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Rol da ANS melhora tratamento do câncer de pulmão

O tratamento contra esse tipo de tumor, o mais mortal no mundo, vai melhorar no Brasil. Especialista explica o porquê.

(fonte blog “Com a Palavra” – Saúde, matéria na íntegra) 

Cancer Pulmao

Estima-se que, até 2029, o câncer vai superar as doenças cardíacas e se tornar a principal causa de morte no país. Em Porto Alegre, é provável que isso ocorra já em 2018, tornando a capital gaúcha a primeira grande cidade do Brasil a observar esse fenômeno.

Apesar dos diversos avanços no tratamento do câncer alcançados nas últimas décadas, como no caso dos tumores de mama, a mortalidade por outros tipos, como o de pulmão, continua elevada. Entre outros motivos, isso se relaciona com o diagnóstico tardio e a falta de acesso às terapias inovadoras, que podem beneficiar pacientes aumentando a sobrevida e melhorando o convívio com a doença.

Um novo remédio passa, em média, dez anos em estudo antes de chegar ao mercado. Mas o acesso do paciente a uma terapia inovadora depende, na maioria das vezes, da capacidade do governo e dos planos de saúde em oferecê-la.

Daí a importância da ampliação do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgado em novembro de 2017. A lista, revisada a cada dois anos para atualizar a relação mínima de tratamentos que devem ser oferecidos pelas operadoras de planos de saúde, incluiu 18 novos procedimentos, entre exames, terapias e cirurgias.

Um ótimo exemplo das inserções no rol da ANS em 2018 é uma terapia-alvo indicada para um subtipo do câncer de pulmão: o de não pequenas células com mutação do EGFR. O tumor de pulmão é o que mais mata no Brasil e no mundo, sendo responsável por 18,2% de todas as mortes por câncer. Só no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, em 2016/2017, foram cerca de 28 220 novos casos (17 330 em homens e 10 890 em mulheres).

A disponibilização pelas seguradoras desse medicamento, batizado de afatinibe, é uma vitória a partir de um intenso trabalho de entidades representativas de pacientes, da classe médica e da indústria farmacêutica junto aos órgãos responsáveis. Ela representa um marco no tratamento da doença em nosso país, porque aumenta o leque de opções para muitas pessoas.

É relevante frisar também que ações simples tomadas por parte da própria população podem melhorar o cenário da doença. Primeiro, precisamos ter atenção especial aos sintomas iniciais do câncer de pulmão, que às vezes se assemelham aos de uma gripe que não melhora (falta de ar, emagrecimento, tosse, entre outros). O mais indicado é que, ao persistirem esses sintomas por mais de três dias, sem que eles possuam uma origem clara, a pessoa procure orientação médica.

Soma-se a isso a importância do diagnóstico correto do subtipo da doença. O câncer de pulmão possui muitas versões – cada qual com diferentes estratégias de combate. Por isso, ao constatar o problema, o paciente deve sempre passar por testes para identificação exata do subtipo de sua enfermidade, e dessa forma iniciar o tratamento mais adequado.

Novidades como a inclusão do afatinibe no Rol da ANS devem ser celebradas. É dessa forma que poderemos proporcionar aos pacientes uma melhora significativa dos sintomas, além de uma expectativa maior no sucesso do tratamento.

*Carlos Barrios é oncologista especializado em câncer de pulmão e diretor do Hospital do Câncer Mãe de Deus (Porto Alegre/RS).

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Dezembro Laranja: é preciso prevenir, diagnosticar e tratar o câncer mais comum no país

(fonte: site Infomoney – clique AQUI para ver a notícia no site)

O “Dezembro Laranja” tem o objetivo de estimular a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele, sendo este tipo, considerado o mais comum no país. No tratamento, em um único procedimento, o cirurgião plástico pode remover o câncer de pele, reconstruir o local e devolver ao máximo a sua função.

Assim como acontece em vários meses durante o ano, em dezembro também há a conscientização sobre a prevenção de um tipo de câncer. O “Dezembro Laranja” tem o objetivo de estimular a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele, sendo este tipo, considerado o mais comum no país. Os melanomas são originados nas células produtoras de melanina, substância responsável pela pigmentação da pele. É considerada a forma mais séria da doença cutânea. Já os não melanomas representam a maioria dos casos, mais de 90%.

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“O câncer de pele ainda é mais frequente em pessoas com mais de 40 anos e é raro em crianças e pessoas de pele mais escura. Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas”, disse Maurício Viana, médico oncologista, membro da Sociedade Americana de Oncologia e chefe do setor de oncologia do Hospital da Aeronáutica do Recife.

O oncologista ainda destaca que quando descoberta no início, a doença apresenta um alto percentual de cura. “Esse tipo de câncer pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida, como um nódulo avermelhado ou como uma ferida que não cicatriza”, disse Maurício Viana.

Já a dermatologista Lígia Guedes lembra que a maioria dos casos de câncer de pele pode ser evitada com medidas simples de prevenção. “Deve-se usar o filtro solar, mesmo que a pessoa não fique exposta aos raios ultravioletas. Além disso, é melhor evitar tomar sol entre 10h e 16h”, afirmou a médica da Clínica Pele e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Lígia Guedes.

O cirurgião plástico também é responsável pela remoção cirúrgica de lesões cancerígenas e demais lesões da pele. Para isso, o especialista utiliza técnicas especializadas para preservar sua saúde e imagem.

“Embora nenhuma cirurgia fique sem cicatriz, o cirurgião plástico fará o possível para tratar o câncer de pele sem mudar radicalmente sua aparência. Além disso, utilizando técnicas de cirurgia plástica reparadora para minimizar as sequelas na região, é possível reconstruir o local, devolvendo ao máximo a funcionalidade do órgão”, destacou Paulo Hypacio, especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro da Associação Médica Brasileira.

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Diversidade biológica inspira busca de remédios

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Folha de São Paulo, Gabriel Alves – 11/12/2017

Uma iniciativa 100% nacional irá buscar novas substâncias originárias da biodiversidade das plantas brasileiras com o objetivo de levar novos remédios às prateleiras das farmácias. Apesar do estágio inicial em que as pesquisas se encontram, as expectativas são altas.

O laboratório farmacêutico Aché, o Laboratório Nacional de Biociências (integrante do CNPEM, Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) e a empresa Phytobios, especializada na prospecção e na obtenção de extratos da natureza, uniram-se na empreitada. O anúncio da parceria será feito nesta segunda (11).

Um dos dois projetos prospectará um medicamento oncológico. O outro deve ter aplicações em dermatologia ou em cosméticos, ao atuar como um agente antienvelhecimento.

O investimento na primeira fase de desenvolvimento é de R$ 10 milhões –metade do valor será pago pelo Aché. Do restante, uma parte fica a cargo da dobradinha CNPEM-Phytobios e outra, da Embrapii, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial.

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Nova terapia pode diminuir os episódios de enxaqueca

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(Jornal O Globo online 30/11/2017. autor: não mencionado)

Desenvolvimento de anticorpos diminuiria também o grau da dor.

Uma a cada sete pessoas no mundo sofrem com enxaqueca. Pois uma nova terapia para prevenir crises pode diminuir o tanto número quanto o grau delas, mostraram dois ensaios clínicos. De acordo com os testes realizados nos estudos, cerca de 50% das pessoas analisadas tiveram uma redução pela metade do número de episódios da dor por mês. Pesquisadores da King”s College Hospital, responsáveis pelo estudo, classificaram o resultado como um “enorme acordo”.

O tratamento é o primeiro a ser desenvolvido especificamente para prevenir as dores com o uso de anticorpos para alterar a atividade química no cérebro. Apesar dos bons resultados, mais estudos ainda serão necessários para avaliar os efeitos colaterais a longo prazo.

A pesquisa mostrou um composto químico no cérebro – péptido relacionado com o gene da calcitonina ou CGRP (na sigla em inglês) – que está envolvido tanto na dor quanto na sensibilidade para “disparar” a enxaqueca.

Quatro empresas de medicamentos estão na corrida para desenvolver anticorpos capazes de neutralizar o CGRP. Alguns trabalhos são no sentido de aderir ao CGRP, enquanto outros são para bloquear a parte de uma célula do cérebro com a qual o composto interage. Estudos clínicos em dois dos anticorpos foram publicados no jornal científico “New England Journal of Medicine”.

Um antibiótico, de uma empresa farmacêutica, o erenumab, foi testado em 955 pacientes com enxaqueca episódica. No início do estudo, os pacientes tiveram uma média de oito dias de episódios por mês. O estudo descobriu que 50% destes que receberam injeções do anticorpo diminuirão pela metade o número de dias em que a dor se manifestava. Cerca de 27% tiveram um efeito similar sem a utilização do tratamento, o que reflete também o fluxo natural da doença.

Segundo contou à BBC o professor Peter Goadsby, que liderou os ensaios com o erenumab no centro de pesquisa NIHR da King”s: “É um grande acordo porque oferece um avanço na compreensão do distúrbio e no desenvolvimento de tratamentos contra a enxaqueca”.

O estudo demonstra, então, além da redução da frequência das crises, uma diminuição da severidade das dores de cabeça.

“Esses pacientes vão ter parte de suas vidas de volta e a sociedade terá estas pessoas retornando às suas funções.”

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Reino Unido será primeiro país a vender Viagra sem receita

(IstoÉ independente, publicação de 29/11/2017)

O Reino Unido será, a partir de 2018, o primeiro país do mundo a vender sem receita o medicamento contra problemas de ereção Viagra, anunciou seu fabricante, a companhia farmacêutica americana Pfizer. A Pfizer anunciou na terça-feira (28) à noite que tinha recebido autorização da agência reguladora britânica.

A notícia abre a porta para que homens envergonhados de expor seu problema aos médicos possam resolvê-lo discretamente, embora os que têm doenças cardíacas ou tomam remédios que possam interagir com a substância continuarão precisando de receita.

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As autoridades esperam que esta medida acabe com as compras de Viagra em sites que funcionam ilegalmente. “Esta decisão é boa para a saúde masculina”, disse Mick Foy, da Agência Reguladora de Produtos Médicos e Sanitários do Reino Unido (MHRA).

Facilitar o acesso ao medicamento “estimulará os homens a procurarem ajuda dentro do sistema de saúde e aumentará a conscientização sobre os problemas de ereção”, acrescentou Foy.

“Alguns homens evitavam buscar apoio e tratamento para esta condição, então acreditamos que dar a eles a opção de falar com o farmacêutico e comprar Viagra Connect pode ser um passo realmente positivo”, disse Berkeley Phillips, diretor médico da Pfizer no Reino Unido.

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OPMED – Congresso Nacional de OPME, em Riberão Preto

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O OPMED – CONGRESSO NACIONAL DE OPME UNIMED, em sua 3ª edição, reúne importantes nomes do segmento de Órtese, prótese e materiais especiais. O encontro tem o principal intuito de fomentar novas ideias para o segmento que movimenta, aproximadamente, mais de 14 bilhões de reais por ano. A ACS está no estande da Suprimed, participando deste evento. Juntas, Suprimed e ACS levam aos participantes do Congresso informações sobre o sistema PillCam (Medtronic) de cápsula endoscópica. O Congresso está acontecendo em Ribeirão Preto e vai de hoje até sábado.

Maiores informações, clique AQUI

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Diabetes mata 1 pessoa a cada 6 segundos; obesidade aumenta risco

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(Veículo: Folha Vitória – Data: 14/11/2017, autor: não informado)

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em diabéticos. Mais de 415 milhões de pessoas vivem com diabetes no mundo, sendo 14,3 milhões apenas no Brasil, e o número deve subir para 642 milhões até 2040.

Apesar de bastante comum e tratável, muitos diabéticos não controlam a doença e sofrem graves consequências, como amputação de membros, cegueira e problemas cardiovasculares. Neste dia Mundial de Diabetes, lembrado nesta terça-feira (14), o R7 conversou com especialistas para alertar a população sobre os perigos desta doença silenciosa, que mata uma pessoa a cada 6 segundos no mundo.

A diabetes é uma doença que provoca o aumento de açúcar no sangue como resultado do mau funcionamento da insulina — hormônio responsável por transportar o açúcar para dentro das células do corpo.

Há dois tipos de diabetes: o 1 e o 2, segundo a endocrinologista e professora adjunta de Endocrinologia e Metabologia da Universidade Federal do Paraná, Rosangela Réa. “O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que leva à destruição das células do pâncreas. Geralmente, ela é descoberta na infância e adolescência e atinge cerca de 10% dos portadores. O início é repentino e os sintomas, graves, por isso, é necessária reposição imediata de insulina. Já no diabetes tipo 2, o paciente pode até produzir insulina, mas com algum defeito ou ela não é aproveitada de forma correta pelo organismo. Isso acontece em mais de 90% dos casos. Este tipo costuma aparecer depois dos 40 anos. Porém, devido aos maus hábitos, pacientes cada vez mais jovens estão sendo diagnosticados”. O diagnóstico da diabetes é simples e feito por meio testes de glicemia e exames de sangue, o que poderia ser feito no atendimento básico. Os casos menos graves podem ser tratados com um clínico geral, por exemplo, mas o ideal é procurar um especialista, explica o endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Luiz Turatti.

 “Com a evolução da doença, há necessidade de se fazer reajustes nos medicamentos, modificando o tratamento. Não é só tratar a doença, mas também as complicações. Sabe-se que 80% dos pacientes diabéticos morrem de doenças cardiovasculares e podem sofrer com outros problemas, como cegueira. 50% dos pacientes já sofrem com complicações quando descobrem a doença. ” Ainda segundo Rosangela, a diabetes pode não ter sintomas em muitos casos, mas os sinais mais comuns são muita sede, vontade de fazer xixi várias vezes e perda de peso. “É preciso conscientizar a população de que a diabetes tipo 2 está aparecendo cada vez mais cedo por causa da obesidade e dos maus hábitos. Por isso, a incidência está aumentando cada vez mais”. Mata mais que AIDS As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em pacientes diabéticos do tipo 2. Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento que costuma incluir mudança de hábitos de vida e, em alguns casos, medicação, diz Rosangela. “O paciente pode ficar anos com a doença e, quando recebe o diagnóstico, já sobre com as complicações, que atingem tanto pacientes do diabetes tipo 1 quanto do tipo 2. Estudos mostram que a melhora do controle glicêmico reduz esses problemas, como risco de infarto, cirurgia de catarata, amputações etc”. Segundo a especialista, dados da Federação Internacional de Diabetes mostram que a doença mata mais que a AIDS, malária e tuberculose juntas. Em 2015, 5 milhões de pessoas morreram no mundo vítimas da diabetes, sendo 130 mil apenas no Brasil. Ou seja, uma pessoa morre a cada 6 segundos por causa da doença. “ No mesmo ano, o Brasil gastou R$ 21,8 bilhões com pacientes diabéticos e o 5º País que mais gasta com a doença. Grande parte dessas despesas ocorre por causa das complicações, que poderiam ser evitadas com o bom controle da doença. Estudos mostram que apenas 26,8% dos pacientes com diabetes tipo 2 controlam o índice glicêmico. No tipo 1, a porcentagem é de 10,4%”, completa Rosangela. Prevenção e fatores de risco A diabetes tipo 1 é genética, então não há como evitar. Já a diabetes tipo 2 é intimamente ligada à obesidade e ao sedentarismo, além de herança genética. Mulheres grávidas também podem desenvolver a diabetes gestacional e, futuramente, têm mais chances de ter a doença, segundo a endocrinologista do Hospital 9 de Julho Roberta Frota Villas Boas. “Não necessariamente ela vai ter diabetes, mas é uma forte candidata, por isso ela precisa cuidar do peso e da alimentação”. Muita gente associa a diabetes ao hábito de comer muito doce. Porém, se a pessoa não tiver tendência, ela não vai desenvolver a doença mesmo se “entupir” de guloseimas, explica Roberta. O que de fato pode desencadear o problema é a obesidade. “O tecido gorduroso produz uma série de substâncias que são prejudiciais à algumas funções do nosso corpo, entre elas, a produção de insulina. Esse hormônio é o responsável pelo aproveitamento da glicose [açúcar] ser aproveitado nas células. Com o aumento de peso, o pâncreas produz menos insulina, que fica sobrando no sangue”. Pacientes que costumam fazer exames periódicos podem ser diagnosticados com pré-diabetes, ou seja, antes que a doença se desenvolva. “Se o paciente tiver alimentação saudável, fazer atividade física e perder peso ele pode reverter o quadro. ”, afirma Roberta. Tratamento para vida normal Em pacientes com diabetes tipo 1, o único tratamento é o uso de insulina, já que o paciente não produz este hormônio. Já no tipo 2, dependendo da gravidade do quadro, o paciente pode se tratar com medicamentos orais e mudança de hábitos, como a prática de atividade física e alimentação saudável.

Posteriormente, ele pode precisar de insulina, explica Rosangela. Para injetar a insulina no corpo, alguns pacientes, principalmente os do tipo 1, utilizam a bomba de insulina, que é um equipamento que libera quantidades pequenas do hormônio durante o dia. O problema, segundo Roberta, é o alto custo do aparelho. “A bomba é a forma mais eficaz e moderna de aplicar insulina, mas o custo é elevado [a partir de R$ 12 mil]. É um cateter que fica acoplado na pessoa e libera as doses calculadas para aquele paciente, de acordo com o estilo de vida dele etc. O tratamento é totalmente individualizado. Por isso, o mais comum é a utilização da caneta e da seringa, que é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ”. A partir de 2018, unidades do SUS vão distribuir a caneta a 100 mil crianças com diabetes do tipo 1. Ainda segundo Turatti, para reverter o quadro de diabéticos no Brasil é necessário que as pessoas tenham mais educação sobre a doença. “É um absurdo a quantidade de informações falsas sobre tratamentos milagrosos que prometem curar a doença ou que orientam o paciente a deixar de tomar os medicamentos. A diabetes não tem cura, mas tem controle”.

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Hospital do Câncer de Barretos inaugura unidade em Campinas (SP)

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O Hospital do Câncer de Barretos inaugurou recentemente sua unidade em Campinas, o Instituto de Prevenção do Câncer. Com o objetivo de atender 300 pacientes/mês, nasce de um compromisso firmado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no caso Basf/Shell, relativo à contaminação em Paulínia que afetou cerca de mil trabalhadores da empresa.

No Instituto serão realizados exames de papanicolau, mamografias, consultas e cirurgias de menor complexidade. O centro de diagnóstico terá centro cirúrgico com duas salas para procedimentos, consultórios, salas de coleta de papanicolau, salas para ultrassom, para exames e biópsias de mama, salas de treinamento e videoconferência, salas para realização de mamografias com equipamento digital, e sala de biópsia de mama equipada com mesa de estereotaxia.

Para funcionar, a unidade dependerá de recursos vindos do SUS, de doações e de um convênio com a Prefeitura de Campinas, que ainda está sendo negociado. Posteriormente, serão colocadas em funcionamento cinco carretas, sendo quatro destinadas a exames preventivos e uma para campanhas educativas itinerantes.

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DRGE – mudanças na dieta melhoram sintomas. Novidade?

tradução e adaptação: Daniel Souza

Para quem sofre com o Refluxo Gastresofágico (DRGE), existem algumas recomendações relativas à rotina alimentar as quais, por mais conhecidas que sejam, recordá-las nunca é demais.

Em recente artigo, a Nutricionista Stefani Pappas (St. Francis Hospital, NY) defende que mudanças na dieta podem aliviar em muito os sintomas do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Ela pondera que o tratamento medicamentoso, às vezes, se faz necessário, mas que tratar o problema sob o ponto de vista nutricional pode trazer bastante conforto ao paciente.

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Hortelã, pimenta e frituras – lindo prato, mas uma verdadeira “viúva negra” para quem sofre com a DRGE

Segundo Pappas, alimentos fritos e gordurosos são um veneno, por isso sugere que as batatas sejam cozidas ao invés de fritas. O leite integral deve ser evitado, bem como carnes processadas. Recomenda evitar também alimentos de teor ácido, que exacerbam a DRGE, tais como laranja, limão, abacaxi, salsa e tomate (inclusive molhos). Aos chocólatras e “cafezólatras”, más notícias. O chocolate e o café possuem respectivamente Metilxantina e a já bem conhecida Cafeina, ambos estimuladores do relaxamento do esfíncter esofágico inferior, contribuindo para a DRGE. Doces ou alimentos à base de menta e temperos picantes (a base de pimenta) também colaboram para o aumento do refluxo. E, por fim, o que não é segredo, evitar bebidas alcoólicas.

Na lista dos alimentos altamente recomendáveis, Pappas sugere farinha de aveia (rico em fibras e capaz de absorver ácidos do estômago, reduzindo os sintomas do refluxo), pães e arroz integrais. Melão, banana, maçã e pêra também são amigos do seu estômago. Na lista de carnes entram frango, peru e os peixes (carnes magras), desde que cozidos e com baixo teor de gordura no processo. Abacates, nozes e todo alimento composto de gorduras saudáveis pode ajudar.

Outras recomendações úteis preconizadas pela Dra. Stefani Pappas acompanham o tratamento: após a refeição, permanecer ereto por duas horas, mastigar demoradamente os alimentos, bem como modificar o ângulo do travesseiro quando for deitar, algo em torno de 15 a 20 centímetros.

fonte: Gastroenterology & Endoscopy News

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O que a morte de Mary Tyler Moore pode nos dizer sobre o Diabetes tipo 1

fonte: Revista Life Science, tradução Daniel Souza

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Mary Tyle Moore – por 50 anos, administrando o Diabetes tipo 1

Mary Tyler Moore, atriz americana, famosa nos anos 70 por atuar no seriado televisivo que levava o seu nome,  morreu aos 80 anos, devido a complicações em decorrência do Diabetes tipo 1.

Moore morreu no dia 25 de janeiro de 2017. Segundo sua empresária, Mara Buxbaum, depois de entrar em crise cardiorrespiratória, ou seja, seu coração parou de bater. Recentemente, ela  havia contraído também pneumonia. O diagnóstico de Diabetes tipo 1 fora dado quando ela ainda tinha 30 anos, já famosa.

Com novos avanços na medicina, ter diabetes tipo 1 já não significa morte prematura, mas ainda tem um impacto significativo sobre o corpo ao longo do tempo.

“A principal impacto no corpo é a exposição crônica a níveis elevados de açúcar no sangue. Esses altos níveis de açúcar no sangue danificam vários órgãos, em particular olhos, rins e nervos, e tornando ainda mais crônicas as doenças cardiovasculares”, declarou o Dr. Robert Gabbay, Diretor do Joslin Diabetes Center em Boston, uma instituição de pesquisa sem fins lucrativos afiliada à Harvard Medical School.

Em pessoas com diabetes tipo 1, o pâncreas praticamente para de produzir insulina, o hormônio que permite que as células do corpo captem a glicose, para uso como fonte de energia (condição diferente da diabetes tipo 2, que ocorre quando o corpo não pode produzir insulina suficiente ou não consegue usar a insulina de forma eficaz.) Naqueles pacientes com diabetes tipo 1, a glicose acumula-se na corrente sanguínea e pode causar fadiga, fraqueza, perda de peso abrupta e micção excessiva quando não tratada. Eventualmente, de acordo com o Joslin Diabetes Center, a doença pode causar complicações, incluindo ataque cardíaco, derrames, cegueira e insuficiência renal.

Mas é possível morrer de complicações de diabetes tipo 1?

“Infelizmente, muito assim”, disse Gabbay à revista Live Science. “Na ausência de tratamento com insulina, as pessoas com diabetes morrerão ao longo do tempo. A exposição crônica a açúcares elevados no sangue pode danificar o coração eo cérebro, levando a ataques cardíacos e derrames”.

Isso ocorre porque a glicose no sangue pode danificar os vasos sanguíneos, levando a um elevado risco de doença cardíaca, de acordo com o Joslin Diabetes Center. Os vasos sanguíneos danificados também podem causar danos a longo prazo nos músculos e nos rins.

“No entanto, graças a evolução dos tratamentos, as pessoas com diabetes estão vivendo mais tempo”, disse Gabbay. Ele observou que no Joslin Diabetes Center, alguns diabéticos tem ultrapassado os 75 anos.

De fato, em um estudo de 2007 publicado na revista Diabetes Care, os pesquisadores analisaram dados de mais de 500 pessoas com diabetes tipo 1 que tinham sobrevivido 50 anos ou mais com a doença. Muitas dessas pessoas mostraram poucas complicações:

  • 40% não tinham doença ocular grave mesmo depois dos 50 a 80 anos de vida
  • 66% ainda produziam insulina

Por fim, o estudo sugere que algumas pessoas com diabetes tipo 1 são capazes de produzir insulina mesmo 50 anos após seu diagnóstico inicial.

“A boa notícia é que, com o tratamento e cuidados adequados, as pessoas com diabetes podem viver vidas normais e muitas das complicações associadas com diabetes podem ser evitadas”, afirma Gabbay.

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