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GlaxoSmithKline modifica modelo de negócio no Brasil

Jornal Valor Econômico (04/10/2016) – matéria na íntegra

Sob a gestão de Aleksey Kolchin, novo presidente da operação brasileira, a GlaxoSmithKline (GSK), uma das maiores farmacêuticas do mundo, está implantando um novo modelo de negócios no país. Alinhada com a nova estratégia global para promover seus produtos junto à classe médica, a GSK do Brasil deixou de pagar para propagandistas bônus atrelados à prescrição de seus produtos, bem como viagens de médicos ou participação desses profissionais em palestras sobre tratamentos desenvolvidos pela empresa.

Agora, o foco é explorar cada vez mais plataformas multicanais, sobretudo digital, para conversar com profissionais da saúde. É um modelo onde o representante de vendas assumirá cada vez mais o papel de gestor de informação. Além disso, a GSK pretende direcionar mais recursos a instituições de pesquisa. “A tecnologia segue colocando a indústria farmacêutica no futuro”, explica Kolchin, que assumiu o comando da operação brasileira em dezembro de 2015. “Os representantes vão gerenciar um número maior de médicos e definir como falar ou fazer chegar a informação a um determinado profissional”, afirma.

glaxosmithkline

O novo posicionamento da GSK, pioneiro num setor que tradicionalmente recorre à visitação para promover seus produtos, foi anunciado no fim de 2013. Naquele ano, a farmacêutica se viu envolvida em um escândalo de pagamentos irregulares a médicos e autoridades na China, que ainda hoje repercute. Mas o executivo¬chefe da companhia, Andrew Witty, garante que a nova abordagem, que em 2011 já era testada nos Estados Unidos, não tem relação com o episódio.

“Nós já vínhamos nos perguntando se não haveria diferentes caminhos, formas mais efetivas de se operar, do que os meios que a indústria têm usado nos últimos 30, 40 anos”, disse Witty, em entrevista ao jornal “The New York Times”, publicada em 16 de dezembro de 2013. Desde então, a estratégia da GSK ganhou musculatura e, atualmente, no Japão, conferências via internet (webinar) podem atingir um público de 2 mil pessoas.

Uma pesquisa recente da consultoria McKinsey& Company também procurou respostas a essa indagação e chegou à conclusão de que os médicos estão abertos a novidades na forma como se relacionam com os laboratórios e isso pode trazer ganhos à indústria. O estudo aponta que o uso de multicanais (vídeos, telefonemas, e-mails, webconferências, entre outros) traz ganhos mensuráveis e algumas farmacêuticas chegaram a registrar aumento de 10% a 15% nas vendas, com redução em torno de 10% dos gastos com marketing.

Para Kolchin, o uso da tecnologia traz ganhos de produtividade e amplia o alcance das estratégias de divulgação, sem necessariamente levar à redução da força de vendas. “Estamos contratando nesse momento”, diz o executivo. No Brasil, a divisão farmacêutica da GSK conta com cerca de 430 representantes. “Esse novo modelo cria outros postos, como por exemplo em governança. É preciso verificar se as políticas estão sendo cumpridas”, explica.

Ao mesmo tempo, comentou Kolchin, canais digitais não conseguirão cobrir todo o contato com médicos e há profissionais mais conservadores, que ainda preferem o contato pessoal. “Não acredito nisso [na substituição integral da visita]. O que está havendo é a adição de novos canais, o que trará mais eficiência e produtividade”, ressalta. Com novos canais, argumenta, será possível chegar a mais médicos.

O executivo, nascido na Rússia e formado em Medicina, afirma que o Brasil é o melhor lugar para se estar entre os países emergentes, em termos de carreira, especialmente neste momento de transição para o novo modelo de negócios. A divisão farmacêutica da GSK no país deve encerrar 2016 com vendas totais de R$ 2 bilhões, após ter registrado crescimento de 29% no primeiro semestre.

A percepção, diz o executivo, é a de que há retomada da confiança no país, mas a crise econômica, uma das mais graves da história, deixou algumas marcas no mercado farmacêutico nacional, com impacto diferente em cada segmento. As vendas em volume de medicamentos, exemplifica, chegaram a mostrar declínio, em um mercado cujo crescimento nos últimos anos superou a marca 10% ao ano. Ainda assim, o Brasil continua sendo um dos melhores mercados em desempenho no mundo.

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Quase 3 milhões de pessoas sem o seguro desemprego

Acompanhando o avanço do desemprego no Brasil, a situação de quem perdeu o emprego e passa a depender do seguro desemprego também fica mais complicada. O benefício tem duração máxima de 5 meses e, no mês de maio, cerca de 540 mil pessoas receberam a última parcela. No ano de 2016, o número de pessoas as quais receberam o benefício já foi 8% superior ao mesmo período de 2015, de acordo com o Ministério do Trabalho.

carteira de trabalho

Com o momento econômico, vagas estão sendo congeladas ou eliminadas, o que faz com que a busca por uma recolocação rápida seja cada vez mais difícil. Em abril de 2016,  pelo décimo terceiro mês consecutivo, o mercado formal encerrou 62.844 vagas.

Segundo especialistas em RH, profissionais ficarem, em média, 6 meses desempregados é considerado normal. Em tempos de vacas gordas, porém, o fato pode se dar pela rotatividade normal dos mercados, na busca pelos profissionais mais qualificados. Porém na crise, vira uma questão de necessidade.

O seguro com valor máximo é de R$ 1.542,00, valor usado normalmente para as despesas básicas. Para solicitar o benefício, o profissional precisa recorrer às unidades da Caixa Federal credenciadas ou na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para obter maiores informações.

fonte: Folha de São Paulo

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Indústria Farmacêutica segue crescendo no Brasil

Indústria farmacêutica brasileira cresce 10,6% entre janeiro e abril de 2016

Folha de São Paulo, 15 de maio de 2016 (matéria na íntegra) – O faturamento com remédios avançou 10,6% nos quatro primeiros meses deste ano, segundo o Sindusfarma (do setor farmacêutico). No período, o total comercializado foi de R$ 13,9 bilhões, em 2015, para R$ 15,3 bilhões.

“Esperávamos um quadrimestre um pouco pior, mas algumas questões do setor, como os reajustes

Mussolini

Nelson Mussolini, Presidente do Sindusfarma – “a Indústria está com menos previsibilidade”.

de preços, foram resolvidas e nos ajudaram”, diz Nelson Mussolini, presidente da entidade.

“De março para abril, porém, houve queda de 6,7%, o que acende um sinal amarelo, e a indústria está com menos previsibilidade. Quando alguém antigamente nos perguntava em maio como seria o ano, dava para imaginar.”

Com a mudança de governo e as incertezas em relação aos próximos meses, o setor só deverá ser capaz de estimar como será o resto do ano em junho, diz Mussolini.

“No Brasil, sempre é preciso esperar seis meses para se confirmar uma tendência”, diz José Fernando de Almeida, da Chiesi, que estima crescer 10% em 2016. “O mercado sabia que este ano seria desafiador e se planejou.”

A produção de unidades também aumentou de janeiro a abril, com crescimento de 7,2% no período. Entre os genéricos, a elevação foi maior, de 16,1% –nos produtos de marca, de 3,7%.

“Os remédios convencionais, no entanto, ganharam em faturamento. Isso porque há uma preocupação das empresas em aumentar o portfólio”, avalia Paulo Nigro, presidente da Aché, que cresceu cerca de 18% no quadrimestre.

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Procon faz reunião com Unimed Paulistana para garantir atendimento a usuários

Criado em 04/09/15 10h57 e atualizado em 04/09/15 11h00 – Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil Edição:Talita Cavalcante Fonte: Agência Brasil

unimed-esseO Procon de São Paulo se reúne no final da manhã de hoje (4) com representantes da Unimed Paulistana. A intenção é assinar um termo de ajustamento de conduta que garanta o atendimento dos clientes da operadora, especialmente nos casos emergenciais.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou na quarta-feira (2) que a Unimed Paulistana repassasse toda a carteira de clientes para outra operadora. Segundo o órgão, a medida visa a garantir a assistência aos consumidores, uma vez que a empresa tem uma situação financeira delicada.

Até a transferência, a Unimed tem a obrigação de continuar a atender os beneficiários. Os consumidores devem manter os pagamentos em dia para garantir os direitos de migração para a nova operadora. Porém, somente ontem (3) o Procon recebeu 300 reclamações referentes ao plano. A maior parte das queixas era de falta de atendimento médico e informações insuficientes.

A Unimed disse, por meio de nota, que parte da rede credenciada vem adotando “atitude abusiva e unilateral” ao suspender o atendimento aos beneficiários da operadora. A empresa afirma que vem tomando medidas para que os clientes continuem a ter acesso aos serviços contratados. “Lembramos que a Unimed Paulistana teve decretada a alienação de carteira e não sua falência ou liquidação, ou mesmo ‘quebra’, e os boatos neste sentido apenas agravam o relacionamento com os prestadores de serviço”, informa o comunicado.

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Boticário revê planos para 2015

Com o acanhamento do consumo e a economia ruim, o grupo Boticário revê planos expansionistas para 2015

A gigante brasileira da higiene e beleza o Gruo Boticário (3º lugar no ranking de participação de mercado) pôs em marcha uma reestruturação de seu plano estratégico, por conta do cenário macroeconômico vislumbrado para 2015. Segundo entrevista do Presidente da empresa para o Jornal Valor Econômico, Artur Grymbaum, o plano de expansão da empresa para esse ano considera a abertura de apenas 50 novas lojas, menos da metade das 120 lojas abertas em 2014.

euromotorAs necessidades de ajustes também consideram um redesenho organizacional, otimizando diretorias e departamentos, bem como eliminando duplicidades de posições. A empresa passa a trabalhar com unidades de negócios ao invés de divisões por marcas. Ainda segundo Grymbaum, à lentidão da economia se somam o dólar alto e o aumento da carga tributária, o que invariavelmente puxa os custos deste mercado pra cima. O plano agora é buscar produtividade e eficiência.

O grupo Boticário dobrou seu tamanho de 2010 a 2014 e faturou no ano passado 9,3 bilhões de reais.

Fonte: Valor Econômico

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Embraer e Boeing farão pesquisas em biocombustível no Brasil

Centro Conjunto de Pesquisa na área de Biocombustíveis deve ser instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP)

As fabricantes de aviões Boeing e Embraer anunciaram nesta segunda-feira que abrirão um centro de pesquisa conjunto para o desenvolvimento de tecnologias de biocombustíveis sustentáveis para a aviação. O Centro Conjunto de Pesquisa na área de Biocombustíveis deve ser instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

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Governo autoriza aumento anual dos remédios

Preço dos remédios deve subir até 5,68% no fim do mês, calcula setor

Medicamentos com preços regulados pelo governo deverão ser reajustados em até 5,68% a partir do dia 31, de acordo com projeções feitas pelo setor. O cálculo é feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira, 12, e por índices de produtividade e concorrência do mercado.
 
remediosO reajuste oficial, determinado pela Câmara de Regulação de Medicamentos (CMED), deverá ser divulgado nos próximos dias. O valor, no entanto, dificilmente sofrerá variação dos porcentuais apresentados agora pela indústria.
 
A CMED determina três faixas de reajustes de preços. Pelos cálculos do setor, classes de medicamentos na faixa intermediária terão aumento de 3,35%. O menor índice autorizado será de 1,02%. Com isso, a média ponderada das três faixas de medicamentos será de 3,53%.
 
Os valores são menores do que os registrados no ano passado. Em 2013, os reajustes autorizados variaram entre 6,31% e 2,7%, com uma média ponderada de 4,59%. Os novos preços terão de ser mantidos até março de 2015. As regras para reajuste valem para perto de 24 mil itens. Medicamentos de alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores determinados pela CMED, sendo que seus preços podem variar de acordo com a determinação do fabricante.
 
O cálculo de reajuste de remédios leva em conta uma série de fatores. Como o IPCA acumulado entre março de 2013 e fevereiro de 2014. É observada ainda a competitividade das classes de medicamentos no mercado, avaliada pelo nível de participação de genéricos nas vendas do segmento. Quanto maior a participação de genéricos nas vendas maior o porcentual de reajuste. A composição do índice de reajuste observa também o ganho de produtividade.
 
O reajuste de preços não é imediato. Para aplicar o aumento, empresas produtoras de medicamentos deverão apresentar à CMED um relatório informando os porcentuais que querem aplicar. O valor fixado pela CMED é o teto. As empresas podem, portanto, fixar preços menores.
 
O presidente do Sindicato de Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, avalia que os preços autorizados trarão um impacto negativo para o setor. Ele estima que os custos de produção no período avançaram entre 13% e 18%, de acordo com o grau de dependência de importação de insumos da empresa. Diante da pressão, avalia, a política de descontos nas farmácias será menor. “Com o índice autorizado para o reajuste, a tendência é fabricantes aplicarem todo o porcentual autorizado.
O presidente da Interfarma, Antônio Britto, observou que o aumento está sempre abaixo da inflação. Este ano, a média ponderada de aumento será de 3,53% e o IPCA do período foi de 5,68%. Ano passado, o reajuste foi de 4,59% diante de um IPCA de 6,31%. Em 2012, o aumento autorizado foi de 2,8% e o IPCA, 5,85%.
Portal Estadão
Jornalista: Lígia Formenti – matéria na íntegra

 

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