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Legalização da Cannabis Medicinal pode movimentar US$ 1,4 bilhão no Brasil

(Exame.com – 30 de novembro de 2017)

A New Frontier Data, autoridade global da indústria de cannabis em relatórios de inteligência de negócios e análise de dados, em parceria com The Green Hub, uma das primeiras plataformas de pesquisa e informação de cannabis medicinal no Brasil, acaba de publicar sua primeira análise aprofundada do mercado brasileiro – Cannabis Medicinal no Brasil: 2018 Visão Geral, com detalhamento do potencial impacto da legalização da cannabis medicinal no Brasil.

Segundo o estudo, a legalização da cannabis medicinal pelo governo brasileiro para diversos tratamentos, como ansiedade, câncer, autismo, Alzheimer e outros, o número de pacientes nos primeiros 36 meses de vendas legais de cannabis poderia chegar a 959 mil. Ao incluir o seu uso também no tratamento de dor crônica, o número alcançaria aproximadamente 3,4 milhões de pacientes ao ano, movimentando o equivalente a US$ 1,4 bilhão (R$ 4,7 bilhões) na economia do país.

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“O interesse contínuo do Brasil pela legalização potencial da cannabis medicinal é parte de um fenômeno global, pois dezenas de países de todo o mundo começaram a considerar a cannabis como um tratamento médico viável para uma variedade de doenças e condições. Dada a vasta área territorial do Brasil, clima e localização geográfica estratégica, o Brasil possui grande potencial de mercado, não só para aplicações médicas domésticas, mas também para expandir sua exportação para países incapazes de cultivar localmente, como Europa e América Latina”, disse a fundadora e CEO da New Frontier Data, Giadha Aguirre de Carcer.

O CEO da brasileira The Green Hub, Marcel Grecco, confirma as palavras de seu parceiro americano. “Existe atualmente um grande interesse pela legalização da cannabis medicinal no Brasil, bem como o entendimento do impacto potencial dessa legalização e regulação da cannabis no Brasil. Trabalhando em conjunto, The Green Hub e New Frontier Data estão melhor equipados para fornecerem não apenas às empresas privadas, mas aos órgãos governamentais e aos reguladores, os dados, a avaliação e os conhecimentos dos esforços de legalização em todo o mundo, para avaliar o potencial jurídico, econômico e social. Esses recursos serão inestimáveis, pois os funcionários do governo brasileiro terão dados seguros e legais para examinarem o assunto”, explica Marcel Grecco.

A parceria entre New Frontier Data e The Green Hub foi firmada para fornecer aos reguladores e legisladores locais, regionais e nacionais que estão trabalhando ou interessados no desenvolvimento da indústria de cannabis medicinal, os dados que eles precisam para tomar decisões assertivas. O relatório Cannabis Medicinal no Brasil: 2018 Visão Geral é o primeiro passo para a obtenção de análise de dados socioeconômicos, com estatísticas e informações precisas sobre métodos científicos, testes e tecnologias de cannabis para o mercado brasileiro de cannabis medicinal.

“Estamos muito felizes pela oportunidade dessa parceria com uma empresa perspicaz e pioneira como The Green Hub em um momento tão determinante, não só no Brasil, mas também em outros países, cujos players comerciais desse setor começam a surgir”, afirmou Aguirre de Carcer.

Para obter mais informações sobre o relatório, visite http://thegreenhub.com.br

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Hospital do Câncer de Barretos inaugura unidade em Campinas (SP)

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O Hospital do Câncer de Barretos inaugurou recentemente sua unidade em Campinas, o Instituto de Prevenção do Câncer. Com o objetivo de atender 300 pacientes/mês, nasce de um compromisso firmado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no caso Basf/Shell, relativo à contaminação em Paulínia que afetou cerca de mil trabalhadores da empresa.

No Instituto serão realizados exames de papanicolau, mamografias, consultas e cirurgias de menor complexidade. O centro de diagnóstico terá centro cirúrgico com duas salas para procedimentos, consultórios, salas de coleta de papanicolau, salas para ultrassom, para exames e biópsias de mama, salas de treinamento e videoconferência, salas para realização de mamografias com equipamento digital, e sala de biópsia de mama equipada com mesa de estereotaxia.

Para funcionar, a unidade dependerá de recursos vindos do SUS, de doações e de um convênio com a Prefeitura de Campinas, que ainda está sendo negociado. Posteriormente, serão colocadas em funcionamento cinco carretas, sendo quatro destinadas a exames preventivos e uma para campanhas educativas itinerantes.

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É preciso discutir quanto custa prolongar a sobrevida, diz Paulo Hoff

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo (Maria Cristina Frias | Taís Hirata) e veiculado no site da Interfarma, 24 de abril de 2017).

Para o oncologista Paulo Hoff, os novos medicamentos imunoterápicos, quePaulo Hoff revolucionaram o tratamento do câncer nos últimos anos, são um fator importante na derrocada final da doença, mas não a solução.

Hoff, que é diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) e do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, afirma que nem todos os tipos de tumores respondem ao tratamento, que estimula a resposta imune contra as células do câncer. O custo da medicação, entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, é outro entrave importante.

Em entrevista à Folha, ele afirma que é preciso discutir como oferecer esses medicamentos aos pacientes do SUS.

Folha – Qual o papel da imunoterapia no tratamento de câncer e como lidar com o seu alto custo?

Paulo Hoff – O sistema imunológico é feito para atacar o que não conhece, mas o câncer herda a capacidade de não ser reconhecido e sobreviver. A imunoterapia suprime o mecanismo que o câncer usa para afastar o ataque, com efeitos colaterais menos frequentes, embora eles possam ser graves. É um fator importante na derrocada final [da doença, mas está longe de ser um tratamento perfeito e a solução final. Apenas uma fração dos pacientes responde a esses medicamentos. Os tumores com mais alterações moleculares têm mais chance. O mais clássico são os tumores por uso do cigarro. Funciona bem para fumantes e não tão bem para não fumantes. Melanomas têm alta taxa de resposta. Câncer de rim também.

Mas a precificação dos imunoterápicos foi feita de forma muito problemática, a meu ver. O preço de uma droga tem de cobrir o seu desenvolvimento e o de medicamentos pesquisados que não deram certo, além de gerar um valor para o acionista que investiu na empresa farmacêutica. Isso é caro, mas a precificação não segue mais esta lógica. A lógica é quanto o mercado tolera de preço e não quanto vale efetivamente o produto.

Folha – Hoje é tudo importado?

Sim, mas nem os EUA conseguem bancar o custo dessas medicações para todos os pacientes que precisam. A solução não é fácil. Se você é uma empresa com um bom produto, você quer ganhar com ele, gerar lucro para os acionistas, o que é legítimo. O problema é que está sendo demais.

Folha – Há poucas farmacêuticas com essas medicações?

Minha esperança é que esse número tem crescido. No Brasil já temos três desses anticorpos aprovados e outros estão a caminho. A competição do mercado pode ter um efeito positivo. Existe um drama da precificação nos anticorpos, que já têm um custo elevado, e que estão sendo repassados mais altos ainda, e existe um problema também com as drogas moleculares, que são baratas, mas também estão sendo vendidas a um custo elevado. A primeira maneira de reduzir o custo é a competição. A segunda é a definição de quem são os indivíduos que vão se beneficiar.

Temos hoje no Brasil e no mundo a ideia de que tudo é para todos, e utopicamente esse é um conceito interessante, mas, na realidade, talvez devêssemos trabalhar com um conceito diferente: quem precisa, o que funciona. Está muito claro que as terapias atuais têm limitações, não funcionam para todos. Se o custo se mantém, mas a população que recebe é reduzida, limitando-se aos que têm mais chance de ter benefício, o custo cai.

Folha – Quanto custa o tratamento e qual é a demanda?

São tratamentos que vão de R$ 30 mil a R$ 50 mil por mês. A sociedade paga alguns, mas 20 mil pacientes… A demanda cresce dia a dia, e nem todo paciente de câncer responderá àquela medicação, mas as indicações vão aumentando.

A indústria farmacêutica tem de repensar o modelo de precificação. Ela tem um período limitado para ter seu lucro, que é o período da patente. É justo, é assim que se consegue o investimento. Hoje nenhuma instituição de fomento e nenhum governo no mundo consegue investir o que a indústria farmacêutica investe. Simplesmente não teríamos os remédios. O Estado tem de dar a medicação quando realmente houver o benefício, porque essa é uma maneira de reduzir o custo. São mais de 100 mil [que precisam] por ano. Este drama não é só nosso, é do mundo todo. É insustentável.

Folha – Como vê a judicialização?

A judicialização dificulta o planejamento porque há mais de uma via de acesso. A decisão é tomada por alguém que tem pouco conhecimento médico. Há situações em que a judicialização é válida, porque sem ela o sujeito ficaria desassistido, mas às vezes cria-se uma obrigatoriedade de o governo pagar por algo que não faz sentido.

Existe um esforço de criar câmaras técnicas que ajudem os juízes na decisão. É o exemplo da fosfoetanolamina. Os juízes começaram a dar liminares forçando governos a ceder a substância como se ela fosse a salvação. O primeiro estudo mostra que ela não é a panaceia que se imaginava. E o medicamento está sendo distribuído como se fosse curar todo mundo que encosta nele. A distribuição farta pelo Judiciário não seguiu nenhuma lógica científica. A imunoterapia é algo promissor, mas ela tem limitações. Não é a solução e tem um custo que, infelizmente, tem de ser repensado. O conceito de quanto vale prolongar a sobrevida é algo que precisa ser discutido. Uma vida não tem preço, mas tem um custo. Não cabe ao médico individualmente tomar a decisão de quanto vale a pena pagar para que um indivíduo viva “x” meses a mais, mas à sociedade.

Folha – Que instituições hoje têm acesso à imunoterapia?

Todas as instituições privadas no Brasil têm acesso à imunoterapia. As públicas, só com protocolo de estudo clínico ou por judicialização, que dificulta mais a solução do problema. O que for utilizado para cobrir imunoterapia de um paciente será removido do tratamento de outro. A sociedade tem de demandar que o governo discuta em que condições incorporaria [os medicamentos]. E ninguém melhor que os governos para negociar com as empresas um preço melhor, porque têm um volume muito grande. Não sou contra a judicialização, até porque ela força o governo a olhar com mais carinho para o que deve ser incorporado no SUS, mas a judicialização indiscriminada afeta o planejamento. E tudo para todo o mundo é extremamente caro. Os Estados Unidos estão investindo 20% do PIB na saúde, mas não conseguiram universalizar o atendimento, mesmo gastando essa fortuna gigantesca.

Uma coisa é dizer que o SUS não tem condição de oferecer imunoterapia para câncer de pulmão, em que o benefício é menor, mas, no caso do melanoma, em que o benefício é muito grande, há de se fazer uma discussão para ver como incorporar ao menos para parte desses pacientes. Os tratamentos são muito novos, mas há uma população com melanoma que responde em 80% dos casos –em pouco mais de 10% o tumor some. Teremos de ver se isso se sustentará. No câncer de pulmão, o tratamento faz com que os pacientes vivam mais, mas não temos um grande número de casos com cura. E isso nos deixa em situação delicada: a notícia é dada com tanta ênfase que não corresponde à realidade e, em outros casos, talvez falte mais ênfase. Tem situações em que a imunoterapia só prolonga a sobrevida por um curto tempo, e esse custo é difícil de justificar, mas a situação que pode levar à resposta completa e possivelmente à cura tem de ser mais discutida.

Folha – Como é trabalhar ao mesmo tempo no Sírio e no Icesp?

É difícil por serem duas realidades muito diferentes. Em 2007, o Icesp tinha 8 consultórios e 12 vagas de quimioterapia. Conseguimos aumentar muito o volume e atender uma população que antes não sei como era atendida. Hoje temos 130 consultórios e 500 leitos. Acho que aproximamos o tratamento feito no SUS e no sistema privado. Essa aproximação, porém, diminuiu um pouco com a incorporação das drogas de alto custo, mas vamos continuar brigando. Temos defeitos, o PS tem filas, e temos nos esforçado para melhorar. Não é fácil, mas é bom ter as duas perspectivas, porque faz com que busquemos ter no sistema público o que temos no privado.

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Pfizer compra americana fabricante de medicamentos de combate ao câncer.

Fonte: Financial Times (tradução – Daniel Souza)

A Pfizer, segunda maior empresa farmacêutica do mundo e com um valor de mercado estimado em 262 bilhões de dólares, venceu o leilão para a aquisição da empresa de biotecnologia Medivation. Com esta aquisição, segundo declaração de Iam Read (Presidente do conselho Pfizer), o faturamento da empresa será acelerado e seu consequente crescimento de receita.

A Medivation produz o Xtandi, atualmente o medicamento para câncer de próstata mais vendido no mundo. E, ainda em fase experimental, está desenvolvendo o Talazoparib, medicamento que impede a multiplicação das células cancerígenas.

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Segundo o Chairman da Medivation, David Hung, a aquisição é importante como gerador de valor aos atuais acionistas, além de gerar perspectivas aos funcionários, como parte de uma corporação maior.

A aquisição da Medivation faz parte do plano da Pfizer de torna-se forte na oncologia, um segmento onde a empresa nunca foi um player relevante.  Desta forma, tenta buscar o tempo perdido, principalmente perante player importantes com Merck e BMS, com suas novas terapias imunológicas, cujo objetivo é transformar o corpo numa arma contra o câncer.

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Conheça cinco inovações importantes no tratamento do câncer

Matéria na Íntegra: Por Elioenai Paes – iG São Paulo

Fazer com que o próprio sistema imunológico ataque o tumor e uma terapia que atinge diretamente cada tipo de câncer são os avanços mais promissores da oncologia atualmente

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De tão temida, a condição era mencionada, décadas atrás, apenas como “aquela doença”. O nome correto era pouco pronunciado. Hoje, ainda letal em muitos casos, o câncer se tornou uma doença bastante comum na população mundial e, com grande esforço da comunidade científica, cada vez mais tratável.

Avanços significativos são alcançados globalmente e inúmeras pesquisas promissoras estão em andamento para ajudar no tratamento da doença que atingirá 576 mil pessoas no Brasil neste ano.

Médicos oncologistas ressaltam duas linhas promissoras de pesquisas que são aplicáveis atualmente no tratamento do câncer: a terapia-alvo, que atinge diretamente o tumor, e a imunoterapia, medicamentos que reforçam o sistema imunológico para que ele reconheça e destrua os tumores.

Além desses tratamentos, há avanços também com relação à radioterapia guiada por imagem, que permite que o alvo seja atingido com sucesso – e a outro tipo de radioterapia que causa menos efeitos colaterais. Métodos de diagnósticos dos tumores menos invasivos também são motivo de otimismo. Conheça mais sobre esses cinco avanços da medicina abaixo:

Terapia-alvo

A terapia-alvo é um conjunto de drogas específicas para cada tipo de tumor. Erra quem pensa que um tumor em alguma parte do corpo segue sempre o mesmo padrão. “Dentro de cada tumor existem subgrupos menores com características próprias, que apresentam alterações biológicas específicas”, explica o oncologista do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, Vladmir Cordeiro de Lima. “A inovação foi o desenvolvimento de drogas que interferem exatamente nesses mecanismos biológicos específicos para cada tipo e subtipo do tumor”.

A genética também entra em cena. “Em câncer de pulmão, por exemplo, em 60% dos casos já identificamos mutações em genes específicos, e para várias dessas mutações e genes diferentes existem drogas e terapias-alvo específicas”, explica Lima. “Elas são ativas somente nesses subgrupos específicos. A toxicidade é menor e a atividade do tratamento é maior”.

Não só para o câncer de pulmão, mas pessoas com câncer de cólon, alguns sarcomas, tumor renal, melanoma, alguns tipos de linfomas e leucemias já podem se beneficiar desse tratamento mais direcionado.

Inibidores de checkpoint imunológico

A quimioterapia convencional é uma droga que entra no corpo e destrói as células de crescimento rápido, como as tumorais. No entanto, há também muitas outras células essenciais ao organismo que são de crescimento rápido, como as células produzidas na medula óssea (hemoglobina, leucócitos e plaquetas), as que produzem os cabelos e aquelas do trato gastrointestinal.

A quimioterapia sistêmica destrói todas elas na tentativa de acabar com as tumorais, levando muitas vezes à perda de cabelos, diarreia, náuseas e vômitos, além da imunidade baixa. “O paciente fica exposto a alguns tipos de infecção”, diz Zucca.

A inovação na área não é uma nova droga que destrói a ermo as células de crescimento rapidamente, mas sim uma que turbina o sistema imunológico para reconhecer o tumor como um corpo estranho e acabar com ele.

“As células tumorais normalmente conseguem escapar do sistema imunológico que controlam o crescimento do tumor”, diz Rafael Kalil, oncologista do Hospital Albert Einstein. “A imuno-oncologia está descobrindo isso e desenvolvendo drogas que conseguem impedir o bloqueio do sistema imunológico para que ele mesmo possa atacar os tumores”, explica Kalil.

Radioterapia guiada por imagem

Na radioterapia convencional, o radioterapeuta analisa o paciente e a região em que o tumor está e em seguida irradia. “No entanto, às vezes, o paciente incha, engorda ou emagrece durante o tratamento [que dura algumas semanas], e o alvo não é atingido com precisão”, explica o radioterapeuta do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, Michael Chen.

Na radioterapia guiada por imagem, no entanto, um aparelho mostra, em tempo real, a localização exata do tumor que deve ser irradiado. Assim, alterações do corpo não interferem no alvo. “Várias coisas podem acontecer durante o tratamento, mas essa técnica aumenta a precisão do tratamento. É quase como se fosse uma tomografia em tempo real”, conta Chen.

Terapia de feixe de prótons

Disponível apenas no exterior, essa terapia é como uma radioterapia convencional, com a diferença de apresentar menos efeitos colaterais. A radiação, principalmente em crianças, pode causar alguns problemas neurológicos e de crescimento, pois atravessa os tecidos e pode causar algum tipo de dano.

A prótonterapia, como é conhecida, é mais precisa e não danifica os tecidos ao redor do tumor. No entanto, ela é uma terapia de alto custo. O aparelho que viabiliza a terapia custa cerca de 25 milhões de dólares, e o tratamento gira em torno de 100 mil dólares por paciente.

Métodos de diagnóstico de câncer

O oncologista do Hospital A.C. Camargo Cancer Center Vladmir Cordeiro de Lima conta que estão em estudo novos métodos de diagnóstico de câncer. A intenção desses é fazer um diagnóstico menos invasivo, evitando biópsias de tumores, e identificar o tumor e o tipo dele por meio de um exame de sangue.

“O tumor libera células no sangue que circulam pelo corpo – inclusive são elas que dão metástase posteriormente – e os cientistas estão tentando desenvolver técnicas para identificar essas células e dar o diagnóstico a partir delas”, diz Lima. “Inclusive, determinar a apresentação de mutações que permitiriam usar drogas específicas”.

Segundo o médico, se a técnica realmente virar realidade, ela será útil também para acompanhar o tratamento do câncer e ver se ele é eficaz, se o tumor está regredindo ou não. “Haverá uma monitoração mais rápida e mais simples”, completa.

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Primeiro Mutirão SOBED contra o Câncer Colorretal em Campinas/SP – sucesso absoluto

A SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva) promoveu nos dias 25, 26 e 27 de março o “MUTIRÃO SOBED CONTRA O CÂNCER COLORRETAL, no Hospital e Maternidade Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Essa importante ação social visa rastrear, identificar/prevenir o câncer colorretal.

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Celso Ardengh, Ramiro Mascaranhas, Sílvio Ciquini, Maristela Hipólito, Pedro Ishida, Tomazo Franzini e Lix Oliveira. Equipe multidisciplinar de altíssimo nível contra o Câncer Colorretal – 100 exames realizados em 3 dias.

O câncer colorretal tem início, na maioria dos casos, a partir de pequenos pólipos, acomete um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável (caso não tenha se espalhado para outros órgãos) e a detecção precoce, ainda na fase de pólipo (antes que se tornem malignos) é uma forma eficiente de prevenção. Segundo o Ministério da Saúde, o Câncer Colorretal é o 3º tipo de câncer que mais mata no país. Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que em 2014 foram detectados mais de 32 mil casos no Brasil.

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Dr. Lix de Oliveira e Andréa Souza (ACS-Boston).

Idealizado e organizado pelos médicos Endoscopistas Lix Alfredo de Oliveira (Presidente Nacional da Comissão de Mutirões e Prevenção de Câncer Colorretal da SOBED), Pedro Ishida (Chefe do Departamento de Endoscopia da PUC/Campinas) e Sílvio Augusto Ciquini (Chefe do Departamento de Coloproctologia da PUC/Campinas, o primeiro Mutirão de Campinas contou também com as presenças dos médicos Ramiro Mascarenhas, José Celso Ardengh, Tomazo Franzini, Maria do Carmo Friche Passos, Roberto Ciotola e Maristela Hipolito Rinco.

Dr Lix Alfredo, em entrevista para o site da SOBED, afirmou que o mutirão foi extremamente proveitoso e satisfatório para todos que trabalharam pelo beneficio aos pacientes na prevenção do câncer colorretal. “Nos exames realizados foram detectadas várias lesões em pacientes assintomáticos. Os exames, com prognóstico em relação ao câncer colorretal, sem dúvida nenhuma mudará a vida destes pacientes. A mensagem que a Sociedade quer deixar é que vale a pena investir neste tipo de ajuda social para um país que tem necessidade e carência nesta área de prevenção do câncer colorretal. A sensação é de dever cumprido! Estamos felizes esperando o próximo”, finalizou.

A ideia surgiu face às enormes filas para a realização dos exames, o que retarda a detecção e o inicio de tratamento. Em 3 dias de intensas atividades, foram realizados 100 exames. São iniciativas como esta, vindas de entidades privadas, que certamente fazem bem à população, acostumada a tão poucas iniciativas em saúde por parte do poder público.

As empresas Boston Scientific Endoscopy e Fujinon deram o suporte para a realização deste Mutirão que terá continuidade em Maceió (Alagoas), durante o IX Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, nos dias 10 e 11 de abril de 2015. Para saber mais, consulte o site da SOBED, clicando AQUI.

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Estudo correlaciona Obesidade e o Câncer

Estudo constata associação entre obesidade e os cânceres mais comuns. O que podemos fazer?

Estudo publicado em agosto deste ano na revista Lancet analisou dados de tratamento no sistema“Clinical Practice Research Datalink” utilizado na atenção primária a saúde no Reino Unido e investigou as associações entre o IMC e 22 dos cânceres mais comuns. O estudo incluiu 5,24 milhões de participantes, sendo que 166.955 desenvolveram os cânceres escolhidos pelo estudo. O IMC elevado foi associado a 17 dos 22 cânceres. De acordo com o estudo, o aumento de 5 kg/m2 no IMC foi associado linearmente a cânceres de útero , vesícula biliar,  rim, colo de útero,  tireoide  e leucemia.

gordoO IMC foi associado positivamente a cânceres de fígado, cólon, ovário e mama na pós-menopausa, mas esses efeitos dependem de características individuais. Os autores constataram as associações inversas com o risco de câncer de próstata e de mama na pré-menopausa e nos nunca tabagistas. O estudo constatou que ao assumir a causalidade, 41% de cânceres uterinos e 10% ou mais de vesícula biliar, rim, fígado e cólon poderiam ser atribuídos ao excesso de peso. O estudo estimou que um aumento de 1 kg/m2 no IMC na população resultaria em 3790 pacientes a mais por ano no Reino Unido desenvolvendo um dos dez cânceres positivamente associados ao IMC.

Assim, contata-se que o excesso de peso está associado também ao aumento de risco de determinados cânceres e não somente a doenças cardiovasculares e diabetes. Sabe-se que, além dos fatores econômicos e culturais, as opções individuais de estilo de vida envolvendo alimentação e atividade física são fatores importantes no determinismo da obesidade.

Em nosso país, um amplo estudo populacional de base nacional (relacionado ao projeto AQUARES) coordenado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas e publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia (Rev Bras.Epidemiol.16(4)995-1004,2003) entrevistou 12.402 adultos em 100 cidades brasileiras. Dentre outros achados, a pesquisa constatou que a orientação sobre consumo de sal, açúcar e gorduras é pouco realizada nos serviços de saúde no Brasil, configurando uma oportunidade perdida de prevenção e promoção da saúde. De acordo com o estudo, somente 38% das pessoas relataram ter recebido alguma orientação sobre ingestão de pouca gordura, 36% sobre ingestão de pouco sal e 29% de pouco açúcar. As pessoas procuram os serviços de saúde por motivos diversos, mas oferecer uma orientação abrangente é altamente desejável. Muitas pessoas relataram ter recebido alguma orientação da mídia (26,5%) ressaltando a importância dos meio de comunicação de massa na mudança de comportamento em estilo de vida.

Neste contexto, o ambiente de trabalho tem sido considerado um espaço importante para a promoção da saúde. Os atendimentos no ambulatório médico, os exames periódicos de saúde, as reuniões de trabalho e os encontros corporativos podem ser espaços importantes para a orientação em saúde e não desperdiçarmos oportunidades para tentar frear o quadro de agravamento dos fatores de risco em saúde e aumento das doenças crônicas que trazem grandes consequências para as pessoas, as empresas e ao país.

fonte: saúde business 365

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