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Global Burden of Disease Study 2013: estudo mostra impacto da hepatite viral no mundo

matéria na íntegra, do site news.med.br

Com as recentes melhorias em vacinas e tratamentos contra a hepatite viral, uma melhor compreensão do ônus desta patologia faz-se necessária para informar as estratégias de intervenção globais na prevenção de doenças.

Foram utilizados dados do estudo Global Burden of Disease (GBD) Study para estimar a morbidade e mortalidade da hepatite viral aguda, cirrose e câncer de fígado causados pela hepatite viral – por idade, sexo e nacionalidade – entre 1990 e 2013.

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O estudo, com publicação online pelo periódico The Lancet, estimou a mortalidade por meio de modelos de história natural para infecções de hepatite aguda e modelo de conjunto de causa da morte do GBD para cirrose e câncer de fígado. Foi usada meta-regressão para estimar a prevalência total de cirrose e de câncer de fígado, bem como a proporção de cirrose e câncer de fígado atribuíveis a cada causa. Estimou-se a prevalência causa específica como o produto da prevalência total e da proporção atribuível a uma causa específica. Os anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) foram calculados, assim como a soma dos anos de vida perdidos (YLLs) e os anos vividos com incapacidade (YLDs).

Entre 1990 e 2013, as mortes globais por hepatite viral aumentaram de 0,89 milhões a 1,45 milhões; YLLs de 31 milhões a 41,6 milhões; YLDs de 0,65 milhões a 0,87 milhões e DALYs de 31,7 milhões a 42,5 milhões. Em 2013, a hepatite viral foi a sétima causa de morte em todo o mundo, em comparação com o décimo lugar em 1990.

A hepatite viral é uma das principais causas de morte e de incapacidade em todo o mundo. Ao contrário da maioria das doenças transmissíveis, a carga absoluta e a posição relativa da hepatite viral cresceram entre 1990 e 2013. O enorme dano à saúde atribuível à hepatite viral e a disponibilidade de vacinas e de tratamentos eficazes sugerem uma importante oportunidade para melhorar a saúde pública.

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Câncer do Intestino – Estudos apontam menor necessidade de uso da bolsa de colostomia

(Traduzido e adaptado do artigo do jornalista James Gallagher, editor de Saúde da BBC website, Chicago/IL)

Um estudo apresentado no ASCO (Congresso da Amercian Society of Clinical Oncology), maior congresso sobre câncer no mundo, mostra que o uso de stents antes da cirurgia diminui o risco cirúrgico e, consequentemente, a necessidade de uso de bolsa de colostomia. Por ser um dispositivo de coleta de fezes, a simples possibilidade de uso da bolsa, assusta os pacientes, encontrando enorme resistência.

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São diagnosticados anualmente cerca de 1,4 milhões de casos de câncer de intestino no mundo. Na Inglaterra, a grande maioria dos cânceres de intestino passam despercebidos, até que se tornem casos de emergência cirúrgica. O risco destas cirurgias não planejadas é muito maior do que uma cirurgia de rotina, pois a saúde geral do paciente está pior e o inchaço provocado pelo bloqueio inviabiliza a cirurgia laparoscópica.  E nem sempre um especialista está presente para uma intervenção mais invasiva. Nesses casos, a taxa de mortalidade sobre de 2% para 12%.

Intestino Distendido

Feita a remoção do tumor, os cirurgiões são menos propensos a dilatar novamente o intestino. Uma parte do cólon se encontra bastante distendida, enquanto outra completamente prejudicada pelo tumor. Caso não seja possível reverter seu funcionamento, a necessidade de uso de bolsa de colostomia é enorme. Um estudo com 250 pacientes realizado pelo Cancer Research UK tratou a metade do grupo com cirurgia convencional e a outra metade por meio de uma nova abordagem de desobstrução do intestino: o cirurgião, com a ajuda do endoscópio, localiza a obstrução, onde é imediatamente colocado um stent. Na colocação, o stent tem apenas 3mm de diâmetro, porém em 48 horas, o dispositivo se expande até atingir 2,5cm de diâmetro, abrindo a passagem do cólon. Só então o tumor é removido, uma vez que o paciente está livre da obstrução.

Entre os dois tipos de procedimento, não foram observadas diferenças na taxa de sobrevivência. Porém foram gritantes as diferenças entre a decisão pelo uso da bolsa de colostomia e pelo não uso, foi gritante. Dos pacientes onde a abordagem foi a cirurgia de emergência, 69% precisaram da adoção de bolsa de colostomia, enquanto que os pacientes onde foi adotado o procedimento com stent, o uso da bolsa caiu para 45% dos casos.

“Enorme melhoria”

O Professor James Hill conduziu o estudo em Hospitais da Universidade de Manchester e diz: “Culturalmente os médicos temem que o bloqueio do intestino possa aumentar a chance do câncer se espalhar, porém nossos resultados iniciais não apontam pra isso. Também estamos satisfeitos por vermos que esta pode ser uma forma de reduzirmos o risco daqueles pacientes que precisam de bolsa de colostomia após a cirurgia. Estamos falando de mais qualidade de vida no dia a dia dos pacientes. Estes foram apenas os primeiros resultados, mas o trabalho se se prolongará pelos próximos 3 anos para saber se a abordagem afeta a sobrevivência e os cuidados necessários para paciente terminais.”

Debora Alsina, Diretora Executiva do Bowel Cancer UK, considera os resultados são promissores. “É especialmente reconfortante observar que o uso de um stent não aumenta as chances de que o câncer se espalhe.”, diz ela. “No caso dos pacientes que precisam de uma bolsa, é possível viver bem com uma. Mas aqui temos uma maioria de pacientes que passam a viver sem a necessidade de um estoma permanente. A bolsa de colostomia é, na maioria das vezes, um dispositivo que assusta as pessoas. Assim, da mesma forma como festejamos os resultados do estudo, no longo prazo, vamos precisar pesquisar muito mais.”

Martin Ledwick, do Cancer Research UK, declara: “Este tratamento não serve para todos e sim para aqueles cujo impacto poderá ser muito maior em suas vidas pós-cirurgia. A não necessidade de uma bolsa de colostomia tem um impacto significativo na qualidade de vida desses pacientes.”

Ponto de Vista

Por Doutor Anderson Freitas da Silva, Médico, Endoscopista e Diretor Clínico do Hospital VivalleAnderson Rede D’or (São José dos Campos/SP). 

“A importância desse estudo está no papel de ponte exercido pelo stent em um caso onde o paciente obstruído e com um tumor entra no pronto socorro para atendimento de urgência. Normalmente, um paciente nessa situação entra e é imediatamente encaminhado à cirurgia. O Cirurgião opera e instala a bolsa de colostomia, para dali algumas semanas, reoperar o paciente, tirar a bolsa e religar o intestino. O estudo mostra aponta para a possibilidade de, numa primeira abordagem, ao invés de operar o paciente, colocar um stent, eliminando a obstrução. Depois de algumas semanas, o cirurgião opera o paciente, retira o tumor e reconstitui o trânsito intestinal, diminuindo assim a necessidade de uma colostomia. Ainda que, conforme o artigo,  as pesquisas devam continuar, sem dúvida a técnica permite um ganho enorme em termos de risco e qualidade de vida, na abordagem desse tipo de paciente.”

 

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México tem primeira vacina contra dengue registrada no mundo

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil (matéria na íntegra)

O México aprovou hoje (9) o registro da vacina contra a dengue da Sanofi Pasteur, que também está com pedido de registro no Brasil. “É a primeira vacina contra a dengue que recebeu a aprovação por uma agência reguladora em todo o mundo”, disse a diretora médica do laboratório, Lúcia Bricks.

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A agência reguladora mexicana indica o produto para a faixa etária entre nove e 45 anos. De acordo com o laboratório francês, o imunizante tem eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença, taxa de redução de hospitalização de 80,3% e diminuição de 95,5% de casos graves da dengue. A imunização deverá ser feita em três doses, com intervalos de seis meses.

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Estudos mostram – ficção é bom pra você

Estimular ou não as crianças a irem fundo no mundo dos livros e filmes de ficção? Assistir a um filme que estimule a fantasia faz mais bem do que mal? E quanto a nós, adultos? Se for benéfico, em que circunstâncias?

loboPerguntas como estas sempre surgem e os pesquisadores da Universidade de Toronto, Keith Oatley, Maja Djikic e Raymond Mar estudaram, em busca de respostas a estas perguntas. Conduziram um estudo que mostra que a ficção é sim um benefício para todos nós. Mas de que forma?

A ficção estimula áreas do nosso cérebro responsáveis pela compreensão da humanidade e suas diferenças. Com o acesso à livros e filmes de ficção, podemos melhorar aspectos como empatia e entendimento da realidade alheia sobre diversas perspectivas.  Em 2013, foram realizados exames de ressonância magnética em 252 participantes do estudo. Oatley observou-os lendo um romance e identificou a ativação do córtex pré-frontal, sempre que o personagem do romance estava para tomar uma decisão importante. A área ativada é justamente a responsável pela tomada de decisões. Segundo Oatley, para o cérebro a ficção não deixa de ser uma simulação da realidade (ou sonho), ideia defendida e trabalhada por Shakespeare em seu remoto tempo.

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Keith Oatley, responsável pelo estudo

Mais do que mera distração, o Dr. Oatley afirma que a ficção pode sim ajudar executivos a tomarem decisões melhores, sendo assim mais eficientes em suas atividades mais complexas.

fonte:

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Pesquisador desenvolve protetor solar para beber

INFOMONEY – Por Júlia Miozzo

Segundo a empresa, beber 30ml da bebida bloqueia os danos do sol, como queimação e foto envelhecimento por três a cinco horas, dependendo da tonalidade da pele.

SÃO PAULO – Pode ser que os tempos de cremes e loções de proteção solar tenham chegado ao fim: uma empresa norte-americana criou a UVO, uma bebida que promete proteger e a pele do sol. Segundo a empresa, beber 30 mL da bebida bloqueia os danos do sol, como queimação e foto envelhecimento por três a cinco horas, dependendo da tonalidade da pele.19402_2_L-644x336De acordo com o Entrepreneur, quem criou a bebida foi o Dr. Bobby Awadalla, um dermatologista e cirurgião de câncer da pele que pratica exercícios no sol e, quando viu um homem em roupas de ginástica bebendo um energético em uma cafeteria, teve a ideia de criar o “protetor solar tomável”.

“Se podemos fazer dos cuidados da pele algo tão bom quanto beber um Red Bull, eu pensei, as pessoas usariam mais”, ele disse. “As pessoas resistem em passar o creme em sua pele porque não gostam da textura grudenta e do cheiro”.

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Eurofarma compra participação em farmacêutica americana

Martha Penna, Vice-Presidente de Inovação e Pesquisa da Eurofarma, responsável pela negociação.

Martha Penna, Vice-Presidente de Inovação e Pesquisa da Eurofarma, responsável pela negociação.

O laboratório nacional Eurofarma tornou-se acionista minoritário da farmacêutica americana Melinta Therapeutics. A companhia investiu US$ 15 milhões na aquisição de 3% da companhia americana, que é especializada em pesquisa e desenvolvimento de antibióticos inovadores. A compra dessa fatia permitirá à farmacêutica nacional ter o direito de comercializar, vender e distribuir no País delafloxacina, um tipo de antibiótico em fase de desenvolvimento clínico indicado para tratamento de infecções graves de pele, afirmou Martha Pena, vice-presidente da companhia.Atualmente, as pesquisas com delafloxacina contemplam dois estudos em fase 3 (estágio avançado), analisando a eficácia e segurança do uso oral e intravenoso da nova substância em comparação ao tratamento atual com vancomicina e aztreonan venosos, em adultos com infecções graves de pele. Segundo a executiva, a Eurofarma começou nos últimos meses a analisar oportunidades de negócios no mercado americano, com o foco em laboratórios voltados para pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores em fase inicial (start ups), com potencial de expansão.

“Entendemos que é importante estar ligado a uma empresa de desenvolvimento radical (medicamento inovador) para poder ter acesso ao que essas empresas podem oferecer mais para frente.”Antes de fechar com a Melinta, a companhia brasileira chegou a olhar a Durata Therapeutics, que foi adquirida pela gigante Actavis. “Essa empresa agora está listada na bolsa americana e seus papéis estão valorizados no mercado”, disse a executiva.

A estratégia da Eurofarma, nos últimos anos, tem se concentrado no processo de internacionalização. Esse movimento começou em 2009, quando a companhia comprou uma pequena operação na Argentina. Atualmente, a empresa está presente também no Uruguai, na Bolívia, no Chile, na Colômbia, no Peru e na Guatemala. “Já temos presença em 15 países. Estamos olhando oportunidades no México e na Venezuela”, disse.

Internacionalização

Com faturamento de R$ 2,65 bilhões em 2014, incluindo as vendas de suas subsidiárias fora do País, aumento de 20% sobre o ano anterior, a empresa não se define mais como uma farmacêutica brasileira. “Somos uma empresa que tem uma presença regional na América Latina”, disse Maria Del Pilar Muñoz, diretora de novos negócios da Eurofarma. Segundo ela, a estratégia na América Latina é diferente da que é feita nos Estados Unidos. “As aquisições na América Latina focam mais em uma plataforma comercial e na expansão geográfica.”

fonte: Agência Estado (matéria na íntegra)

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Embraer e Boeing farão pesquisas em biocombustível no Brasil

Centro Conjunto de Pesquisa na área de Biocombustíveis deve ser instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP)

As fabricantes de aviões Boeing e Embraer anunciaram nesta segunda-feira que abrirão um centro de pesquisa conjunto para o desenvolvimento de tecnologias de biocombustíveis sustentáveis para a aviação. O Centro Conjunto de Pesquisa na área de Biocombustíveis deve ser instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

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Energia renovável pelas mãos de Isaac Newton

Empresa gaúcha é pioneira ao buscar gerar energia através da gravidade

(por Celso Renato V. dos Santos, Engenheiro Mecânico responsável pelo laboratório de eletromecânica do Hospital São Lucas – PUC/RS)

Sistema Mecânico desenvolvido no Brasil pode mudar a concepção de energia renovável no mundo.

Sistema Mecânico desenvolvido no Brasil pode mudar a concepção de energia renovável no mundo.

rar 2

Em meados de outubro de 2012, a empresa gaúcha RAR Energia concluiu a construção de um equipamento que pode mudar a maneira como geramos energia no mundo. Depois de passar meses divulgando anúncios misteriosos em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, a companhia revelou aos poucos o processo de montagem do motor com gerador que utilizaria a força da gravidade para criar energia renovável. A empresa explica que a partir do sistema de moto-contínuo é possível aproveitar uma fonte inesgotável para criar energia sem que haja poluição no ambiente ou o aumento da temperatura do planeta. De acordo com o site da RAR Energia, esse é o primeiro equipamento com esse tipo de tecnologia no mundo. Leia o resto deste post »

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GlaxoSmithKline declara nova postura quanto à propaganda de medicamentos

glaxoInédita atitude da farmacêutica inglesa pode mudar a forma como laboratórios se relacionam com seus clientes

A companhia farmacêutica inglesa GlaxoSmithKline divulgou novas regras de Complience a serem praticadas pela companhia, modificando completamente sua relação com clientes e com o mercado. Tomou a inédita decisão entre as empresas farmacêuticas de não mais financiar profissionais médicos para promover seus medicamentos em palestras e conferências científicas, bem como revisará a forma como remunera seus representantes por meio de metas vinculadas ao aumento da prescrição médica. Leia o resto deste post »

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Jambu é estudado pela indústria farmacêutica como anestésico

Produção da hortaliça dura o ano inteiro no Pará. Produto é encontrado em feiras livres e supermercados.

Jambú - indústria estuda propriedades analgésicas da folha.

Jambu – indústria estuda propriedades analgésicas da folha.

O jambu, uma folha típica do tacacá, está sendo estudada pela indústria farmacêutica por causa da dormência que causa na boca. Ele teria uma substância anti-inflamatória e anestésica. O mais curioso é que o jambu precisa de apenas 40 dias do plantio até a colheita para chegar à mesa do paraense.

O jambu é encontrado em qualquer mercado ou feira livre de Belém. Ele é bastante utilizado na culinária local, como o tacacá, que leva o tucupi (um caldo amarelado extraído da mandioca), goma de amido, folhas de jambu cozidas e, para finalizar, alguns camarões. O jambu aumenta a salivação e causa uma leve dormência na língua graças a uma substância chamada espilantol, que está sendo estudada pela indústria farmacêutica e de cosméticos por causa do seu possível efeito anti-inflamatório e anestésico.

Produção

O produtor Romulo de Oliveira produz há seis anos a hortaliça indispensável na mesa do paraense. As flores do jambu dão sementes que serão enfileiradas na horta em Santo Antônio do Tauá, a 70 km de Belém. Após o plantio, o sistema é o tradicional: água, sol e adubo. Em 15 dias as mudas começam a surgir e são replantadas em outras áreas da fazenda. São mais 25 dias de cultivo até que o jambu esteja no ponto de colheita. A hortaliça é vistosa, tem muitas folhas e atinge até 30 centímetros de altura. “Quando a gente muda aquelas mudas daquela carreira, tem que desbastar porque a tendência dele tem bastante volume”, explica Romulo. Leia o resto deste post »

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