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Os médicos mais longevos do mundo!

Tradução: Daniel Souza

Quando precisamos escolher um médico, normalmente a experiência e o conhecimento são critérios importantíssimos. Quanto mais tempo de serviços prestados o profissional demonstra, maior a confiança no médico. Pois a Revista eletrônica The Richiest pesquisou o currículo de 10 médicos considerados alguns dos mais longevos do mundo. O que eles tem em comum? A paixão e o entusiasmo pelo que fazem. E prometem continuar trabalhando intensamente, enquanto a saúde permitir. São profissionais que não dão espaço para o tédio em suas vidas e a idade é apenas um número na rotina desses profissionais, jamais permitindo que pudessem continuar fazendo a diferença na vida de milhares de paciente.

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  1. Dr. B.J. Masakorala, 85

O Dr. B.J. Masakorala foi premiado com uma bolsa honorária do Colégio de Cirurgiões do Sri Lanka em 2013 por sua excepcional contribuição para o campo da cirurgia, treinamento cirúrgico e liderança cirúrgica. Aos 85 anos, o Daily FT (jornal local) afirmou que Masakorala, nomomento, realiza procedimentos menores deixando grandes cirurgias para seus colegas e alunos de confiança. Em uma declaração para o Daily FT, ele disse que acredita que trabalhar em um momento em que os avanços na tecnologia não estavam prontamente disponíveis lhe permitiu ganhar experiência única. Ao longo da vida, operou muitas personalidades da indústria cinematográfica, incluindo o falecido Sir Arthur C. Clarke. Tendo realizado mais de 2.000 cirurgias de bócio, entre muitos outros Masakorala passa a maior parte do seu tempo ensinando jovens estudantes de medicina.

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  1. Dr. Carrol Frazier Landrum, 88

O Dr. Frazier é considerado um herói aos olhos dos cidadãos de Edwards, Mississippi (EUA). Frazier acredita que todo mundo tem direito a assistência médica, especialmente aqueles que vivem em situação de pobreza. De acordo com um artigo recente no Washington Post, Frazier chega a atender pacientes dentro do seu carro, à beira da estrada ou em estacionamentos. Esta forma de atendimento tem um custo. O Conselho de Licenciamento Médico do Estado resolveu caçar sua licença de médico. No entanto, a população do Mississippi não quer sua aposentadoria forçada e fizeram uma petição ao estado para que a cassação da licença fosse suspensa.

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  1. Dr. Russell Dohner, 88

Dr. Russell Dohner de Rushville, de Illinois, praticou a medicina por quase 60 anos. Aposentou-se aos 88 anos em 2013 e é um membro estimado da comunidade local. Por mais de 30 anos, atendia com dedicação a seus pacientes por meros 5 dólares a consulta. Mas se seus pacientes não pudessem pagar os US $ 5, a visita acontecia de qualquer forma. Dohner levou seu juramento a sério, afirmando em uma entrevista para a BBC News que ele não entrou em medicina para ganhar dinheiro; “Eu queria ser um médico, cuidar das pessoas.” Trabalhou até 88 anos, sete dias por semana, ao lado de sua enfermeira Rose Busby de 85 anos de idade e com Edith Moore, 84 anos de idade recepcionista. Esse trio se manteve ativo por décadas, cuidando da saúde de sua comunidade.

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  1. Dr. Fred Goldman, 101

Dr. Fred Goldman, hoje em dia falecido, nasceu em dezembro de 1911 e já foi o mais antigo médico licenciado praticando medicina em sua cidade natal de Cincinnati, Ohio. No ano em que completou 100 anos (2011), Dr. Goldman completou 100 anos em 2011 trabalhava três dias por semana, oito horas/dia, realizando consultas com até 12 pacientes. Sua filosofia de vida era acreditar no quanto a relação médico/paciente podia contribuir para o tratamento. Sua dedicação incessante a sua profissão foi seguida após sua morte, em outubro de 2012, quando seu corpo foi doado para a Universidade de Cincinnati College of Medicine. Segundo seu filho, Mike Goldman, seu pai queria que seu corpo fosse usado como um cadáver para estudantes de primeiro ano de medicina.

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  1. Dr. Shigeaki Hinohara, 102

Médico mais velho do Japão, o Dr. Shigeaki Hinohara tem 102 anos de idade e continua a atuar como presidente do conselho de curadores do St. Luke’s International Hospital, em Tóquio. Ele também ensina na St. Luke’s College of Nursing. De acordo com o Japan Times, Hinohara publicou mais de 100 livros, muitos sobre longevidade. Ele é conhecido por seu entusiasmo pela vida, incentivando os cidadãos a viver uma vida plena, saudável e feliz. Além de seu trabalho como médico, ele boa parte do seu tempo conversando com alunos do ensino fundamental sobre o tema “Lições de Vida”. Durante suas palestras, Hinohara incentiva os jovens estudantes a se tornarem pessoas ‘que valorizam a vida dos outros, assim como a sua própria’. Orienta também a dedicarem parte do seu tempo aos outros.

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  1. Dr. Alfred William Frankland, 102

Conhecido como o avô da alergia, o Dr. Bill Frankland fez contribuições extraordinárias à medicina ao longo de sua carreira. Foi pioneiro no primeiro ensaio de controle duplo-cego randomizado sobre a imunoterapia com alérgenos. Foi tão dedicado à compreensão e tratamento de alergias, que chegou acinjetar em si mesmo diferentes tipos de venenos de insetos para simular reações alérgicas, com o objetivo de entender o que seus pacientes sentima durante uma reação alérgica. Frankland trabalhou ao lado do professor Alexander Fleming, famoso pela descoberta da penicilina em 1929. Aos 102 anos de idade, Frankland continua a exercer a medicina e publicar artigos, cinco dos quais foram publicados em 2014. Declarou recentemente que não tem intenção de se aposentar: “Eu gosto de trabalhar. Eu gosto de pessoas. Eu gosto de ver pacientes. O que eu faria se eu me aposentasse?”

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  1. Dr. Walter G. Watson, 102

Dr. Walter G. Watson, também conhecido como ‘Curly’, foi ex-Chefe de Obstetrícia e Ginecologia no Hospital Universitário de Augusta, Geórgia. Nascido em fevereiro de 1910, o ginecologista mais velho do estado ainda trabalhava aos 101 anos de idade. Watson trouxe ao mundo algo entre 15 e 18.000 bebês ao longo de sua carreira, o que representa quase 10% da população de Augusta. Carinhosamente conhecido como ‘Papa Doc’, Watson foi reconhecido como o médico mais antigo em atividade nos EUA em 2010, ano do seu 100º aniversário. Não tinha intenção de se aposentar, afirmando gostar de ter algo pelo que se levantar todas as manhãs. Watson morreu em 2012 aos 102 anos de idade e foi descrito como um ‘homem que fazia o que pregava’ segundo seu genro, o Dr. Randy Cooper.

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  1. Dr. Feodor Grigorievich Uglov, 102

O Dr. Feodor Grigorievich Uglov entrou para o Guinness World Records em 1994 como o mais antigo cirurgião praticante do mundo. O renomado cirurgião cardiotorácico se aposentou aos 102 anos. Uglov era bastante respeitado em seu meio de atuação e ganhou o Prêmio Lenin em 1961 por desenvolver métodos cirúrgicos para o tratamento de doenças pulmonares e implementá-los na prática clínica. Uglov, que viveu até os 103 anos, era um abstêmio ferrenho e condenava veementemente hábitos como fumar e beber. Escritor prolífico, exerceu também este ofício até os últimos anos de sua vida. Em entrevistas, condenava o aborto, o rock and roll e propaganda, sempre argumentando que a mídia deveria estar sob controle estatal.

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  1. Ephraim P. Engleman, 103

Aos 104 anos, Dr. Engleman é o médico mais antigo em atividade nos Estados Unidos. É  diretor do Rosalind Russell-Ephraim P. Engleman Centro de Pesquisa de Reumatologia da UCSF. Trabalhando em seu escritório três dias por semana, Engleman ocasionalmente vê pacientes e ele afirma que nunca se aposentará: “enquanto meu cérebro estiver bom, eu vou continuar trabalhando.” Escreveu um livro chamado “My Century 2013” cujos rendimentos vão para o programa de pesquisa na UCSF. No livro, dá dicas bem humoradas sobre a longevidade, como alimentação saudável, uma vida sexual ativa e o mínimo de exercícios.

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  1. Dr. Leila Daughtry Denmark, 103

Nascida no estado da Geórgia em fevereiro de 1898, a Dra. Leila exerceu a medicina por mais de setenta anos. Aposentou-se da Pediatria em 2001,com 103 anos. Dra Leila entrou para o livro Guiness dos Records em 2001, como médica mais velha a excercer a medicina e em 2013, por ser a pessoa a mais velha a obter o título de “doutor.” Sua abordagem e a forma como trabalhava estão resumidos no título de seu livro Every Child Should Have a Chance (1986 – em tradução livre, Toda a Criança Deveria ter uma Chance). Dr. Leia morreu em abril de 2012 com 114 anos.

fonte: The Richiest

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Médicos Estrangeiros – O Brasil precisa deles?

medico(Doutor Ricardo Tedeschi – Piracicaba, São Paulo)

A vinda de médicos estrangeiros para atuar em solo brasileiro tornou-se o assunto do momento, tanto no meio médico, como pela população em geral e a pergunta que se faz: O Brasil precisa deles?

Antes aos fatos, ressalto ser o Brasil uma república democrática de direito, no qual há o direito de qualquer cidadão seja brasileiro ou não, exercer suas atividades profissionais, desde que seja respeitada a nossa legislação. Reafirmo não haver uma posição de discriminação social ou racial, mas sim um posicionamento técnico, puramente racional, baseado em estatísticas e fatos.

A real falta de médicos nos rincões nacionais, pequenos municípios e periferias, se deve a falta de investimento público, gerando salários inadequados, falta de um plano de carreira e condições inadequadas de trabalho. Leia o resto deste post »

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Médicos que forem para interior terão salários de R$ 10 mil

atrair médicos brasileiros e estrangeiros para atuar no interior do Brasil vai oferecer salário de R$ 10 mil, segundo o Ministério da Saúde. As regras ainda estão sendo definidas, mas é provável que o valor seja fixo independente da região em que os profissionais atuem.

A intenção do ministério é atrair primeiro médicos brasileiros para suprir a ausência de profissionais em municípios distantes do país. Caso a mão-de-obra não seja suficiente, estrangeiros devem ser aceitos, provavelmente com autorização de trabalho por um período determinado, diz a pasta.

Ministro Padilha

Ministro Alexandre Padilha – 10 mil reais para médicos que aceitarem trabalhar nos interiores do país

Ainda não há um número definido de vagas no novo programa, mas o ministério diz ter uma ideia da demanda pelo número de postos não preenchidos na última edição do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), no qual municípios se inscrevem para receber médicos bolsistas. Segundo a pasta, cerca de 13 mil vagas foram abertas na última edição do Provab, mas só 3,5 mil médicos estão atuando no programa, o que indica que de 9 a 10 mil vagas não foram preenchidas.

Deve haver avaliação do currículo dos estrangeiros e da atuação do profissional no país de origem, além do seu histórico de trabalho e outros critérios de seleção, diz o ministério. O mais provável, diz a pasta, é que os estrangeiros interessados no programa permaneçam por um período de avaliação de três semanas em uma universidade ou instituição de ensino superior brasileira – ainda não está definido como as instituições farão a adesão ao novo programa.

O programa pode vir a englobar estrangeiros que não fizeram revalidação do diploma, desde que eles passem por avaliação e haja um prazo de trabalho definido, afirma a pasta.

O ministério diz ainda que países com menos médicos por habitantes do que o Brasil (média de 1,8 médicos para cada mil habitantes) não devem ter profissionais incluídos no programa. Isso deixa de fora Peru (0,9 médicos para cada mil habitantes), Paraguai (1,1 médicos para cada mil habitantes) e Bolívia (1,2 médicos para cada mil habitantes), ressalta a pasta.

A prioridade deve ser para a vinda de médicos de Portugal e da Espanha, diz o ministério, por serem países com proximidade na língua e por terem bons centros de formação em saúde. O desemprego e a crise econômica que afetam esses países também são critérios levados em conta pela pasta para priorizá-los.

Alto risco
Na última semana, representantes da Associação Médica Brasileira (AMB) afirmaram, em São Paulo, que a vinda de médicos estrangeiros para o sistema público seria uma medida de “alto risco”. A associação promete ir à Justiça e buscar órgãos internacionais em ações contra a medida.

No dia 21 de junho, em pronunciamento em rede nacional, a presidente Dilma Rousseff (PT) propôs incentivar a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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