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Brasileiros são os que mais se socorrem no “Dr. Google”

O Google realizou uma pesquisa reveladora: 26% dos brasileiros, ao se depararem com um problema de saúde, recorrem ao “Dr. Google” antes de procurarem um médico. A pesquisa revela que o Brasil foi o país onde as buscas referentes à saúde mais cresceram nos últimos anos, mais até do que em outras categorias. Pesquisas em saúde cresceram 17,3%, muito mais do que cuidados com o cabelo ou maquiagem, por exemplo.

Esse movimento se deve ao fato de que 70% dos brasileiros não tem plano de saúde, o que torna o acesso à informação via web o recurso mais fácil de obtenção de prováveis “diagnósticos”. Ao mesmo tempo que a população se sente incluída com tanta informação, essa atitude traz “efeitos colaterais” importantes e perigosos: as pessoas acabam lançando mão de soluções sem a devida orientação profissional. Surgem também os “cibercondríacos” um estado de obsessão onde a pessoa adota o pensamento fixo de que, com base nas informações da web, pode estar com alguma doença grave.

Para especialistas do Google, a melhor maneira de combater a desinformação pelo excesso de informações sobre saúde é a produção de conteúdo de qualidade. Quanto mais profissionais médicos publicam, em linguagem simples e com base em evidências, informações esclarecedoras, menores as chances de o paciente se intoxicar com má informação.

Justamente com o objetivo de informar com qualidade, Rodrigo Calil, ortopedista, associou-se a outros dois colegas e abriu um canal no Youtube chamado Doutor Ajuda! Com mais de 350 mil inscritos, o canal fala de diagnósticos básicos do dia a dia, sempre reforçando que os vídeos não dispensam a procura por um médico.  

O Conselho Regional de Medicina alerta que buscar informações requer que as informações sejam sempre checadas quanto à fonte e à veracidade. E ressalta que é papel do médico estabelecer e ampliar a relação de confiança sólida com o paciente. Na busca de mais qualidade de informação, o Google tem realizado parcerias na elaboração de conteúdo, com mais de 1000 verbetes organizados em conjunto com o Hospital Albert Einstein e a Fio Cruz.

Fonte: Adaptado do texto de O Estado de S. Paulo – (10|Feb 2019/ Fabiana Cambricoli)

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