredo de Oliveira (Presidente Nacional da Comissão de Mutirões e Prevenção de Câncer Colorretal da SOBED), Pedro Ishida (Chefe do Departamento de Endoscopia da PUC/Campinas) e Sílvio Augusto Ciquini (Chefe do Departamento de Coloproctologia da PUC/Campinas, o primeiro Mutirão de Campinas contou também com as presenças dos médicos Ramiro Mascarenhas, José Celso Ardengh, Tomazo Franzini, Maria do Carmo Friche Passos, Roberto Ciotola e Maristela Hipolito Rinco.

Dr Lix Alfredo, em entrevista para o site da SOBED, afirmou que o mutirão foi extremamente proveitoso e satisfatório para todos que trabalharam pelo beneficio aos pacientes na prevenção do câncer colorretal. “Nos exames realizados foram detectadas várias lesões em pacientes assintomáticos. Os exames, com prognóstico em relação ao câncer colorretal, sem dúvida nenhuma mudará a vida destes pacientes. A mensagem que a Sociedade quer deixar é que vale a pena investir neste tipo de ajuda social para um país que tem necessidade e carência nesta área de prevenção do câncer colorretal. A sensação é de dever cumprido! Estamos felizes esperando o próximo”, finalizou.

A ideia surgiu face às enormes filas para a realização dos exames, o que retarda a detecção e o inicio de tratamento. Em 3 dias de intensas atividades, foram realizados 100 exames. São iniciativas como esta, vindas de entidades privadas, que certamente fazem bem à população, acostumada a tão poucas iniciativas em saúde por parte do poder público.

As empresas Boston Scientific Endoscopy e Fujinon deram o suporte para a realização deste Mutirão que terá continuidade em Maceió (Alagoas), durante o IX Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, nos dias 10 e 11 de abril de 2015. Para saber mais, consulte o site da SOBED, clicando AQUI.

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Mulheres fumantes – duas vezes mais risco de Câncer de Intestino

Para a mulherada que ainda se deleita dando longas baforadas, fazendo lindos círculos de fumaça no ar, más notícias.  Um estudo recente, publicado na Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention (uma publicação da The American Association for Cancer Research) aponta evidências de que mulheres fumantes tem maior risco de desenvolver câncer colorretal do que homens fumantes.

Responsável pela pesquisa, a Dra. Inger Torhild Gram (Professora do Departamento de Medicina Comunitária da Universidade Teenage-girl-smoking-007de Troms, Noruega) pesquisava a explosão dos casos de Câncer Colorretal nos últimos 50 anos, quando se deparou com o achado. Segundo Gram, “essa contatação nos mostra que um número cada vez maior de mulheres que fumam um número moderado de cigarros diariamente desenvolverão câncer de cólon no futuro”. O estudo mostra que mulheres fumantes tiveram 19% mais câncer de cólon do que mulheres não fumantes, enquanto que o índice entre os homens foi de 9%. Porém não foi possível observar outros fatores de risco combinados, como álcool e a dieta dos pacientes.

O câncer colorretal é o 3º diagnostico mais comum de câncer nos EUA e a segunda causa de morte, segundo o National Cancer Institute (NCI). No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Cãncer (INCA), a taxa é de 15 casos para cada 100 mil habitantes/ano, sendo que as mulheres apresentam maior número de casos do que os homens.

O estudo reforça a  tese de que as mulheres podem ser mais suscetíveis aos efeitos deletérios do cigarro do que os homens. A maior incidência se deu principalmente entre as que começaram a fumar por volta dos 16 anos e aquelas que fumaram por muitos anos.

fonte: Fox News.com e Folha de São Paulo

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