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Diabetes mata 1 pessoa a cada 6 segundos; obesidade aumenta risco

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(Veículo: Folha Vitória – Data: 14/11/2017, autor: não informado)

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em diabéticos. Mais de 415 milhões de pessoas vivem com diabetes no mundo, sendo 14,3 milhões apenas no Brasil, e o número deve subir para 642 milhões até 2040.

Apesar de bastante comum e tratável, muitos diabéticos não controlam a doença e sofrem graves consequências, como amputação de membros, cegueira e problemas cardiovasculares. Neste dia Mundial de Diabetes, lembrado nesta terça-feira (14), o R7 conversou com especialistas para alertar a população sobre os perigos desta doença silenciosa, que mata uma pessoa a cada 6 segundos no mundo.

A diabetes é uma doença que provoca o aumento de açúcar no sangue como resultado do mau funcionamento da insulina — hormônio responsável por transportar o açúcar para dentro das células do corpo.

Há dois tipos de diabetes: o 1 e o 2, segundo a endocrinologista e professora adjunta de Endocrinologia e Metabologia da Universidade Federal do Paraná, Rosangela Réa. “O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que leva à destruição das células do pâncreas. Geralmente, ela é descoberta na infância e adolescência e atinge cerca de 10% dos portadores. O início é repentino e os sintomas, graves, por isso, é necessária reposição imediata de insulina. Já no diabetes tipo 2, o paciente pode até produzir insulina, mas com algum defeito ou ela não é aproveitada de forma correta pelo organismo. Isso acontece em mais de 90% dos casos. Este tipo costuma aparecer depois dos 40 anos. Porém, devido aos maus hábitos, pacientes cada vez mais jovens estão sendo diagnosticados”. O diagnóstico da diabetes é simples e feito por meio testes de glicemia e exames de sangue, o que poderia ser feito no atendimento básico. Os casos menos graves podem ser tratados com um clínico geral, por exemplo, mas o ideal é procurar um especialista, explica o endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Luiz Turatti.

 “Com a evolução da doença, há necessidade de se fazer reajustes nos medicamentos, modificando o tratamento. Não é só tratar a doença, mas também as complicações. Sabe-se que 80% dos pacientes diabéticos morrem de doenças cardiovasculares e podem sofrer com outros problemas, como cegueira. 50% dos pacientes já sofrem com complicações quando descobrem a doença. ” Ainda segundo Rosangela, a diabetes pode não ter sintomas em muitos casos, mas os sinais mais comuns são muita sede, vontade de fazer xixi várias vezes e perda de peso. “É preciso conscientizar a população de que a diabetes tipo 2 está aparecendo cada vez mais cedo por causa da obesidade e dos maus hábitos. Por isso, a incidência está aumentando cada vez mais”. Mata mais que AIDS As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em pacientes diabéticos do tipo 2. Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento que costuma incluir mudança de hábitos de vida e, em alguns casos, medicação, diz Rosangela. “O paciente pode ficar anos com a doença e, quando recebe o diagnóstico, já sobre com as complicações, que atingem tanto pacientes do diabetes tipo 1 quanto do tipo 2. Estudos mostram que a melhora do controle glicêmico reduz esses problemas, como risco de infarto, cirurgia de catarata, amputações etc”. Segundo a especialista, dados da Federação Internacional de Diabetes mostram que a doença mata mais que a AIDS, malária e tuberculose juntas. Em 2015, 5 milhões de pessoas morreram no mundo vítimas da diabetes, sendo 130 mil apenas no Brasil. Ou seja, uma pessoa morre a cada 6 segundos por causa da doença. “ No mesmo ano, o Brasil gastou R$ 21,8 bilhões com pacientes diabéticos e o 5º País que mais gasta com a doença. Grande parte dessas despesas ocorre por causa das complicações, que poderiam ser evitadas com o bom controle da doença. Estudos mostram que apenas 26,8% dos pacientes com diabetes tipo 2 controlam o índice glicêmico. No tipo 1, a porcentagem é de 10,4%”, completa Rosangela. Prevenção e fatores de risco A diabetes tipo 1 é genética, então não há como evitar. Já a diabetes tipo 2 é intimamente ligada à obesidade e ao sedentarismo, além de herança genética. Mulheres grávidas também podem desenvolver a diabetes gestacional e, futuramente, têm mais chances de ter a doença, segundo a endocrinologista do Hospital 9 de Julho Roberta Frota Villas Boas. “Não necessariamente ela vai ter diabetes, mas é uma forte candidata, por isso ela precisa cuidar do peso e da alimentação”. Muita gente associa a diabetes ao hábito de comer muito doce. Porém, se a pessoa não tiver tendência, ela não vai desenvolver a doença mesmo se “entupir” de guloseimas, explica Roberta. O que de fato pode desencadear o problema é a obesidade. “O tecido gorduroso produz uma série de substâncias que são prejudiciais à algumas funções do nosso corpo, entre elas, a produção de insulina. Esse hormônio é o responsável pelo aproveitamento da glicose [açúcar] ser aproveitado nas células. Com o aumento de peso, o pâncreas produz menos insulina, que fica sobrando no sangue”. Pacientes que costumam fazer exames periódicos podem ser diagnosticados com pré-diabetes, ou seja, antes que a doença se desenvolva. “Se o paciente tiver alimentação saudável, fazer atividade física e perder peso ele pode reverter o quadro. ”, afirma Roberta. Tratamento para vida normal Em pacientes com diabetes tipo 1, o único tratamento é o uso de insulina, já que o paciente não produz este hormônio. Já no tipo 2, dependendo da gravidade do quadro, o paciente pode se tratar com medicamentos orais e mudança de hábitos, como a prática de atividade física e alimentação saudável.

Posteriormente, ele pode precisar de insulina, explica Rosangela. Para injetar a insulina no corpo, alguns pacientes, principalmente os do tipo 1, utilizam a bomba de insulina, que é um equipamento que libera quantidades pequenas do hormônio durante o dia. O problema, segundo Roberta, é o alto custo do aparelho. “A bomba é a forma mais eficaz e moderna de aplicar insulina, mas o custo é elevado [a partir de R$ 12 mil]. É um cateter que fica acoplado na pessoa e libera as doses calculadas para aquele paciente, de acordo com o estilo de vida dele etc. O tratamento é totalmente individualizado. Por isso, o mais comum é a utilização da caneta e da seringa, que é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ”. A partir de 2018, unidades do SUS vão distribuir a caneta a 100 mil crianças com diabetes do tipo 1. Ainda segundo Turatti, para reverter o quadro de diabéticos no Brasil é necessário que as pessoas tenham mais educação sobre a doença. “É um absurdo a quantidade de informações falsas sobre tratamentos milagrosos que prometem curar a doença ou que orientam o paciente a deixar de tomar os medicamentos. A diabetes não tem cura, mas tem controle”.

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Hospital do Câncer de Barretos inaugura unidade em Campinas (SP)

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O Hospital do Câncer de Barretos inaugurou recentemente sua unidade em Campinas, o Instituto de Prevenção do Câncer. Com o objetivo de atender 300 pacientes/mês, nasce de um compromisso firmado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no caso Basf/Shell, relativo à contaminação em Paulínia que afetou cerca de mil trabalhadores da empresa.

No Instituto serão realizados exames de papanicolau, mamografias, consultas e cirurgias de menor complexidade. O centro de diagnóstico terá centro cirúrgico com duas salas para procedimentos, consultórios, salas de coleta de papanicolau, salas para ultrassom, para exames e biópsias de mama, salas de treinamento e videoconferência, salas para realização de mamografias com equipamento digital, e sala de biópsia de mama equipada com mesa de estereotaxia.

Para funcionar, a unidade dependerá de recursos vindos do SUS, de doações e de um convênio com a Prefeitura de Campinas, que ainda está sendo negociado. Posteriormente, serão colocadas em funcionamento cinco carretas, sendo quatro destinadas a exames preventivos e uma para campanhas educativas itinerantes.

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DRGE – mudanças na dieta melhoram sintomas. Novidade?

tradução e adaptação: Daniel Souza

Para quem sofre com o Refluxo Gastresofágico (DRGE), existem algumas recomendações relativas à rotina alimentar as quais, por mais conhecidas que sejam, recordá-las nunca é demais.

Em recente artigo, a Nutricionista Stefani Pappas (St. Francis Hospital, NY) defende que mudanças na dieta podem aliviar em muito os sintomas do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Ela pondera que o tratamento medicamentoso, às vezes, se faz necessário, mas que tratar o problema sob o ponto de vista nutricional pode trazer bastante conforto ao paciente.

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Hortelã, pimenta e frituras – lindo prato, mas uma verdadeira “viúva negra” para quem sofre com a DRGE

Segundo Pappas, alimentos fritos e gordurosos são um veneno, por isso sugere que as batatas sejam cozidas ao invés de fritas. O leite integral deve ser evitado, bem como carnes processadas. Recomenda evitar também alimentos de teor ácido, que exacerbam a DRGE, tais como laranja, limão, abacaxi, salsa e tomate (inclusive molhos). Aos chocólatras e “cafezólatras”, más notícias. O chocolate e o café possuem respectivamente Metilxantina e a já bem conhecida Cafeina, ambos estimuladores do relaxamento do esfíncter esofágico inferior, contribuindo para a DRGE. Doces ou alimentos à base de menta e temperos picantes (a base de pimenta) também colaboram para o aumento do refluxo. E, por fim, o que não é segredo, evitar bebidas alcoólicas.

Na lista dos alimentos altamente recomendáveis, Pappas sugere farinha de aveia (rico em fibras e capaz de absorver ácidos do estômago, reduzindo os sintomas do refluxo), pães e arroz integrais. Melão, banana, maçã e pêra também são amigos do seu estômago. Na lista de carnes entram frango, peru e os peixes (carnes magras), desde que cozidos e com baixo teor de gordura no processo. Abacates, nozes e todo alimento composto de gorduras saudáveis pode ajudar.

Outras recomendações úteis preconizadas pela Dra. Stefani Pappas acompanham o tratamento: após a refeição, permanecer ereto por duas horas, mastigar demoradamente os alimentos, bem como modificar o ângulo do travesseiro quando for deitar, algo em torno de 15 a 20 centímetros.

fonte: Gastroenterology & Endoscopy News

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O que a morte de Mary Tyler Moore pode nos dizer sobre o Diabetes tipo 1

fonte: Revista Life Science, tradução Daniel Souza

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Mary Tyle Moore – por 50 anos, administrando o Diabetes tipo 1

Mary Tyler Moore, atriz americana, famosa nos anos 70 por atuar no seriado televisivo que levava o seu nome,  morreu aos 80 anos, devido a complicações em decorrência do Diabetes tipo 1.

Moore morreu no dia 25 de janeiro de 2017. Segundo sua empresária, Mara Buxbaum, depois de entrar em crise cardiorrespiratória, ou seja, seu coração parou de bater. Recentemente, ela  havia contraído também pneumonia. O diagnóstico de Diabetes tipo 1 fora dado quando ela ainda tinha 30 anos, já famosa.

Com novos avanços na medicina, ter diabetes tipo 1 já não significa morte prematura, mas ainda tem um impacto significativo sobre o corpo ao longo do tempo.

“A principal impacto no corpo é a exposição crônica a níveis elevados de açúcar no sangue. Esses altos níveis de açúcar no sangue danificam vários órgãos, em particular olhos, rins e nervos, e tornando ainda mais crônicas as doenças cardiovasculares”, declarou o Dr. Robert Gabbay, Diretor do Joslin Diabetes Center em Boston, uma instituição de pesquisa sem fins lucrativos afiliada à Harvard Medical School.

Em pessoas com diabetes tipo 1, o pâncreas praticamente para de produzir insulina, o hormônio que permite que as células do corpo captem a glicose, para uso como fonte de energia (condição diferente da diabetes tipo 2, que ocorre quando o corpo não pode produzir insulina suficiente ou não consegue usar a insulina de forma eficaz.) Naqueles pacientes com diabetes tipo 1, a glicose acumula-se na corrente sanguínea e pode causar fadiga, fraqueza, perda de peso abrupta e micção excessiva quando não tratada. Eventualmente, de acordo com o Joslin Diabetes Center, a doença pode causar complicações, incluindo ataque cardíaco, derrames, cegueira e insuficiência renal.

Mas é possível morrer de complicações de diabetes tipo 1?

“Infelizmente, muito assim”, disse Gabbay à revista Live Science. “Na ausência de tratamento com insulina, as pessoas com diabetes morrerão ao longo do tempo. A exposição crônica a açúcares elevados no sangue pode danificar o coração eo cérebro, levando a ataques cardíacos e derrames”.

Isso ocorre porque a glicose no sangue pode danificar os vasos sanguíneos, levando a um elevado risco de doença cardíaca, de acordo com o Joslin Diabetes Center. Os vasos sanguíneos danificados também podem causar danos a longo prazo nos músculos e nos rins.

“No entanto, graças a evolução dos tratamentos, as pessoas com diabetes estão vivendo mais tempo”, disse Gabbay. Ele observou que no Joslin Diabetes Center, alguns diabéticos tem ultrapassado os 75 anos.

De fato, em um estudo de 2007 publicado na revista Diabetes Care, os pesquisadores analisaram dados de mais de 500 pessoas com diabetes tipo 1 que tinham sobrevivido 50 anos ou mais com a doença. Muitas dessas pessoas mostraram poucas complicações:

  • 40% não tinham doença ocular grave mesmo depois dos 50 a 80 anos de vida
  • 66% ainda produziam insulina

Por fim, o estudo sugere que algumas pessoas com diabetes tipo 1 são capazes de produzir insulina mesmo 50 anos após seu diagnóstico inicial.

“A boa notícia é que, com o tratamento e cuidados adequados, as pessoas com diabetes podem viver vidas normais e muitas das complicações associadas com diabetes podem ser evitadas”, afirma Gabbay.

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Os médicos mais longevos do mundo!

Tradução: Daniel Souza

Quando precisamos escolher um médico, normalmente a experiência e o conhecimento são critérios importantíssimos. Quanto mais tempo de serviços prestados o profissional demonstra, maior a confiança no médico. Pois a Revista eletrônica The Richiest pesquisou o currículo de 10 médicos considerados alguns dos mais longevos do mundo. O que eles tem em comum? A paixão e o entusiasmo pelo que fazem. E prometem continuar trabalhando intensamente, enquanto a saúde permitir. São profissionais que não dão espaço para o tédio em suas vidas e a idade é apenas um número na rotina desses profissionais, jamais permitindo que pudessem continuar fazendo a diferença na vida de milhares de paciente.

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  1. Dr. B.J. Masakorala, 85

O Dr. B.J. Masakorala foi premiado com uma bolsa honorária do Colégio de Cirurgiões do Sri Lanka em 2013 por sua excepcional contribuição para o campo da cirurgia, treinamento cirúrgico e liderança cirúrgica. Aos 85 anos, o Daily FT (jornal local) afirmou que Masakorala, nomomento, realiza procedimentos menores deixando grandes cirurgias para seus colegas e alunos de confiança. Em uma declaração para o Daily FT, ele disse que acredita que trabalhar em um momento em que os avanços na tecnologia não estavam prontamente disponíveis lhe permitiu ganhar experiência única. Ao longo da vida, operou muitas personalidades da indústria cinematográfica, incluindo o falecido Sir Arthur C. Clarke. Tendo realizado mais de 2.000 cirurgias de bócio, entre muitos outros Masakorala passa a maior parte do seu tempo ensinando jovens estudantes de medicina.

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  1. Dr. Carrol Frazier Landrum, 88

O Dr. Frazier é considerado um herói aos olhos dos cidadãos de Edwards, Mississippi (EUA). Frazier acredita que todo mundo tem direito a assistência médica, especialmente aqueles que vivem em situação de pobreza. De acordo com um artigo recente no Washington Post, Frazier chega a atender pacientes dentro do seu carro, à beira da estrada ou em estacionamentos. Esta forma de atendimento tem um custo. O Conselho de Licenciamento Médico do Estado resolveu caçar sua licença de médico. No entanto, a população do Mississippi não quer sua aposentadoria forçada e fizeram uma petição ao estado para que a cassação da licença fosse suspensa.

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  1. Dr. Russell Dohner, 88

Dr. Russell Dohner de Rushville, de Illinois, praticou a medicina por quase 60 anos. Aposentou-se aos 88 anos em 2013 e é um membro estimado da comunidade local. Por mais de 30 anos, atendia com dedicação a seus pacientes por meros 5 dólares a consulta. Mas se seus pacientes não pudessem pagar os US $ 5, a visita acontecia de qualquer forma. Dohner levou seu juramento a sério, afirmando em uma entrevista para a BBC News que ele não entrou em medicina para ganhar dinheiro; “Eu queria ser um médico, cuidar das pessoas.” Trabalhou até 88 anos, sete dias por semana, ao lado de sua enfermeira Rose Busby de 85 anos de idade e com Edith Moore, 84 anos de idade recepcionista. Esse trio se manteve ativo por décadas, cuidando da saúde de sua comunidade.

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  1. Dr. Fred Goldman, 101

Dr. Fred Goldman, hoje em dia falecido, nasceu em dezembro de 1911 e já foi o mais antigo médico licenciado praticando medicina em sua cidade natal de Cincinnati, Ohio. No ano em que completou 100 anos (2011), Dr. Goldman completou 100 anos em 2011 trabalhava três dias por semana, oito horas/dia, realizando consultas com até 12 pacientes. Sua filosofia de vida era acreditar no quanto a relação médico/paciente podia contribuir para o tratamento. Sua dedicação incessante a sua profissão foi seguida após sua morte, em outubro de 2012, quando seu corpo foi doado para a Universidade de Cincinnati College of Medicine. Segundo seu filho, Mike Goldman, seu pai queria que seu corpo fosse usado como um cadáver para estudantes de primeiro ano de medicina.

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  1. Dr. Shigeaki Hinohara, 102

Médico mais velho do Japão, o Dr. Shigeaki Hinohara tem 102 anos de idade e continua a atuar como presidente do conselho de curadores do St. Luke’s International Hospital, em Tóquio. Ele também ensina na St. Luke’s College of Nursing. De acordo com o Japan Times, Hinohara publicou mais de 100 livros, muitos sobre longevidade. Ele é conhecido por seu entusiasmo pela vida, incentivando os cidadãos a viver uma vida plena, saudável e feliz. Além de seu trabalho como médico, ele boa parte do seu tempo conversando com alunos do ensino fundamental sobre o tema “Lições de Vida”. Durante suas palestras, Hinohara incentiva os jovens estudantes a se tornarem pessoas ‘que valorizam a vida dos outros, assim como a sua própria’. Orienta também a dedicarem parte do seu tempo aos outros.

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  1. Dr. Alfred William Frankland, 102

Conhecido como o avô da alergia, o Dr. Bill Frankland fez contribuições extraordinárias à medicina ao longo de sua carreira. Foi pioneiro no primeiro ensaio de controle duplo-cego randomizado sobre a imunoterapia com alérgenos. Foi tão dedicado à compreensão e tratamento de alergias, que chegou acinjetar em si mesmo diferentes tipos de venenos de insetos para simular reações alérgicas, com o objetivo de entender o que seus pacientes sentima durante uma reação alérgica. Frankland trabalhou ao lado do professor Alexander Fleming, famoso pela descoberta da penicilina em 1929. Aos 102 anos de idade, Frankland continua a exercer a medicina e publicar artigos, cinco dos quais foram publicados em 2014. Declarou recentemente que não tem intenção de se aposentar: “Eu gosto de trabalhar. Eu gosto de pessoas. Eu gosto de ver pacientes. O que eu faria se eu me aposentasse?”

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  1. Dr. Walter G. Watson, 102

Dr. Walter G. Watson, também conhecido como ‘Curly’, foi ex-Chefe de Obstetrícia e Ginecologia no Hospital Universitário de Augusta, Geórgia. Nascido em fevereiro de 1910, o ginecologista mais velho do estado ainda trabalhava aos 101 anos de idade. Watson trouxe ao mundo algo entre 15 e 18.000 bebês ao longo de sua carreira, o que representa quase 10% da população de Augusta. Carinhosamente conhecido como ‘Papa Doc’, Watson foi reconhecido como o médico mais antigo em atividade nos EUA em 2010, ano do seu 100º aniversário. Não tinha intenção de se aposentar, afirmando gostar de ter algo pelo que se levantar todas as manhãs. Watson morreu em 2012 aos 102 anos de idade e foi descrito como um ‘homem que fazia o que pregava’ segundo seu genro, o Dr. Randy Cooper.

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  1. Dr. Feodor Grigorievich Uglov, 102

O Dr. Feodor Grigorievich Uglov entrou para o Guinness World Records em 1994 como o mais antigo cirurgião praticante do mundo. O renomado cirurgião cardiotorácico se aposentou aos 102 anos. Uglov era bastante respeitado em seu meio de atuação e ganhou o Prêmio Lenin em 1961 por desenvolver métodos cirúrgicos para o tratamento de doenças pulmonares e implementá-los na prática clínica. Uglov, que viveu até os 103 anos, era um abstêmio ferrenho e condenava veementemente hábitos como fumar e beber. Escritor prolífico, exerceu também este ofício até os últimos anos de sua vida. Em entrevistas, condenava o aborto, o rock and roll e propaganda, sempre argumentando que a mídia deveria estar sob controle estatal.

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  1. Ephraim P. Engleman, 103

Aos 104 anos, Dr. Engleman é o médico mais antigo em atividade nos Estados Unidos. É  diretor do Rosalind Russell-Ephraim P. Engleman Centro de Pesquisa de Reumatologia da UCSF. Trabalhando em seu escritório três dias por semana, Engleman ocasionalmente vê pacientes e ele afirma que nunca se aposentará: “enquanto meu cérebro estiver bom, eu vou continuar trabalhando.” Escreveu um livro chamado “My Century 2013” cujos rendimentos vão para o programa de pesquisa na UCSF. No livro, dá dicas bem humoradas sobre a longevidade, como alimentação saudável, uma vida sexual ativa e o mínimo de exercícios.

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  1. Dr. Leila Daughtry Denmark, 103

Nascida no estado da Geórgia em fevereiro de 1898, a Dra. Leila exerceu a medicina por mais de setenta anos. Aposentou-se da Pediatria em 2001,com 103 anos. Dra Leila entrou para o livro Guiness dos Records em 2001, como médica mais velha a excercer a medicina e em 2013, por ser a pessoa a mais velha a obter o título de “doutor.” Sua abordagem e a forma como trabalhava estão resumidos no título de seu livro Every Child Should Have a Chance (1986 – em tradução livre, Toda a Criança Deveria ter uma Chance). Dr. Leia morreu em abril de 2012 com 114 anos.

fonte: The Richiest

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Coleta de sangue sem dor – um sonho que chega em breve ao mercado

by Daniel Souza

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Coletar sangue é folcloricamente tido como um procedimento “quase” indolor. “É só uma picadinha de mosquito” ou “quando você pensar na dor, já passou”. São explicações que não convencem os apavorados ou com baixa tolerância à dores e agulhas. Ouvi isso à vida inteira e me incluo nesse grupo – jamais acreditei nessas afirmações e, toda a vez que preciso ser espetado, o suor frio e a sensação de parar de respirar é o que precede a dor da tal picada.

Com o avanço acelerado das mais impressionantes tecnologias em medicina, sempre me perguntei porque extrair sangue (e o uso de agulhas, em geral) vinha sendo, há décadas, um procedimento tão medieval. Só nos EUA, são mais de 400 milhões de coletas com agulhas por ano. Pois um dispositivo desenvolvido por um grupo de inventores e apresentado no último Consumer Technology Association 2017 Digital Health Summit promete mudar essa realidade. É o TAP, sigla em inglês para Touch Activated Phlebotomy (Flebotomia Ativada pelo Toque).

O dispositivo, do tamanho de uma bola de golfe, extrai sangue de forma praticamente indolor, por meio de 30 micro agulhas que penetram camadas superficiais do epitélio. Em aproximadamente dois minutos de procedimento, são extraídos 100 microgramas de sangue. Segundo Mike Feibus, jornalista de saúde dos jornais US Today e Fortune (e que se submeteu ao procedimento), a micro punção realmente não dói. É como se o TAP fosse um “sanguessuga” eletrônico. Veja como funciona o TAP:

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O produto está em fase final de aprovação no FDA. Um dos estudos fornecidos comparou os níveis de dor com três tipos de métodos de coleta de sangue. Os dados mostraram que a pontuação de dor Wong-Baker para punção do dedo e punção venosa foi de 5, mas para o TAP foi de 2, indicando que ele é muito menos doloroso.

Tão logo seja aprovado pelo FDA, o fabricante entrará com estudos onde o paciente poderá colher seu próprio sangue, facilitando ainda mais o processo.

Conheça mais sobre o TAP, clicando aqui: TAP

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Dr. Tomazo Franzini – aprovado em sua Tese de Doutorado.

Texto na íntegra do dite da SOBED

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No último dia 6 de dezembro, Dr. Tomazo Franzini, diretor de sede da SOBED, apresentou sua defesa de tese de doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Após muita dedicação no desenvolvimento da experiência nacional com o dispositivo SpyGlass (Boston Scientific), o resultado não poderia ter sido outro: aprovado. A atividade aconteceu no Anfiteatro Farmacologia, da  FMUSP, e foi prestigiada por diversos médicos de São Paulo e outros estados, como os Drs. Ramiro Mascarenhas, Sylon Ribeiro de Brito Junior, Antônio Carlos Conrado, Edvaldo Fraga e Olympio Meirelles.

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Tomazo Franzini teve como orientador o professor Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura e o tema escolhido para tese foi “Colangioscopia de operador único versus papilotomia associada à dilatação ampla da papila no tratamento dos cálculos biliares complexos: estudo clínico randomizado”. A aprovação foi concedida pela renomada banca: Prof. Adhemar Pacheco Jr., Prof. André Montagnini, Prof. Paulo Sakai e Prof. Marcelo Ribeiro Jr.

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Transformação digital afeta diretamente os pacientes

Portal SaúdeWeb – matéria na íntegra, 24 de novembro 2016.

Mais de 75% dos pacientes de todo o mundo esperam utilizar serviços digitais no futuro – em torno de cinco anos. É o que aponta pesquisa feita pela consultoria americana McKinsey & Company. Nessa jornada rumo à transformação digital, na qual a rede de saúde está toda baseada em soluções de tecnologia e em uma plataforma aberta de comunicação e integração de dados, o papel de todos os envolvidos no sistema de saúde – pacientes, médicos e prestadores de serviço – sofre mudanças.

De um lado, os pacientes podem, de maneira mais rápida, acessar informações de saúde, “diagnosticar” suas próprias condições, obter resultados de exames e, assim, receber um tratamento melhor; de outro, médicos e prestadores de serviços têm em mãos o registro de todos os dados, por meio de soluções como Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), Checagem Beira Leito e consulta de dados por meio de ferramentas de analytics. “Mas, para que isso funcione, tudo deve estar integrado em um sistema de gestão hospitalar que permita armazenar, pesquisar e coletar dados”, explica Aimar Lopes, docente em gestão hospitalar da Universidade São Camilo.

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Veja, a seguir, as principais tendências que fazem parte da transformação digital, impactam a atuação dos profissionais de saúde e remodelam a experiência do paciente – elo mais importante do sistema de saúde:

  1. Assistência médica e resultados baseados em valores

Os pacientes de hoje precisam enxergar valor nos serviços de saúde, a partir de diagnósticos baseados nos indicadores-chaves de desempenho e avaliações de outros pacientes em situações semelhantes às suas. Estatísticas puras não têm sentido; os resultados apresentados pelos médicos precisam ser mais relevantes e completos – aspecto tratado pelo uso de ferramentas de analytics e dados oriundos de todos os prontuários de pacientes.

  1. Pacientes informados e envolvidos
    Os usuários dos serviços de saúde envolvem-se com a assistência de diversas formas: buscam alívio quando doentes e, cada vez mais, querem participar ativamente da prevenção e dos cuidados próprios. Eles valorizam o acesso fácil à informação personalizada e confiável, resultados baseados em evidências para sua situação particular e a continuidade do tratamento e assistência. Engajar esse consumidor multifacetado requer novos canais de interação, formas de atendimento e disponibilização de serviços.

    3. Novas oportunidades em vestíveis, apps e Internet das Coisas (IoT)

A proliferação de clientes que possuem dispositivos médicos conectados à internet abastece a disponibilidade do Big Data, ajudando os provedores de saúde a identificar e responder às necessidades do paciente em tempo real e ajustar o que for preciso. Isso abre novas oportunidades para prevenção, monitoramento e tratamento, aumentando o engajamento – e a satisfação – do paciente.

“A entidade precisa estimular a discussão sobre todos esses pilares, mostrar resultados e fornecer treinamento constante para incentivar o engajamento e conseguir, de forma mais rápida, inserir-se na transformação digital”, completa Lopes.

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Boston Scientific adquire LumenR™

Líder mundial no segmento de endoscopy devices, a empresa americana amplia ainda mais seu portfólio de inovações.

by Boston Scientific Corporation

A Boston Scientific™ anunciou a aquisição do LumenR ™ Tissue Retractor System da LumenR LLC, uma empresa privada com sede em Newark, Califórnia. O Sistema Retractor Tissue LumenR, atualmente em desenvolvimento, vem para aprimorar os procedimentos de ressecção da mucosa e submucosa (ESD e EMR) em lesões de cólon, esôfago e estômago. Estes são procedimentos menos invasivos, quando comparados à cirurgia convencional na remoção de lesões pré-cancerosas e tumores malignos do trato gastrintestinal. O sistema permitirá uma melhor visualização das lesões, maximizando o resultado destes procedimentos.

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“Estamos entusiasmados com o potencial do sistema LumenR para melhorar a visibilidade e controle de procedimentos de ESD e EMR. Significa mais qualidade de vida para os pacientes”, disse Art Butcher, vice-presidente sênior e presidente da divisão de Endoscopia da Boston. “Todos os anos, muitos pacientes no mundo todo se submetem à cirurgias gastrointestinais invasivas e isso que tem um profundo impacto em suas vidas. Tecnologias inovadoras como esta dão a oportunidade para que mais médicos possam tratar seus pacientes com sucesso, por meio de procedimentos endoscópicos menos invasivos”.

O ESD e o EMR são procedimentos usados como parte do tratamento de combate ao Cânceres Colo retal, gástrico e esofágico. Nos EUA, mais de 137 mil homens e mulheres serão diagnosticados serão diagnosticados com Câncer colo retal esse ano. O aumento do rastreamento, bem como a remoção de lesões potencialmente cancerígenas contribuíram para uma redução de cerca de 30% das mortes por Câncer de Cólon no país nos últimos 10 anos.

Procedimentos como o ESD e EMR são comprovadamente eficazes, quando comparados à cirurgia tradicional, uma vez que reduzem custos com internação e riscos associados ao procedimento mais invasivo. “Obtivemos resultados promissores na redução do tempo de procedimento e das complicações durante nossa avaliação do sistema LumenR”, declara o Dr. Gregory Piskun, fundador e diretor executivo da LumenR, LLC. “Estamos animados com este investimento da Boston Scientific na aquisição e disponibilização para o mercado.”, diz.

A Boston Scientific integrará o sistema LumenR em seu portfólio de endoscopia, bem como fará as avaliações adicionais necessárias, antes da comercialização. Os termos da negociação entre as duas companhias ainda não foram divulgados, mas a aquisição da LumenR pouco irá impactarno lucro por ação da Boston em 2016 e 2017.

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Como armazenar dados com segurança em seu consultório

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(Saúde Business.com – Tiago Salgado, matéria na íntegra)

Com a popularização dos prontuários eletrônicos, as informações mais importantes de médicos e pacientes ganharam espaço no mundo digital e foram para a nuvem. Esta iniciativa oferece uma série de benefícios para clínicas e consultórios, sobretudo no aumento de produtividade e qualidade no atendimento, mas também trouxe um receio que incomoda diversas pessoas: será que estes dados tão importantes estão seguros e livres de ataques cibernéticos?

Esta é uma preocupação constante na área. A última pesquisa TIC Saúde, realizada em 2014, mostra que quase metade dos médicos brasileiros (48%) considera “difícil” ou “muito difícil” a implantação de sistemas eletrônicos por conta das preocupações com segurança e confidencialidade das informações. Para reverter essa situação, é preciso apostar em tecnologias que possuem certificações de boas práticas no armazenamento das informações.

A documentação clínica impacta diretamente na vida e bem-estar do paciente – e são os médicos e seus consultórios os responsáveis pela guarda desses dados. Dessa forma, prontuários eletrônicos e demais serviços tecnológicos precisam seguir critérios mínimos de segurança, qualidade, arquitetura, conteúdo e interoperabilidade (capacidade de um sistema interagir com outro). Quanto mais selos o fornecedor tiver, mais confiança ele irá passar para o mercado.

No Brasil, uma das principais certificações na área de tecnologia é a NGS 1 e 2, emitidas pela SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde) em nome do CFM (Conselho Federal de Medicina). Quem conquistar o NGS-2, nível máximo de exigência, não só consegue trazer mais segurança no armazenamento dos dados de acordo com a conformidade legal, como também permite aos usuários assinarem os dados clínicos digitalmente com o certificado digital – elevando a clínica a outro patamar tecnológico.

Em uma época em que o digital está presente em praticamente tudo, ainda são poucos os fornecedores de tecnologia que buscam essas certificações. Os consultórios, por sua vez, também não prestam atenção a esse tema tão importante e correm riscos com os dados dos seus pacientes. Hoje, a informação é um dos principais ativos para qualquer negócio e exige atenção máxima para quem desejar crescer em um cenário cada vez mais competitivo.

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