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“O Sócio” – nova temporada

Dicas e dilemas sobre os problemas de gestão mais comuns em pequenas empresas 

by Daniel Souza

O empresário Marcus Lemonis é Chairman da Camping World, uma mega empresa americana no setor de camping, com mais de 7.200 funcionários, 120 lojas nos EUA e uma receita de mais de 3 bilhões de dólares/ano.

Mas Marcus é mais conhecido, tanto nos EUA como no Brasil, por produzir e apresentar o Reality Show “O Sócio” (The Profit, nos EUA). Na série, pequenas empresas buscam a ajuda de Marcus para não fechar. Os problemas mais comumente apresentados são desorganização na gestão, decisões mal tomadas sobre investimentos e a velha falta de habilidade para gerenciar funcionários. Para tirar as estas empresas do “buraco”, Marcus faz um acordo onde investe dinheiro em parte do negócio, na troca do controle absoluto sobre as decisões operacionais e estratégicas.

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Marcus acredita que 99% dos problemas provém de três pilares tratados por ele na série: Pessoas, Produto e Processo. Com esse mantra, comanda mudanças necessárias. Nem sempre a empreitada dá certo, o que garante boa dose tensão em alguns episódios.

Para quem gosta de gerenciar negócios, as situações apresentadas em ambiente aparentemente “controlado” garantem boa dose de diversão e reflexão sobre como certos negócios são conduzidos, suas fragilidades e oportunidades. Com os passar dos episódios, os casos tornam-se repetitivos, em função da rígida estrutura do programa. O choque de realidades está presente o tempo todo, pois o formato pasteurizado da série faz supor que os problemas são menores do que realmente são na vida real. Mas vale à pena como diversão e aprendizado.

No Brasil, o programa tem nova temporada em 2017 pelo canal History, as terças feiras as 23:35hs. Veja abaixo trailer da série:

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Estudo afirma: mais sexo em casa, maior produtividade no trabalho

CasalTradução e adaptação: Daniel Souza

Uma vida sexual ativa pode levar ao aumento de satisfação no trabalho. É o que afirma um estudo realizado pela Oregon State University’s College of Business.

O estudo, conduzido pelo Professor Keith Leavitt e colaboradores (Oregon State University’s College of Business) entrevistou 159 pessoas casadas e empregadas durante duas semanas. Acompanhando seus hábitos, identificou que os que priorizavam a atividade sexual em casa, apresentavam-se mais bem humorados e produtivos no trabalho.

Segundo Leavitt, é comum fazer piada com as pessoas que declaram viver “fogosamente” a relação de casal, mas isso é sério e precisa ser debatido, pois tem impacto direto no âmbito profissional. Assim com casais sexualmente ativos tem bons resultados na motivação para o trabalho, o movimento contrário também é relatado pelo estudo: o estresse que o funcionário carrega do escritório para casa afeta a saúde sexual do casal, principalmente em tempos onde os smartphones, e-mails e redes sociais fazem com que as pessoas fiquem conectadas o tempo todo.

O sexo libera dopamina (centros de recompensa do cérebro) e oxitocina (neuropeptídeo ligado ao comportamento social), tornando o ato sexual um “elevador” natural do humor e da motivação. Esse efeito se mostrou permanente nas 24 horas seguintes.

Ainda seguindo Leavitt, o resultado serve de alerta para a importância social, emocional e fisiológica do sexo – o que reforça a necessidade de os casais dediquem o tempo certo para a prática sexual. Lembra que, da mesma forma como, há vinte ou trinta anos, soava estranho e exagerado medir a qualidade do sono ou a ingesta de calorias como sinalizador de qualidade de vida no passado, talvez seja a hora de repensar o sexo sob a perspectiva de seus benefícios para a qualidade de vida.

“Existem ações mais estremas nesse sentido. Um vereador sueco propôs uma lei onde funcionários da prefeitura de Estocolmo usem uma hora por semana de seu horário de trabalho para fazer sexo. Ao defender a lei, justificou a necessidade de aumentar urgentemente a população jovem da cidade, bem como melhorar o humor e a qualidade de vida dos funcionários. Os gestores não precisam chegar a tanto, desde que busquem, no ambiente de suas equipes, estimular e melhorar o balanço entre vida pessoal e vida profissional. Um bom exemplo partiu da França, recentemente. Foi promulgada uma lei que impede e-mails além do horário do expediente, dando o direito ao funcionário de “se desconectar”, pondera Leavitt.

Os achados do estudo foram publicados recentemente no Journal of Management. Além do Professor Leavitt, participaram da pesquisa como co-autores os professores Christopher Barnes e Trevor Watkins da Universidade de Washington e David Wagner da Universidade de Oregon.

Veja o estudo na íntegra, clicando AQUI.

fonte: Oregon State University e Quartz website.

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Execução, Execução, Execução

O artigo a seguir é mais um caso do que um artigo. Mas achei tão incrivelmente pertinente à realidade do dia a dia de todo o profissional que vive de realizar seu próprio negócio, que tomei a liberdade de transcrevê-lo na íntegra, claro que dando os merecidos créditos ao autor. 

Execução, Execução, Execução – by Daniel Schnaider, SCAI Group Consultoria. 

daniel schnaiderEra o ano de 1998, minha querida vovó estaria fazendo o seu aniversário de 85 anos na terra santa, junto com familiares. A festa acabou quando minha bába (avó em Yidish) desmaiou ao descer as escadas. Sua perna teria quebrado em cinco partes diferentes. Cheguei em choque ao hospital, o que era para ser um dia cheio de felicidade virou um pesadelo. Ao conversar com a equipe médica fui informado que a Sra. Rachel como muitas vezes era chamada, não fez seguro de saúde internacional.

O custo para realizar a cirurgia em Israel de forma privada seria de 250.000 dólares. A alternativa seria conseguir botar ela em um voo ao Brasil, mas tinha um agravante. O médico me informou que caso não fosse possível operar ela nas próximas 48 horas, ela não voltaria a caminhar mais. Não tinha nenhum outro familiar que poderia levar minha vó de forma segura para o Brasil. Era minha vez de fazer algo por esta grande mulher que foi sempre o simbolo de amor, carinho, determinação e um humor que botaria Jerry Sienfeld para fazer sua lição de casa.

Ao começar a organizar na minha cabeça o tamanho do desafio que tinha pela frente, o médico pediu minha atenção para me ensinar como dar injeções periódicas de remédios na barriga da minha avó. Porém a injeção era o menor dos meus problemas.

Eu tinha meu passaporte vencido, não sabia onde ele estava, estava começando o fim de semana, onde conseguiria renovar o passaporte, era militar, e não tinha autorização para sair do estado, tinha acabado de começar um namoro. Como você explica esta estória para uma mulher sem acabar na UTI?

Depois de dar um beijo e abraço na minha avó e afirmar que tudo se resolverá rápido, um amigo da família me explicou “Daniel, meu filho, você tem que ser realista, você nunca conseguirá levar sua avó a tempo para a mesa de cirurgia”. Depois de agradecer as sábias palavras fui ao que interessa “Missão salvar minha avó”.

Cheguei em casa, e depois de revirar o apartamento, encontrei o passaporte. Fui direto para o aeroporto onde teria uma unidade emergencial do ministro do interior que emite os passaportes. Infelizmente já estava fechado e não poderiam me ajudar. Mas depois de explicar com detalhes a urgência da situação, consegui receber um documento que me autorizaria viajar por cinco dias. Isso era exatamente o que precisava. Próxima etapa, convencer o exército. Depois de conseguir o telefone da representante de recursos humanos de minha unidade, liguei para o que aparentava ser sua casa. Como disse anteriormente já era fim de semana.

Daniel: “Alô, gostaria de falar com a sargenta X” – Resposta: “Quem é?”

Daniel: “Meu nome é Daniel, faço parte da mesma unidade dela, e tenho uma situação emergencial que requer a intervenção dela”.

Resposta: “Quem você acha que você é para ligar para nossa casa no fim de semana. Eu sou a mãe dela, esta é uma casa de família. Até para o exército tem limites, você não pode ficar ligando para casa das pessoas no fim de semana. Minha filha trabalha muito duro durante a semana, e ela também merece e precisa de tempo para descansar e estar com família. Não vou admitir este tipo de atitude com a sua, e de sua unidade que acha que tudo é sempre urgente e importante.”

Daniel: “Sra. entendo e concordo com sua posição, peço desculpas por estar incomodando sua família no fim de semana, que de fato é sagrado; mas você permitira apenas que sua filha falace comigo para julgar se ela entende o caso com urgente ou não”.

Resolvido este problema, agora era esperar a autorização do exercito. Para não perder tempo, já me direcionei para o hospital para pegar minha avó. Através de minha irmã, conseguimos localizar um voo para o Brasil através de Frankfurt. Seria uma viagem para a Alemanha de 5 horas, 5 horas para a conexão em Frankfurt, e mais 12 horas de viagem a São Paulo.

Ao chegar do hospital ao Aeroporto, fomos (eu, avó e família) na loja comprar a passagem. Pela situação da Sra. Rachel não nós foi autorizado comprar a passagem. Caso não conseguisse entrar naquele voo o projeto “salvar minha amada bába” fracassaria.

Ligamos para o médico, já era noite, pedimos pelo “amor de deus” para que ele escreva uma autorização para a viagem da minha avó. É claro, ele teria que encontrar um fax para enviar o pedido para a empresa área.

Chegado a autorização, me avisa a representante de recursos humanos que o coronel gostaria de conversar comigo pessoalmente antes da minha viagem. Respondi que se esta é a condição do coronel, que pretendo viajar sem autorização militar e que entendo que serei preso em minha volta, porém peço a ele que apenas me prenda na minha volta e não na minha saída.

Desliguei o celular analógico da Motorola MicroTac Series, e fui fazer o checkin, sem saber se iria conseguir passar pelos militares no embarque. Levando minha avó na cadeira de rodas, me chamaram os militares. “Você é Daniel Schnaider”, “Sim, sou eu”, “Aqui está sua autorização, você poderá embarcar e tem 48 horas para estar de volta”, ou seja, claramente seria preso em minha volta.

Dentro do avião, minha avó não conseguia sentar na classe econômica, pois sua perna precisava ficar horizontal ao chão. Por sorte e gentileza do comissário de bordo, nos permitiram passar para o Business, onde ela poderia ter a perna esticada.

Ao decolar, falei a aeromoça se alguns deles teria treinamento de primeiro socorros. Ao ser questionado pela razão de minha pergunta, expliquei que teria que dar uma injeção na barriga de minha avó e esta seria a primeira vez que o estava fazendo.

Veio toda equipe olhar como estudantes curiosos com se da uma injeção na barriga de uma idosa. Tirando o grito de dor de minha avó, tudo parece ter passado conforme os planos.

Hoje, quase vinte anos depois lembro desta estória cada vez que tenho que falar sobre “execução empresarial”. Consegui aprender desta experiência que existem alguns pré-requisitos para que se possa fazer uma boa execução:

  1. Temos que ter claro qual é objetivo
  2. Desenhar um plano (nem que seja na sua cabeça) e ter de forma clara qual são os pontos críticos que não podem falhar (Milestones e critical path)
  3. Deve-se sentir um senso interno de missão, realização e urgência
  4. Foco, Foco, Foco
  5. Pessoas que não conseguem visualizar o “projeto” vão tentar te derrubar, as vezes sem querer, ou mesmo querendo o seu bem, cada um terá suas próprias razões. Não caia, e se cair levante, siga em frente e não olhe para traz.
  6. Fracasso não pode ser uma opção
  7. Sorte como azar fazem parte do ecossistema, siga adiante
  8. É um jogo de equipe, você não pode vencer sozinho

Chegamos no Brasil 22 horas depois da decolagem, 46 horas depois do acidente, ainda houve tempo para fazer a cirurgia, que só pôde ocorrer porque meu primo médico entrou na sala de cirurgia como assistente. No final, não fui preso mas tive que escutar piada dos superiores: “você quebrou as pernas da sua avó para poder sair de férias de uma semana no exterior.” A namorada acreditou depois que voltei e contei a estória na sala de jantar em detalhes para toda sua família. Minha amada vó voltou a caminhar e assim continuou até seu último dia de vida 10 anos depois.

Daniel Schnaider

* em memória a minha avó, Rachel Schnaider

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CEO: qual jogo você quer jogar, o do valor ou do preço?

Portal Saúde Web – Por  • 3 de julho de 2015 (matéria na íntegra)

Uma aula com um dos mais consagrados professores de finanças do mundo, autoridade em Valuation (termo em inglês para “Avaliação de Empresas”), Aswath Damoradan, rendeu alguns pontos de interrogação na cabeça por causa do vocabulário altamente financeiro, mas também gerou conhecimento, que compartilho aqui com os interessados em saber como se aumenta o valor de um negócio e como se avalia uma empresa na hora de planejar investimentos.

A primeira lição é conhecer a si mesmo, o que te estimula, quais são seus pontos positivos e, com isso, decidir que caminho estratégico vai seguir na condução dos negócios. Mas essa escolha também deve ser recheada de perguntas, até encontrar clareza nas respostas, sempre de acordo com o seu perfil, e nunca com foco em imitar cases que já deram certo.

Passar pela análise de preço e valor de uma companhia quando se quer comprar ou investir nela é inevitável, mas como isso será feito é que vai depender se o seu interesse é de curto ou longo prazo, se os números são o aspecto de maior importância ou se é o histórico da companhia, e vai depender até, segundo Damoradan, do bom humor dos envolvidos.

professor

Aswath Damoradan

Há quem se considere um bom negociador, e se atraia pelos números e investimentos momentâneos. Este, segundo o professor indiano, em geral se pauta pelo preço e compõe a maioria dos investidores ou especuladores. Por outro caminho vão os que têm o foco no valor, que pensam mais a longo prazo, gostam de histórias e olham aspectos fundamentais como: fluxo de caixa, risco do fluxo de caixa e taxa de crescimento. Obviamente isso não é uma regra e, para Damoradan, o ideal é que ambos os lados sejam trabalhados em cada um, para a melhor assertividade.

Quatro a cada dez empresas destroem valor, mesmo enquanto estão crescendo no mercado, justamente por não fazerem as análises e projeções corretas. “Existem muitos dados atualmente, mas não muita informação. Informação são dados trabalhados, e isso ainda é pouco feito atualmente”, disse o professor de Finanças da Stern School of Business, na Universidade de Nova York.

Quatro são os passos básicos para estabelecer o valor de uma empresa: saber quais são os fluxos de caixa que provém dos ativos atuais; qual o valor que você vai agregar com o crescimento futuro; quanto é o risco do fluxo de caixa; e quando sua empresa será madura. Para o professor, uma empresa madura possui um crescimento de caixa a uma taxa constante, em linha com a economia, ou até um pouco abaixo.

Outra conta rápida e imprescindível para mensurar se o crescimento é sustentável é medir o valor agregado em comparação ao reinvestimento futuro necessário. “O resultado tem que ser sempre maior do que o quanto você tem que reinvestir. Crescer bem é ter foco, taxa de retorno do capital alta e isso é raro”, disse, lembrando que a governança corporativa é importante para minar a destruição de valor das companhias.

Perfis:

Pessoas de números

-Adotam demonstrativos contábeis como fatos, sem levar em conta os aspectos subjetivos

-Munidos de dados, têm a ilusão da precisão

-Têm a ilusão que são isentos, ou seja, imparciais

-Têm a ilusão de achar que têm o controle da situação

-Intimidam, mas não convencem

Para ele, o risco de inconsistências internas de uma valuation pautada apenas em números é grande.

Pessoas de história/narrativa

-São convencidas a investir pelas histórias/narrativas

-São persuasivas e envolventes, e conseguem levantar fundos por meio de suas histórias

-Apelam para emoção e usam pouco a razão

-Têm a ilusão de que estão mudando o mundo

-Acham que as pessoas de números não são criativas e nem sonhadoras

Os riscos das narrativas é quando elas se tornam verdadeiros contos de fadas, sem nenhum compromisso com o contexto dos fatos.

O ideal, para Damoradan, seria unir os dois perfis e trabalhar nos gargalos de cada um. De acordo com ele, a capacidade de auto iludir-se do ser humano é infinita. “Só loucos trabalham no mercado de companhias áreas por exemplo. Não é viável operar uma companhia aérea”, ressaltou, lembrando de outros segmentos como o da telefonia, o que me fez automaticamente lembrar do setor de saúde, e me perguntar: só loucos trabalham na Saúde?

Conhecer a si próprio e o que se quer parece ser a chave do sucesso em meio ao jogo dos negócios. “Não tente agradar analistas. Não se distraia. Ter mentalidade aberta é importante.”

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Onde Está a Crise? – Reflexão para os Gerentes de equipes

Quer seja a sua empresa uma empresa multinacional, uma clínica, um hospital ou qualquer outra empresa ligada á área da saúde. Quer seja você empresário ou funcionário em posição gerencial. Se já não está sendo, em algum momento, essa reflexão será sua aliada.

Dada a grande receptividade ao tema (e a pedidos), vamos abordá-lo novamente, mas desta vez falando um pouco sobre quais premissas são importantes para que, juntas, possam ajuda-lo a nadar na contra mão de um momento de crise. Vamos a elas, logo abaixo.

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1ª premissa – Crises passam

Não é a primeira e não será a última vez que você navega em um mar revolto. Nesse momento, guardar energia e saber usar os recursos disponíveis de forma ponderada, é crucial. O Professor Caproni, especialista em Marketing na área da saúde, alerta que crises são como gripes. Se você souber manter seu sistema imunológico forte e saudável, a gripe vem leve e passa rápido. Mas há que se “ler” os sinais do ambiente.

Os animais são naturalmente sábios – porque ursos e alguns outros animais hibernam no inverno? O metabolismo destes animais cai drasticamente, o que lhes permite acumular energia enquanto o inverno castiga. O principio é o mesmo em relação ao seu negócio – tire um tempo para identificar quais áreas estão sendo “ladrões” de dinheiro, quais áreas podem trabalhar mais e melhor. Enxugue as contas e gaste menos. Os investimentos precisam ser saudáveis e a ordem do dia é fazer mais com menos, grande novidade. Guarde a maior reserva de energia possível pra quando o momento da “nevasca” passar.

2ª premissa – Trabalhe o emocional

O maior inimigo de um mau momento é o seu mau humor. O medo de não pagar as contas, o receio de perder clientes, a angústia de ser superado por um concorrente mais ousado, o peso de ter que continuar investindo pra não ficar obsoleto – tudo isso só torna o momento crítico mais pesado. Sem falar que dificulta a elaboração de alternativas.

Acordar na defensiva é a pior forma de começar um dia. E um empreendedor não pode se dar ao luxo de viver na retranca, ou será atropelado pelos que pisam no acelerador. Ter optado por ser um empresário é ter a consciência de que não se pode olhar o futuro, sempre de olho no retrovisor. Não é dado ao empresário o direito de pensar um negócio apenas sob a perspectiva da subsistência. Pensar só no curto prazo garante a comida de hoje, mas jamais garantirá seu futuro – esse é o preço a pagar: a corda bamba.

Também não é prerrogativa do empreendedor viver reclamando, se vitimizando ou pondo a culpa em terceiros. Isso afeta diretamente o clima da empresa. Lembre-se que você é o líder e suas atitudes são observadas o tempo todo pela sua equipe. Líder reclamão e inseguro, sinal vermelho para a equipe. E o pior que poderia acontecer em momentos onde você mais precisa da dedicação das pessoas é justamente uma debandada de talentos por perda de confiança no líder.

Busque alguma atividade que lhe dê prazer ao longo da semana, como uma corrida, um jantar com colegas do tempo de escola, malhação. Ative um hobby há muito esquecido ou adormecido, como a música. São válvulas de escape necessárias para energizar e ajudar a lidar com o dia a dia.

3ª premissa – Trabalhe com alternativas

Momentos de crise geram oportunidades, nem sempre percebidas anteriormente. Onde pode existir um determinado tipo de clientela que não está sendo atendida? Que tipos de parcerias complementares podem ser costuradas para ampliar o foco de atuação? Eu tenho um direcionamento, um nicho que eu atendo e um colega é expert em outro nicho de clientes. Ao invés de vê-lo como concorrente, porque não juntar forças nesse momento?

Planejar é uma atitude conhecida, mas pouco praticada. Reserve tempo para desenhar um plano simples para o seu negócio. Pense no mês, no ano corrente e no ano que vem. Tente cruzar cenários e alternativas viáveis. Tenha plano A, B e C. Não é fácil. Mas se fosse fácil, todo mundo faria…

4ª premissa – converse com seus clientes

Atenção redobrada a esse ponto, profissionais que estão na área da saúde: Quais mensagens desejo passar aos meus atuais e futuros clientes? E por quais meios conseguiria mais atenção por parte deles? Saúde é credibilidade. E em momentos de crise, credibilidade é um patrimônio muito precioso. Não importa o tamanho da sua clínica, consultório ou hospital. Perceba que as grandes corporações, em momentos de recessão, aumentam o investimento para falar com os clientes. Por outro lado, é comum a postura de encolhimento de alguns empresários, de afastamento dos clientes. Neste caso, vale a velha história dos dois camaradas que precisavam fugir de um leão. Enquanto um corria, o outro colocava um par de tênis de corrida. O que corria, pergunta: “- Rapaz, o leão vem vindo e você para pra calçar um par de tênis?? Vamos lá, precisamos correr mais que ele!” ao que o outro responde tranquilamente: “- Errado. Eu não preciso correr mais que o leão, eu preciso correr mais que você”. Calce o tênis. Converse com seus clientes!

5ª premissa – pense no seu time

Quem são as pessoas que você tem no seu time e o que cada uma pode dar para contribuir com esse momento? Avalie cada um minuciosamente, suas atitudes e conhecimentos. Defina se estão na posição certa, dando 100% do que podem dar de empenho pessoal pelo negócio. Reconheça as pessoas empenhadas, as que superam o esperado e que superam a si mesmas. Oriente e conduza as que poderiam render mais, as que se dispersam ou gastam energia de forma pouco efetiva. Ofereça treinamento, desafie com mais perspectivas, mostre o caminho certo. E dê tempo às pessoas – o maior erro que um Gerente pode cometer é simplesmente trocar a pessoa ao menor sinal de problema. Lembre que trocar deve ser sempre a última alternativa e normalmente motivada por questões comportamentais. Demitindo sem um bom critério, você perde uma pessoa que já conhecia o trabalho e terá que investir tempo e dinheiro para prepara outra.

Mostre ao seu time de pessoas os desafios desse momento, o quanto a colaboração e o empenho são importantes e o quanto a mais será exigido de cada um, pelo bem do negócio. Dê a elas metas possíveis de serem atingidas e cobre os resultados.

Finalizando…

O professor de Estratégia da Fundação Dom Cabral Paulo Vicente dos Santos afirmou, durante a Expogestão 2015, ser esse momento o cenário ideal para quem tem liquidez, uma vez que os ativos são vendidos abaixo do valor. Segundo ele, o mundo está passando por uma crise, mas o cenário é bem pior fora do Brasil, o que não tem sido novidade pra ninguém. As empresas continuarão apertando o cinto ao longo de 2015 e 2016, é o mínimo esperado, básico.

Com certeza, estamos vivendo um momento desafiador para todo o empresário. Porém é inegável que a busca por diferenciação alavanca empresas e pessoas, mesmo em momentos de crise. Que o seu negócio possa fazer parte das empresas vitoriosas e que souberam passar por esse momento, como um trem – firme, forte e decidido. Não é o momento de dar ouvidos ao pessimismo, pois a receita não mudou, sabemos o que deve ser feito. Trabalhe mais, entregue mais, comunique mais e gaste menos. E não terá nem tempo de ver a crise…

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Unimed Uberlândia começa a sair do modelo centrado na doença

De forma gradual, operadora muda estratégia e passa a priorizar acolhimento, assistência multidisciplinar com base em necessidades individualizadas.

Substituir gradativamente o atual modelo de atenção baseado em sistema hierárquico por uma rede horizontal de serviços integrados passou a ser a estratégia da Unimed Uberlândia. Acolhimento, assistência multidisciplinar, levando em consideração as necessidades individualizadas do cliente, serão os pontos de atenção trabalhados pela operadora.

unimed uberlândia

 “O desafio principal é superar o modelo hegemonicamente centrado na doença e baseado na demanda espontânea, em busca de um modelo de atenção no qual haja incorporação progressiva de ações de promoção de saúde e prevenção de riscos”, divulgou a Unimed em comunicado ao mercado.

O modelo priorizará ações de promoção, vigilância, prevenção e assistência, voltadas para as especificidades de grupos. Para colocar em prática ações baseadas neste novo modelo, a  operadora inaugurou um Centro Integrado de Atenção à Saúde (CIAS), que atuará como porta de entrada, realizando o trabalho de direcionamento e monitoramento de assistência médica. O CIAS será também a unidade de referência para o produto Unimed Mais – novo plano empresarial com foco para as pequenas e médias empresas.

A Unidade contemplará 16 consultórios com atendimento nas diversas especialidades, salas de exames complementares e área de apoio assistencial.

 fonte: portal Saúde business

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Gestão de pessoas no universo médico

Há um tempo atrás foi-me encomendado um artigo sobre gestão de pessoas para médicos. Como a FTR, empresa da qual sou sócio, é dedicada ao desenvolvimento de pessoas, o pedido soou razoável. Contudo, o detalhe de ser dirigido a médicos me travou, afinal, o que diferencia um profissional liberal de outro empregador qualquer? Agora, enfim, resolvi encarar o desafio fazendo uso de uma premissa da FTR: as soluções têm que considerar as peculiaridades do cliente, não podem ser um prêt-à-porter.

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