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Os melhores hospitais da América Latina

Cinco hospitais brasileiros estão entre os melhores da América Latina – apenas um fora do eixo Rio/São Paulo

Cinco hospitais brasileiros estão entre os 43 melhores da América Latina, segundo ranking realizado anualmente, desde 2009, pela consultoria América Economia Intelligence. O ranking leva em consideração seis critérios técnicos, sendo eles: Segurança e Dignidade do Paciente, Capital Humano, Capacidade, Gestão do Reconhecimento, Eficiência Médica e Prestígio. A participação foi aberta a todos os hospitais gerais e clínicas de alta complexidade da América Latina reconhecidos pela Organização Panamericana de Saúde.

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O ranking busca instituições em que diagnóstico científico e inovação de processos se unem, com aumento da complexidade e constantes transformações. O Hospital Israelita Albert Einstein, localizado em São Paulo, está no topo da lista.

“Este ranking é uma referência para as instituições, que passam a usá-lo como um benchmark e um instrumento de melhoria, na medida em que os critérios usados são bem conhecidos. Ele também serve como referência aos pacientes, que hoje estão mais empoderados e mais propensos a escolher médicos e hospitais com base em informações técnicas. Nesse novo contexto, o USNews and World Report tem sido mais um referencial a orientar essas escolhas”, comenta o diretor Superintendente do Einstein, Miguel Cendoroglo. “O Einstein tem obtido o primeiro lugar desde 2009. Logicamente o próprio ranking contribui para a propagação da excelência do nosso Hospital. Mas também tem servido como um guia para melhorias, uma vez que podemos comparar nossos resultados com os resultados de outros hospitais de excelência em cada quesito, além de seguir a evolução de nossos próprios indicadores ao longo do tempo”, complementa.

Os demais hospitais brasileiros presentes na lista dos 43 melhores são o Hospital Samaritano, de São Paulo (sexta posição), o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo (12ª posição), o Hospital Moinhos de Vento – o único da região Sul do país presente no ranking (17ª posição), o carioca Hospital São Vicente de Paulo (20ª posição) e, por fim, o Hospital Edmundo Vasconcelos, também de São Paulo, na 22ª posição.

Este é o sexto ano que o Hospital São Vicente de Paulo é incluso na lista dos melhores da saúde, que traz ainda organizações de países como México, Argentina, Colômbia, Peru, Venezuela, Costa Rica e Chile. Em setembro, o HSVP completou 35 anos de fundação e administração das Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo. “Estarmos no ranking de clínicas e hospitais 2015 confirma o compromisso da direção do nosso hospital com a qualidade, complexidade e excelência dos serviços que prestamos para atender às necessidades dos pacientes”, analisa Irmã Marinete Tibério, diretora executiva do HSVP. Segundo a avaliação do ranking deste ano, as instituições hospitalares avaliadas têm um corpo clínico altamente qualificado, o que pode ser o ponto-chave da força e da capacidade desses hospitais. Para a qualificação, 200 hospitais foram inscritos, mas apenas 43 fizeram a pontuação mínima para serem consideradas instituições de qualidade.

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Quem Procura, Cura – projeto inovador na cidade de Belterra (AM/Brasil)

belterra 4Projeto inovador mobiliza equipe de especialistas na detecção do câncer colorretal em população da Amazônia

Um importante e inédito projeto está se desenvolvendo numa região onde até então, de acordo com a visão leiga do assunto, se poderia considerar improvável candidata ao mesmo: O Rastreamento do Câncer Colorretal em Belterra, município amazonense com 16 mil habitantes localizado há 106 quilômetros da cidade de Santarém.

O projeto, cuja chamada da campanha é “Quem procura, cura” – Campanha de Prevenção e Detecção do Câncer no Intestino, alia objetivos assistenciais e de pesquisa promovendo atendimentos gratuitos a mais de 2 mil pessoas na faixa etária de 50 a 70 anos. Várias importantes instituições estão engajadas: Hospitais Sírio Libanês, Boston Scientific, Gastro Com Fujinon, Hospital Albert Einstein, Prefeitura de Belterra, Dasa e o Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará, que é administrado pela parceria Governo do Estado e Pró-Saúde.

Segundo entrevista concedida à assessoria de imprensa do HRBA (Hospital Regional do Baixo Amazonas) na ocasião do lançamento da campanha (outubro de 2014), o médico coloproctologista do Hospital Sírio-Libanês, Marcelo Averbach afirma que a proposta do projeto foi realizar o rastreamento em população da Amazônia. “No Brasil não existe uma política definida de rastreamento do câncer colorretal na verdade quando falamos de campanha de rastreamento é um trabalho que não tem fim, obviamente as gerações se sucedem e nós estamos dando o “ponta pé inicial” em um projeto que não tem data para terminar”, afirma.

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Chegada da equipe à Belterra. Em destaque, Francisco Ou (Diretor de Marketing Boston Scientific).

Na mesma ocasião, o Cirurgião do Hospital Albert Ainstein, Angelo Ferrari, falou que a ideia do projeto será detectar as lesões benignas e realizar remoção das mesmas logo após a detecção e, em casos de diagnostico de câncer de cólon, os pacientes serão referenciados para o HRBA onde será dado o prosseguimento no tratamento. “Este exame permite que a gente identifique as lesões que após algum tempo podem virar câncer de cólon, então a gente retira essas lesões enquanto elas ainda são benignas e com isso a gente diminui a incidência do câncer de cólon e a mortalidade do câncer de cólon. Esse trabalho esta esquematizado para durar um pouco mais de um ano, a ideia é fazer mutirões, cada mutirão terá duração de quatro dias e vai atender até 130 pacientes em cada mutirão e o total de pacientes ficará em torno de 2,5 mil pacientes”, disse Ângelo.

Para o coordenador de oncologia do HRBA, Marcos Fraga Fortes, a realização do trabalho de rastreamento de câncer na região Oeste Paraense complementa todo o projeto desenvolvido pela equipe de oncologia do HRBA que, há aproximadamente seis anos, se instalou em Santarém e iniciou um trabalho minucioso sobre os mitos e verdades do câncer em comunidades mais distantes. “Este é um projeto muito importante e que vem de uma continuidade de projetos que já realizamos a quase seis anos, isso culmina agora com o convênio por meio de um convênio com a Boston Scientific e o Hospital Sírio Libanês. É consequência de um trabalho que vem amadurecendo e trazendo melhores frutos”, Marcos Fortes.

O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou da importância de cada empresa e instituição no desenvolvimento deste projeto que nasce da união de todos em busca de um bem maios, desenvolver saúde de média e alta complexidade no coração da Amazônia. “A iniciativa de empresas referencias vindas de outros locais foi de extrema importância para desenvolver políticas de saúde na nossa região. Este projeto possui dois objetivos que é desenvolver a pesquisa cientifica entre a população pré-estabelecida e o segundo detectar casos de câncer que serão encaminhados para o Hospital Regional que é referencia no tratamento oncológico na região norte do país”, finalizou.

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