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Primeiro Mutirão SOBED contra o Câncer Colorretal em Campinas/SP – sucesso absoluto

A SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva) promoveu nos dias 25, 26 e 27 de março o “MUTIRÃO SOBED CONTRA O CÂNCER COLORRETAL, no Hospital e Maternidade Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Essa importante ação social visa rastrear, identificar/prevenir o câncer colorretal.

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Celso Ardengh, Ramiro Mascaranhas, Sílvio Ciquini, Maristela Hipólito, Pedro Ishida, Tomazo Franzini e Lix Oliveira. Equipe multidisciplinar de altíssimo nível contra o Câncer Colorretal – 100 exames realizados em 3 dias.

O câncer colorretal tem início, na maioria dos casos, a partir de pequenos pólipos, acomete um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável (caso não tenha se espalhado para outros órgãos) e a detecção precoce, ainda na fase de pólipo (antes que se tornem malignos) é uma forma eficiente de prevenção. Segundo o Ministério da Saúde, o Câncer Colorretal é o 3º tipo de câncer que mais mata no país. Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que em 2014 foram detectados mais de 32 mil casos no Brasil.

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Dr. Lix de Oliveira e Andréa Souza (ACS-Boston).

Idealizado e organizado pelos médicos Endoscopistas Lix Alfredo de Oliveira (Presidente Nacional da Comissão de Mutirões e Prevenção de Câncer Colorretal da SOBED), Pedro Ishida (Chefe do Departamento de Endoscopia da PUC/Campinas) e Sílvio Augusto Ciquini (Chefe do Departamento de Coloproctologia da PUC/Campinas, o primeiro Mutirão de Campinas contou também com as presenças dos médicos Ramiro Mascarenhas, José Celso Ardengh, Tomazo Franzini, Maria do Carmo Friche Passos, Roberto Ciotola e Maristela Hipolito Rinco.

Dr Lix Alfredo, em entrevista para o site da SOBED, afirmou que o mutirão foi extremamente proveitoso e satisfatório para todos que trabalharam pelo beneficio aos pacientes na prevenção do câncer colorretal. “Nos exames realizados foram detectadas várias lesões em pacientes assintomáticos. Os exames, com prognóstico em relação ao câncer colorretal, sem dúvida nenhuma mudará a vida destes pacientes. A mensagem que a Sociedade quer deixar é que vale a pena investir neste tipo de ajuda social para um país que tem necessidade e carência nesta área de prevenção do câncer colorretal. A sensação é de dever cumprido! Estamos felizes esperando o próximo”, finalizou.

A ideia surgiu face às enormes filas para a realização dos exames, o que retarda a detecção e o inicio de tratamento. Em 3 dias de intensas atividades, foram realizados 100 exames. São iniciativas como esta, vindas de entidades privadas, que certamente fazem bem à população, acostumada a tão poucas iniciativas em saúde por parte do poder público.

As empresas Boston Scientific Endoscopy e Fujinon deram o suporte para a realização deste Mutirão que terá continuidade em Maceió (Alagoas), durante o IX Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, nos dias 10 e 11 de abril de 2015. Para saber mais, consulte o site da SOBED, clicando AQUI.

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Estudo correlaciona Obesidade e o Câncer

Estudo constata associação entre obesidade e os cânceres mais comuns. O que podemos fazer?

Estudo publicado em agosto deste ano na revista Lancet analisou dados de tratamento no sistema“Clinical Practice Research Datalink” utilizado na atenção primária a saúde no Reino Unido e investigou as associações entre o IMC e 22 dos cânceres mais comuns. O estudo incluiu 5,24 milhões de participantes, sendo que 166.955 desenvolveram os cânceres escolhidos pelo estudo. O IMC elevado foi associado a 17 dos 22 cânceres. De acordo com o estudo, o aumento de 5 kg/m2 no IMC foi associado linearmente a cânceres de útero , vesícula biliar,  rim, colo de útero,  tireoide  e leucemia.

gordoO IMC foi associado positivamente a cânceres de fígado, cólon, ovário e mama na pós-menopausa, mas esses efeitos dependem de características individuais. Os autores constataram as associações inversas com o risco de câncer de próstata e de mama na pré-menopausa e nos nunca tabagistas. O estudo constatou que ao assumir a causalidade, 41% de cânceres uterinos e 10% ou mais de vesícula biliar, rim, fígado e cólon poderiam ser atribuídos ao excesso de peso. O estudo estimou que um aumento de 1 kg/m2 no IMC na população resultaria em 3790 pacientes a mais por ano no Reino Unido desenvolvendo um dos dez cânceres positivamente associados ao IMC.

Assim, contata-se que o excesso de peso está associado também ao aumento de risco de determinados cânceres e não somente a doenças cardiovasculares e diabetes. Sabe-se que, além dos fatores econômicos e culturais, as opções individuais de estilo de vida envolvendo alimentação e atividade física são fatores importantes no determinismo da obesidade.

Em nosso país, um amplo estudo populacional de base nacional (relacionado ao projeto AQUARES) coordenado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas e publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia (Rev Bras.Epidemiol.16(4)995-1004,2003) entrevistou 12.402 adultos em 100 cidades brasileiras. Dentre outros achados, a pesquisa constatou que a orientação sobre consumo de sal, açúcar e gorduras é pouco realizada nos serviços de saúde no Brasil, configurando uma oportunidade perdida de prevenção e promoção da saúde. De acordo com o estudo, somente 38% das pessoas relataram ter recebido alguma orientação sobre ingestão de pouca gordura, 36% sobre ingestão de pouco sal e 29% de pouco açúcar. As pessoas procuram os serviços de saúde por motivos diversos, mas oferecer uma orientação abrangente é altamente desejável. Muitas pessoas relataram ter recebido alguma orientação da mídia (26,5%) ressaltando a importância dos meio de comunicação de massa na mudança de comportamento em estilo de vida.

Neste contexto, o ambiente de trabalho tem sido considerado um espaço importante para a promoção da saúde. Os atendimentos no ambulatório médico, os exames periódicos de saúde, as reuniões de trabalho e os encontros corporativos podem ser espaços importantes para a orientação em saúde e não desperdiçarmos oportunidades para tentar frear o quadro de agravamento dos fatores de risco em saúde e aumento das doenças crônicas que trazem grandes consequências para as pessoas, as empresas e ao país.

fonte: saúde business 365

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CÂNCER DE PULMÃO: ESPECIALISTA TIRA DÚVIDAS SOBRE SINTOMAS E TRATAMENTO

Dra Junia

Dra. Junia Thirza Gehrke

Com um diagnóstico que quase sempre é tardio e com chances de cura que chegam a 10%, o câncer do pulmão costuma ser detectado somente quando a doença já se encontra disseminada, em estágio avançado.  Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que o tabagismo, principal causa do câncer de pulmão, mate 200 mil pessoas a cada ano só no Brasil.

Aproveitando o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado todo dia 31 de maio, para alertar à população sobre os riscos de câncer de pulmão em fumantes, a oncologista e pesquisadora clínica do Instituto de Câncer de Brasília (ICB), Dra. Junia Thirza Gehrke, alerta sobre os primeiros sinais desse tipo de câncer, que muitas vezes se confundem com doenças respiratórias. Ela também orienta sobre a queda do índice de obtenção da doença após a retirada do cigarro, podendo chegar ao mesmo de um não-fumante, o aumento de mulheres fumantes nos últimos anos e também orienta quanto aos tratamentos já existentes no Brasil.

Existe algum sintoma que pode indicar câncer pulmonar em estágio inicial? 

A maior parte dos diagnósticos é firmada quando a doença já se encontra localmente avançada e/ou disseminada, uma vez que tumores iniciais não costumam produzir sintomas que justifiquem investigação. Não existem sintomas específicos de câncer pulmonar e as manifestações se confundem com as de outras doenças respiratórias, a maioria delas também relacionadas ao consumo de tabaco, como o enfisema pulmonar e pneumonias. As manifestações mais freqüentes são: tosse, falta de ar, chiado, presença de sangue no escarro e dor no peito. Perda rápida de peso e de apetite também são sinais que devem chamar a atenção para a possibilidade de câncer. Qualquer uma destas manifestações observadas em fumantes, tanto em homens quanto em mulheres, devem servir como um alerta para procurar orientação médica.

Por que o cigarro é um grande causador de câncer do pulmão?

Porque a fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas diferentes e o alcatrão é um composto com mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas, formado a partir da combustão dos derivados do tabaco.

Parar de fumar diminui o índice de câncer pulmonar? Em quais casos?

Quando a pessoa deixa de ser fumante, a partir de cinco anos, ela diminui o risco de doenças cardiovasculares, infartos e derrames, já após dez anos sem fumar, o risco de câncer de pulmão cai para quase o mesmo de uma uma pessoa que nunca fumou.

Existe mais propensão desse tipo de câncer de acordo com o gênero?

O câncer de pulmão ainda acomete mais os homens. No entanto, houve um aumento do número de mulheres tabagistas nos últimos 20 anos, influenciadas pela mudança do contexto social da mulher (com sua inserção no mercado de trabalho), influências de propaganda no hábito tabágico (associando o cigarro com glamour e poder) e de grupos sociais. As mulheres começam a fumar por volta dos 16 anos. As garotas têm mais dificuldade de parar de fumar, apresentando maior dependência do cigarro e sofrendo emoções mais negativas durante as tentativas de abandonar o vício.

Existe alguma forma de prevenção desse tipo de câncer ?

A principal medida de prevenção para o câncer de pulmão é abandonar o tabagismo, pois ele é responsável pela imensa maioria da incidência da doença.  Também é recomendado evitar a exposição a agentes químicos, ou metais pesados, como asbesto, arsênico, entre outros fatores de risco para esta doença. Exames de imagem periódicos e radiografia simples do tórax também podem auxiliar a detecção da doença no momento em que ainda pode ser possível um tratamento com intenção curativa. Qualquer suspeita de anormalidade no exame de raios-X, levará à necessidade de se fazer uma tomografia computadorizada do tórax, exame de fácil acesso e que fornece informações muito detalhadas sobre os pulmões.

Com a confirmação de câncer de pulmão, qual o tratamento mais utilizado?

Caso exames evidenciem alterações suspeitas de câncer, após a realização de uma biópsia, que significa a retirada de um pequeno fragmento da área suspeita para a análise, para confirmar a presença de câncer do pulmão, os principais recursos empregados no tratamento são cirurgias, radioterapia e quimioterapia.

Qual índice de cura?

Se descoberto e tratado no período inicial existe possibilidade de cura, através de uma cirurgia, já na doença avançada, a probabilidade de sobrevivência em cinco anos, aqui no Brasil, varia entre 7% a 10%.

Formada em medicina pela Universidade Luterana do Brasil e com residência em Medicina Interna e Oncologia Clínica, a Dra. Junia possui vasta experiência na área de oncologia clínica e em pesquisa clínica, tendo realizado publicações a nível nacional e internacional. Participou ainda de congressos, com apresentações de trabalhos de destaque, como o “Câncer de pulmão na mulher: sinais, sintomas suspeitos e hábitos preventivos”, em 2011, durante a Semana de Combate ao Câncer do GHC – GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO/Porto Alegre/RS –  e mais outros sete trabalhos para edições do Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, entre outros eventos na área.

Fonte: Instituto de Câncer de Brasília

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Mulheres fumantes – duas vezes mais risco de Câncer de Intestino

Para a mulherada que ainda se deleita dando longas baforadas, fazendo lindos círculos de fumaça no ar, más notícias.  Um estudo recente, publicado na Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention (uma publicação da The American Association for Cancer Research) aponta evidências de que mulheres fumantes tem maior risco de desenvolver câncer colorretal do que homens fumantes.

Responsável pela pesquisa, a Dra. Inger Torhild Gram (Professora do Departamento de Medicina Comunitária da Universidade Teenage-girl-smoking-007de Troms, Noruega) pesquisava a explosão dos casos de Câncer Colorretal nos últimos 50 anos, quando se deparou com o achado. Segundo Gram, “essa contatação nos mostra que um número cada vez maior de mulheres que fumam um número moderado de cigarros diariamente desenvolverão câncer de cólon no futuro”. O estudo mostra que mulheres fumantes tiveram 19% mais câncer de cólon do que mulheres não fumantes, enquanto que o índice entre os homens foi de 9%. Porém não foi possível observar outros fatores de risco combinados, como álcool e a dieta dos pacientes.

O câncer colorretal é o 3º diagnostico mais comum de câncer nos EUA e a segunda causa de morte, segundo o National Cancer Institute (NCI). No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Cãncer (INCA), a taxa é de 15 casos para cada 100 mil habitantes/ano, sendo que as mulheres apresentam maior número de casos do que os homens.

O estudo reforça a  tese de que as mulheres podem ser mais suscetíveis aos efeitos deletérios do cigarro do que os homens. A maior incidência se deu principalmente entre as que começaram a fumar por volta dos 16 anos e aquelas que fumaram por muitos anos.

fonte: Fox News.com e Folha de São Paulo

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Gavriel Iddan – invenção que revolucionou o diagnóstico

Ganhador do Prêmio Inventor Europeu de 2011, Gavriel Iddan revolucionou o campo do diagnóstico. Idealizador da Cápsula Endoscópica, fez com que procedimentos invasivos para a detecção de doenças gastrointestinais virassem coisa do passado (veja vídeo, clicando aqui).

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Gavriel Iddan – 20 anos até o desenvolvimento do primeiro protótipo da PillCam

A invenção

Gavriel Iddan, engenheiro israelita, revolucionou a forma como os diagnósticos são feitos quando, em meados da década de 1990, desenvolveu de forma pioneira o conceito de cápsula endoscópica, permitindo a visualização fácil e precisa do interior do intestino delgado.

Foram 20 anos para que Iddan conseguisse aperfeiçoar seu projeto, possível apenas com a evolução de dispositivos miniaturizados de captação da imagem, lâmpadas de LED e transmissores cada vez mais eficientes na transmissão de imagens via wirelless. A Cápsula endoscópica, como é comumente conhecida, tem 11 x 26 milímetros e pesa 3,7 gramas. O dispositivo é dotado de uma câmera de vídeo, seis LEDs, duas baterias e um transmissor.

capsuleEngolida a cápsula, o transmissor envia sinais para um outro dispositivo que está junto ao paciente, um gravador de dados. A cápsula transmite os dados a uma razão de duas imagens por segundo e a cápsula registra mais de 50 mil imagens em cerca de 8,5 horas de “viagem” pelo sistema digestivo do paciente.

O prêmio

O Invenção de Graviel Iddan permite que o médico possa explorar muito mais porções do trato digestivo do paciente, jamais alcançadas pelos métodos tradicionais de diagnóstico endoscópico. Doenças como Crohn, tumores e sangramentos só eram visíveis, com o uso de endoscópios e colonosópios em porções bastante restritas do trato intestinal. Sua abordagem proporcionou uma série de soluções não invasivas de diagnóstico, o que faz com que muitos pacientes deixem de ir pra mesa de cirurgia. Da mesma forma, a detecção precoce de uma série de doenças gastrointestinais se tornou fundamental para o aumento das chances de sobrevida. Um bom exemplo são os pacientes com câncer.

Atualmente, a cápsula endoscópica sem fio é considerada padrão ouro para o diagnóstico do intestino delgado. Mais de 5 mil centros médicos a utilizam, por mais de 1,5 milhão de vezes em mais de 75 países – este “curriculum” potencializou sobremaneira a nomeação de Gavriel Iddan para o Prêmio Inventor Europeu de 2011. Gavriel Iddan hoje é Diretor Técnico da Given Imaging, empresa pioneira na produção da Cápsula Endoscópica no mundo.

fonte CNN.com Internacional , Wikipedia e Given Imaging Youtube Channel

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A descoberta de Jack Thomas Andraka

Jovem cientista descobre o que pode significar milhões de mortes a menos por ano em decorrência do Câncer (por Luiz de Souza – Rio Grande do Sul, Brasil)

Será que, ao tudo indica, o câncer estaria com os dias contados? Se for verdade, faltam 1.825 dias para virarmos o jogo – o fato é que um grande passo está em curso. É sabido que 85% dos casos de câncer do pâncreas, o mais agressivo de todos, são diagnosticados tardiamente pelos métodos hoje disponíveis, quando as chances de cura se reduzem a 2%. E o teste usado hoje para a detecção já completou 60 anos e a um custo aproximado de 800 dólares.

Jack Thomas Andraka (ao centro) descoberta pode salvar milhões de vidas

Jack Thomas Andraka (ao centro) descoberta pode salvar milhões de vidas

Pois estará no mercado dentro de cinco anos um novo e revolucionário teste – 400 vezes mais sensível, 96 % preciso nos resultados, 168 vezes mais rápido, mas também 26 mil vezes mais barato. E mais: detectará também o câncer de ovário e o de pulmão. Quem está nos levando a esta nova era: um garoto 15 anos (hoje com 16), aspirante a cientista chamado Jack Thomas Andraka, de Crownsville, perto de Washington/USA. Com seu invento ele foi o vencedor da Feira Internacional de Ciência e Engenharia da INTEL do ano passado. Mas ele quer ir além do câncer. Vai estar em outra competição, anunciada na feira Consumer Eletronics Show em janeiro passado – a Tricorder X.  E pretende criar um aparelho portátil para diagnosticar 15 tipos de doenças em 30 pacientes em três dias.

Para tanto, ele já compôs o Geração Z, equipe para a qual arregimentou os dois outros finalistas da competição de 2102. Tudo começou a partir de pesquisas feitas no Google sobre biomarcadores de proteínas, onde Jack conheceu a mesotelina,  proteína presente em altas concentrações na corrente sanguínea, mesmo quando o Câncer está no seu estágio inicial. A ideia surgiu numa aula de Biologia, quando Jack lia um trabalho sobre nanotubos de carbono (são cilindros de moléculas com extraordinárias capacidades de condução térmica, mecânica e elétrica, com diâmetro 150 mil vezes menor que um fio de cabelo). Enquanto a professora falava sobre anticorpos do sistema imunológico – uma coisa levou a outra. Poderia, quem sabe, combinar uma rede de nanotubos de carbono com os anticorpos e produzir uma estrutura que pudesse identificar a presença da mesotelina.

Aprofundou a pesquisa e procurou um orientador que pudesse ajudá-lo a gerenciar o processo. Mandou e-mails para 200 cientistas e recebeu 199 “nãos” e um “talvez” de Aniban Maitra, da Universidade Johns Hopkins (USA). Daí para as entrevistas, início do trabalho em laboratório para garantir que o projeto fosse testado e funcionasse, decorreram 7 meses.

O resultado foi um sensor em forma de pequenas tiras de papel que, em uma amostra de sangue de alguém, é capaz de detectar se há câncer de pâncreas, ovário ou pulmão. O teste custa US$ 0.03. O projeto entrou na fase de escolha de uma dentre as diversas empresas candidatas a colocar o produto no mercado no prazo de cinco anos, prazo o qual ele e seu mentor consideram perfeitamente possível.

O prêmio pelo concurso da INTEL foi de 75 mil dólares. Para o vencedor do Tricorder X será de US$ 10 milhões. Pelo tanto que ambos os inventos trarão de royalties, com certeza Steve Jobs gostaria de ver de corpo presente.

NA FOTO: Jack e seus novos sócios na competição de 2012.

fonte: Intel Newsroom Website, jornal O SUL e outros

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