Posts Marcados hospital sírio libanês

É preciso discutir quanto custa prolongar a sobrevida, diz Paulo Hoff

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo (Maria Cristina Frias | Taís Hirata) e veiculado no site da Interfarma, 24 de abril de 2017).

Para o oncologista Paulo Hoff, os novos medicamentos imunoterápicos, quePaulo Hoff revolucionaram o tratamento do câncer nos últimos anos, são um fator importante na derrocada final da doença, mas não a solução.

Hoff, que é diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) e do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, afirma que nem todos os tipos de tumores respondem ao tratamento, que estimula a resposta imune contra as células do câncer. O custo da medicação, entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, é outro entrave importante.

Em entrevista à Folha, ele afirma que é preciso discutir como oferecer esses medicamentos aos pacientes do SUS.

Folha – Qual o papel da imunoterapia no tratamento de câncer e como lidar com o seu alto custo?

Paulo Hoff – O sistema imunológico é feito para atacar o que não conhece, mas o câncer herda a capacidade de não ser reconhecido e sobreviver. A imunoterapia suprime o mecanismo que o câncer usa para afastar o ataque, com efeitos colaterais menos frequentes, embora eles possam ser graves. É um fator importante na derrocada final [da doença, mas está longe de ser um tratamento perfeito e a solução final. Apenas uma fração dos pacientes responde a esses medicamentos. Os tumores com mais alterações moleculares têm mais chance. O mais clássico são os tumores por uso do cigarro. Funciona bem para fumantes e não tão bem para não fumantes. Melanomas têm alta taxa de resposta. Câncer de rim também.

Mas a precificação dos imunoterápicos foi feita de forma muito problemática, a meu ver. O preço de uma droga tem de cobrir o seu desenvolvimento e o de medicamentos pesquisados que não deram certo, além de gerar um valor para o acionista que investiu na empresa farmacêutica. Isso é caro, mas a precificação não segue mais esta lógica. A lógica é quanto o mercado tolera de preço e não quanto vale efetivamente o produto.

Folha – Hoje é tudo importado?

Sim, mas nem os EUA conseguem bancar o custo dessas medicações para todos os pacientes que precisam. A solução não é fácil. Se você é uma empresa com um bom produto, você quer ganhar com ele, gerar lucro para os acionistas, o que é legítimo. O problema é que está sendo demais.

Folha – Há poucas farmacêuticas com essas medicações?

Minha esperança é que esse número tem crescido. No Brasil já temos três desses anticorpos aprovados e outros estão a caminho. A competição do mercado pode ter um efeito positivo. Existe um drama da precificação nos anticorpos, que já têm um custo elevado, e que estão sendo repassados mais altos ainda, e existe um problema também com as drogas moleculares, que são baratas, mas também estão sendo vendidas a um custo elevado. A primeira maneira de reduzir o custo é a competição. A segunda é a definição de quem são os indivíduos que vão se beneficiar.

Temos hoje no Brasil e no mundo a ideia de que tudo é para todos, e utopicamente esse é um conceito interessante, mas, na realidade, talvez devêssemos trabalhar com um conceito diferente: quem precisa, o que funciona. Está muito claro que as terapias atuais têm limitações, não funcionam para todos. Se o custo se mantém, mas a população que recebe é reduzida, limitando-se aos que têm mais chance de ter benefício, o custo cai.

Folha – Quanto custa o tratamento e qual é a demanda?

São tratamentos que vão de R$ 30 mil a R$ 50 mil por mês. A sociedade paga alguns, mas 20 mil pacientes… A demanda cresce dia a dia, e nem todo paciente de câncer responderá àquela medicação, mas as indicações vão aumentando.

A indústria farmacêutica tem de repensar o modelo de precificação. Ela tem um período limitado para ter seu lucro, que é o período da patente. É justo, é assim que se consegue o investimento. Hoje nenhuma instituição de fomento e nenhum governo no mundo consegue investir o que a indústria farmacêutica investe. Simplesmente não teríamos os remédios. O Estado tem de dar a medicação quando realmente houver o benefício, porque essa é uma maneira de reduzir o custo. São mais de 100 mil [que precisam] por ano. Este drama não é só nosso, é do mundo todo. É insustentável.

Folha – Como vê a judicialização?

A judicialização dificulta o planejamento porque há mais de uma via de acesso. A decisão é tomada por alguém que tem pouco conhecimento médico. Há situações em que a judicialização é válida, porque sem ela o sujeito ficaria desassistido, mas às vezes cria-se uma obrigatoriedade de o governo pagar por algo que não faz sentido.

Existe um esforço de criar câmaras técnicas que ajudem os juízes na decisão. É o exemplo da fosfoetanolamina. Os juízes começaram a dar liminares forçando governos a ceder a substância como se ela fosse a salvação. O primeiro estudo mostra que ela não é a panaceia que se imaginava. E o medicamento está sendo distribuído como se fosse curar todo mundo que encosta nele. A distribuição farta pelo Judiciário não seguiu nenhuma lógica científica. A imunoterapia é algo promissor, mas ela tem limitações. Não é a solução e tem um custo que, infelizmente, tem de ser repensado. O conceito de quanto vale prolongar a sobrevida é algo que precisa ser discutido. Uma vida não tem preço, mas tem um custo. Não cabe ao médico individualmente tomar a decisão de quanto vale a pena pagar para que um indivíduo viva “x” meses a mais, mas à sociedade.

Folha – Que instituições hoje têm acesso à imunoterapia?

Todas as instituições privadas no Brasil têm acesso à imunoterapia. As públicas, só com protocolo de estudo clínico ou por judicialização, que dificulta mais a solução do problema. O que for utilizado para cobrir imunoterapia de um paciente será removido do tratamento de outro. A sociedade tem de demandar que o governo discuta em que condições incorporaria [os medicamentos]. E ninguém melhor que os governos para negociar com as empresas um preço melhor, porque têm um volume muito grande. Não sou contra a judicialização, até porque ela força o governo a olhar com mais carinho para o que deve ser incorporado no SUS, mas a judicialização indiscriminada afeta o planejamento. E tudo para todo o mundo é extremamente caro. Os Estados Unidos estão investindo 20% do PIB na saúde, mas não conseguiram universalizar o atendimento, mesmo gastando essa fortuna gigantesca.

Uma coisa é dizer que o SUS não tem condição de oferecer imunoterapia para câncer de pulmão, em que o benefício é menor, mas, no caso do melanoma, em que o benefício é muito grande, há de se fazer uma discussão para ver como incorporar ao menos para parte desses pacientes. Os tratamentos são muito novos, mas há uma população com melanoma que responde em 80% dos casos –em pouco mais de 10% o tumor some. Teremos de ver se isso se sustentará. No câncer de pulmão, o tratamento faz com que os pacientes vivam mais, mas não temos um grande número de casos com cura. E isso nos deixa em situação delicada: a notícia é dada com tanta ênfase que não corresponde à realidade e, em outros casos, talvez falte mais ênfase. Tem situações em que a imunoterapia só prolonga a sobrevida por um curto tempo, e esse custo é difícil de justificar, mas a situação que pode levar à resposta completa e possivelmente à cura tem de ser mais discutida.

Folha – Como é trabalhar ao mesmo tempo no Sírio e no Icesp?

É difícil por serem duas realidades muito diferentes. Em 2007, o Icesp tinha 8 consultórios e 12 vagas de quimioterapia. Conseguimos aumentar muito o volume e atender uma população que antes não sei como era atendida. Hoje temos 130 consultórios e 500 leitos. Acho que aproximamos o tratamento feito no SUS e no sistema privado. Essa aproximação, porém, diminuiu um pouco com a incorporação das drogas de alto custo, mas vamos continuar brigando. Temos defeitos, o PS tem filas, e temos nos esforçado para melhorar. Não é fácil, mas é bom ter as duas perspectivas, porque faz com que busquemos ter no sistema público o que temos no privado.

, , ,

Deixe um comentário

Um gaúcho na Diretoria Executiva do Hospital Sírio-Libanês

1O economista Fernando Andreatta Torelly (foto) foi anunciado como novo executivo do HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS, de São Paulo. Com mais de 30 anos de experiência desempenhando funções em hospitais de referência de Porto Alegre, Torelly assumirá como Diretor Executivo de um dos mais importantes hospitais da América Latina, fundado em 1921 por imigrantes da comunidade sírio libanesa no Brasil. O Sírio Libanês possui cerca de 6 mil colaboradores e registrou crescimento de 15% em 2015, com um faturamento de mais de R$ 1,4 bilhão. Em fase final de ampliação, e com três unidades em São Paulo (capital) e duas em Brasília (centros de oncologia), a instituição conta com 451 leitos e possui um projeto de expansão em andamento que chegará a 656 leitos.  Segundo nota do portal Setor Saúde, da FEHOSUL, o convite para assumir a função foi feito diretamente pela direção do Sírio Libanês.

Em entrevista ao portal, o contratado disse que “O ponto principal deste desafio, é poder2 participar de um projeto nacional, em um dos principais hospitais da América Latina. Entendi que não tinha como dizer não”.

Torelly deixa o cargo de Superintendente Executivo do HOSPITAL MOINHOS DE VENTO, mas passará a fazer parte do Conselho de Administração da instituição gaúcha. “Ter a oportunidade de continuar contribuindo e fazer parte de duas governanças [no Sírio e no Moinhos] é uma situação bastante privilegiada para quem está na área de gestão em saúde” resume Torelly.

Torelly destacou os projetos de expansão do Sírio Libanês como os investimentos em Brasília, que a partir de agora, ocuparão o seu dia a dia. “É um hospital que tem planos de crescimento extremamente robustos”.

O médico Paulo Chapchap, Superintendente de Estratégia Corporativa do Sírio Libanês confirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico, investimentos de R$ 500 milhões na capital fluminense. A instituição planeja também a construção de um hospital para pacientes de doenças crônicas, orçado em R$ 250 milhões. Esse novo hospital será erguido num terreno de 5 mil m² na avenida Nove de Julho, em São Paulo, também próximo ao hospital principal. Em Brasília, o atual centro de oncologia está sendo ampliado com investimento de R$ 2,5 milhões e ficará pronto em novembro. Torelly acredita que o mercado de Porto Alegre, como o de São Paulo, possui uma competitividade alta, porém com menos recursos disponíveis para investimento. “Em Porto Alegre, nós temos a obrigação de ser eficientes, mas com menos recursos. Acredito que um pouco desta experiência, de conseguir ter qualidade num mercado restritivo, poderá contribuir. O Sírio possui projetos para a busca constante da melhoria da produtividade operacional”.

O executivo diz que levará para São Paulo valiosos aprendizados adquiridos nos anos em que atuou no mercado de saúde de Porto Alegre. “Porto Alegre é uma cidade com uma imagem muito positiva da qualidade de gestão na saúde. Aqui, conheci pessoas competentes, tanto na área pública como na privada. Profissionais que estão sempre se qualificando e buscam aperfeiçoamento e com compromisso em fazer bem o seu trabalho.

A formação de grandes redes ou grupos econômicos é, na visão de Torelly, um fator que deverá moldar o cenário da saúde brasileira nos próximos anos. O executivo defende uma maior integração entre os hospitais e sistemas de saúde para entregar qualidade assistencial, com resultados econômicos, mesmo em um cenário que apresenta aumento constante nos custos da saúde. “A compra de hospitais por grandes redes e a entrada de capital internacional são fatores que forçam os hospitais filantrópicos, como Moinhos, o Mãe de Deus, Sírio Libanês e outros a não trabalharem mais de uma forma isolada, como ‘ilhas’. De alguma maneira eles devem ter uma estratégia de colaboração, para que possam ter ganho de escala e de resultados. Acredito que devemos criar redes de colaboração entre as instituições para que existam os ambientes de concorrência e os ambientes de colaboração. Nós temos que gerar mais resultados. A saúde está ficando muito cara, e com a margem econômica que os hospitais estão conseguindo, eles não conseguirão acompanhar a demanda de investimentos”.

Fernando Andreatta Torelly nasceu em 1964, na cidade de Porto Alegre. Graduado em Ciências Econômicas (PUCRS), possui especializações em Administração de Recursos Humanos, Administração Hospitalar e Negócios da Saúde (IAHCS) e mestrado em Administração de Empresas (PUCRJ). Atua como docente de programas de pós ¬graduação nas instituições IAHCS/Fasaúde e FGV. Foi vice Presidente Administrativo do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e atuou como Gerente de Recursos Humanos do Hospital Mãe de Deus e no Clinicas. Atua no Hospital Moinhos de Vento desde 2008 e em maio de 2012 passou a ocupar cargo de superintendente executivo. Em 2014, assumiu como presidente do Sindicato dos Hospitais de Porto Alegre (Sindihospa. Em 2015, recebeu reconhecimento como um dos “100 Mais Influentes da Saúde”, na categoria Gestor na Saúde. Em 2016, foi eleito diretor da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul.
3A direção do HOSPITAL MOINHOS DE VENTO definiu o economista Mohamed Parrini, atual Superintendente de Finanças e Operações, como novo Superintendente Executivo.  Em entrevista para o Portal Setor Saúde, realizada logo após o anúncio, Mohamed Parrini salientou: “Fizemos parte do grupo que entrou para o Hospital cerca de 9 anos atrás com o dr. Polanczyk, hoje aposentado, e que buscou, juntamente com o Conselho de Administração, representado na época pelo dr. Jorge Gerdau, dar um novo dinamismo e profissionalização para o Moinhos de Vento. Saímos de um faturamento de cerca de 170 milhões de reais para um faturamento superior a R$ 600 milhões”.

Dentre as mudanças gerenciais destacadas pelo novo superintendente, implementadas ao longo deste período, estão avanços como “estabelecimento da meritocracia, valorização das pessoas e do corpo clínico, além de melhoria na comunicação interna, incorporação de conhecimento e o aumento da segurança do paciente”, resume. Mohamed Parrini disse que a escolha de seu nome é parte da continuidade e do reconhecimento a este projeto amplo e bem-sucedido de fortalecimento da marca.

“A gente tem uma missão, que é cuidar de vidas. E representar o Rio Grande do Sul da melhor forma possível, no Brasil e na América Latina. Quando os gaúchos precisarem estaremos presentes com a melhor medicina, comparada aos melhores centros médicos do mundo. Este é o nosso papel”, defendeu Mohamed.

O executivo falou também sobre os recentes investimentos anunciados pela instituição.4 “Estamos investindo mais de 400 milhões de reais. Somente neste ano serão investidos mais de 100 milhões. Estamos construindo um prédio novo, com mais de 46 milhões em tecnologias novas. Estes investimentos são bastante agressivos. Fazemos por acreditar no Rio Grande do Sul. Não estamos numa corrida de cem metros, estamos em uma maratona. Parte da minha missão, juntamente com o atual presidente do Conselho, dr. Eduardo Bier, é que daqui há cem anos, o Moinhos continuará aqui, forte e firme”.

Ainda sobre o futuro, Mohamed Parrini disse: “Temos como meta continuar mudando e crescendo. O nosso foco é fomentar ainda mais a tecnologia, investir em infraestrutura, em processos, na acreditação internacional, e em nossa afiliação com a Johns Hopkins, sempre reforçando o foco na segurança do paciente. E apoiar ainda mais o desenvolvimento do corpo clínico.

Economista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com especialização em logística, Mohamed Parrini possui extensão executiva pela Harvard Bussiness School na área de estratégia, em programa que teve docência de Michael Porter. É também mestre em Filosofia.O Hospital Moinhos de Vento informou, segundo a mesma fonte que, a partir de março deste ano, a Presidência do Conselho de Administração será exercida pelo conselheiro Eduardo Bier de Araújo Correa. O empresário – que hoje é vice-presidente, teve seu nome aprovado por unanimidade pelos demais conselheiros e associados para o exercício da função.

, , , ,

Deixe um comentário

Quem Procura, Cura – projeto inovador na cidade de Belterra (AM/Brasil)

belterra 4Projeto inovador mobiliza equipe de especialistas na detecção do câncer colorretal em população da Amazônia

Um importante e inédito projeto está se desenvolvendo numa região onde até então, de acordo com a visão leiga do assunto, se poderia considerar improvável candidata ao mesmo: O Rastreamento do Câncer Colorretal em Belterra, município amazonense com 16 mil habitantes localizado há 106 quilômetros da cidade de Santarém.

O projeto, cuja chamada da campanha é “Quem procura, cura” – Campanha de Prevenção e Detecção do Câncer no Intestino, alia objetivos assistenciais e de pesquisa promovendo atendimentos gratuitos a mais de 2 mil pessoas na faixa etária de 50 a 70 anos. Várias importantes instituições estão engajadas: Hospitais Sírio Libanês, Boston Scientific, Gastro Com Fujinon, Hospital Albert Einstein, Prefeitura de Belterra, Dasa e o Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará, que é administrado pela parceria Governo do Estado e Pró-Saúde.

Segundo entrevista concedida à assessoria de imprensa do HRBA (Hospital Regional do Baixo Amazonas) na ocasião do lançamento da campanha (outubro de 2014), o médico coloproctologista do Hospital Sírio-Libanês, Marcelo Averbach afirma que a proposta do projeto foi realizar o rastreamento em população da Amazônia. “No Brasil não existe uma política definida de rastreamento do câncer colorretal na verdade quando falamos de campanha de rastreamento é um trabalho que não tem fim, obviamente as gerações se sucedem e nós estamos dando o “ponta pé inicial” em um projeto que não tem data para terminar”, afirma.

belterra 3

Chegada da equipe à Belterra. Em destaque, Francisco Ou (Diretor de Marketing Boston Scientific).

Na mesma ocasião, o Cirurgião do Hospital Albert Ainstein, Angelo Ferrari, falou que a ideia do projeto será detectar as lesões benignas e realizar remoção das mesmas logo após a detecção e, em casos de diagnostico de câncer de cólon, os pacientes serão referenciados para o HRBA onde será dado o prosseguimento no tratamento. “Este exame permite que a gente identifique as lesões que após algum tempo podem virar câncer de cólon, então a gente retira essas lesões enquanto elas ainda são benignas e com isso a gente diminui a incidência do câncer de cólon e a mortalidade do câncer de cólon. Esse trabalho esta esquematizado para durar um pouco mais de um ano, a ideia é fazer mutirões, cada mutirão terá duração de quatro dias e vai atender até 130 pacientes em cada mutirão e o total de pacientes ficará em torno de 2,5 mil pacientes”, disse Ângelo.

Para o coordenador de oncologia do HRBA, Marcos Fraga Fortes, a realização do trabalho de rastreamento de câncer na região Oeste Paraense complementa todo o projeto desenvolvido pela equipe de oncologia do HRBA que, há aproximadamente seis anos, se instalou em Santarém e iniciou um trabalho minucioso sobre os mitos e verdades do câncer em comunidades mais distantes. “Este é um projeto muito importante e que vem de uma continuidade de projetos que já realizamos a quase seis anos, isso culmina agora com o convênio por meio de um convênio com a Boston Scientific e o Hospital Sírio Libanês. É consequência de um trabalho que vem amadurecendo e trazendo melhores frutos”, Marcos Fortes.

O Diretor Geral do HRBA, Hebert Moreschi, falou da importância de cada empresa e instituição no desenvolvimento deste projeto que nasce da união de todos em busca de um bem maios, desenvolver saúde de média e alta complexidade no coração da Amazônia. “A iniciativa de empresas referencias vindas de outros locais foi de extrema importância para desenvolver políticas de saúde na nossa região. Este projeto possui dois objetivos que é desenvolver a pesquisa cientifica entre a população pré-estabelecida e o segundo detectar casos de câncer que serão encaminhados para o Hospital Regional que é referencia no tratamento oncológico na região norte do país”, finalizou.

, , , , , , , ,

1 comentário

%d blogueiros gostam disto: