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O futuro da conectividade em saúde é logo ali

Não é novidade que a qualidade em todos os estágios dos serviços de saúde, desde uma consulta simples a procedimentos cirúrgicos e emergenciais mais complexos, passa termos por profissionais bem qualificados, instalações minimamente certificadas e modernizadas para bem receber o paciente. Todavia, sem sombra de dúvidas, será o investimento em conectividade o fundamental para a prática médica e o melhor atendimento das necessidades do paciente. A conectividade, na realidade, permeia tudo o que foi mencionado como fundamental.

Por mais que se discuta dilemas éticos, práticos, filosóficos (e a discussão deve mesmo existir), a integração por transmissão de dados, som e imagem irá cada vez mais garantir que se consiga prestar ótimos serviços à população. Equipamentos com inteligência artificial, sistemas que se conversam e “pensam” junto com a equipe médica e de suporte, responsáveis por realizar os melhores protocolos de atendimentos, tomam conta do dia a dia em saúde.

Redes de alta qualidade já permitem compartilhar dados clínicos em tempo real, conectados com equipamentos de alta performance em medição paramétrica, tanto na ação de monitorar um paciente quanto na eficiente disponibilização de resultados de exames de imagem em nuvem, por exemplo.

Para se ter uma ideia do quanto precisamos entender esse movimento, a Global Market Insights prevê que até 2024 (estamos falando de míseros 5 anos), o mercado digital em saúde deverá crescer 26% em média anualmente. E, claro, o avanço galopante dos smartphones tem sido o grande responsável por esse movimento, uma vez que traz consigo o desenvolvimento de aplicativos que permitem interagir cada vez mais com o paciente, para rápidas consultas, prescrições para problemas simples ou análise de exames. Outro pilar desse avanço é a melhoria sistêmica dos sistemas de transmissão, por meio de redes de alta velocidade (fibra ótica), proporcionando baixíssimos níveis de “delay”. Não estamos falando de tecnologias ainda em teste ou distante. A fibra ótica é exatamente a mesma que traz TVs a cabo para dentro de nossas casas, nada de mais.


Swymed – mochila capaz de auxiliar médicos a coletar informações, fazer diagnósticos críticos e promover webconferences em campo

Ainda segundo o Global Market Insights,  cinco formas de como a conectividade confiável e de baixo “delay” contribui com a prática médica no segmento de saúde:

  1. Acesso ao paciente – pessoas que vivem em áreas remotas, distante dos recursos comumente usados em grandes cidades ou pessoas que simplesmente não conseguem encaixar cuidados com a saúde em horários regulares, poderão se beneficiar. O médico pode usar o recurso tecnológico como um primeiro “filtro diagnóstico”, evitando que o paciente precise se desloca ou armar uma verdadeira operação logística por uma consulta que, em primeira análise, pode resolver problemas simples de forma remota.
  • Colaboração Interdisciplinar – o diagnóstico multidisciplinar nem sempre é tarefa fácil e precisa de consenso rápido. Membros de um mesmo time nem sempre conseguem estar juntos para tomar uma decisão quanto a um determinado caso. É possível que médicos, enfermeiros e demais envolvidos possam rapidamente interagir por voz e imagem, tendo compartilhado em tela todo o histórico do paciente.
  • Atendimento emergencial mais efetivo – no caso do atendimento a um acidente de trânsito, tempo significa salvar vidas. Os paramédicos ou socorristas precisam agir rápido e, idealmente, ter em mãos informações e recursos que lhes permitam salvar aquele paciente. A SwayMed (http://swymed.com/), uma empresa de softwares em telemedicina de Massachusetts, desenvolveu uma mochila capaz de auxiliar médicos a coletar informações e fazer diagnósticos críticos em campo mesmo. Leve e intuitiva, a mochila contem itens como estetoscópio, ultrasom e até um sistema de fibras óticas capaz de emitir rapidamente resultados de exames clínicos para análise em minutos. Quase como um “médico de bolso”.
  • Monitoramento em tempo real – pacientes crônicos precisam ser monitorados e as informações, via de regra, precisam ser precisas e em tempo real. Um bom exemplo são pacientes diabéticos ou cardíacos. Os wearables (em tradução informal, tecnologias que podem ser “vestidas”), detectam rapidamente informações que podem ser captadas e lidas por especialistas e que os alertas necessários sejam detectados.
  • Transmissão segura dos dados – nenhuma informação pode ficar à mercê de hakers. Pois cabos de fibra ótica são reconhecidamente mais difíceis de serem invadidos do que cabos de cobre, por exemplo. Hospitais que utilizam a tecnologia de fibra ótica, portanto, tem muito mais tranquilidade quanto à proteção de dados.  A gradativa eliminação de provedores físicos (espaços, caros e vulneráveis a hakers), em substituição ao ambiente de nuvem tende a acelerar esse processo.

Como vemos, a interação remota, a digitalização de dados e o transito de informações, quer seja voz, dados ou imagens em alta definição, já são uma realidade no meio médico, ainda que não necessariamente nesta ordem de importância ou de grandeza.

Claro que não podemos desconsiderar que toda a inovação, quando se trata de lidar com a vida do paciente, precisa ainda mais de critérios, consensos e rígidos protocolos. O erro médico é a 3ª maior causa de mortalidade nos EUA. Segundo pesquisa da Johns Hopkins Medicine, perde apenas para complicações cardíacas e câncer. Claro que o estudo não credita seus achados estatísticos apenas à tecnologia, mas falhas em função de ferramentas digitais também são consideradas. Novos aplicativos “facilitadores” do dia a dia são lançados a todo o momento. Cabe às organizações e suas áreas de TI a responsabilidade de “separar o jôio do trigo”, minimizar erros, treinar suas equipes e seus usuários, garantindo assim a integridade do paciente quanto ao uso de dispositivos digitais integrados.

Falhas ocorridas por mal uso ou mal funcionamento de ferramentas digitais podem trazer efeitos nefastos, pondo em risco a saúde do paciente e comprometendo tanto a credibilidade do médico quanto a da instituição de saúde.

Por fim, a interação entre especialistas no universo digital, gerenciadores de redes e os profissionais médicos que planejam as aplicações clínicas ainda é uma cultura em franco desenvolvimento. Sintoma claro de um movimento em estágio adolescente. Executivos de TI sofrem um forte impacto quando desembarcam na área de saúde, principalmente em clínicas e hospitais. Segundo o CEO da Medigram, Sherri Douville, “É difícil para eles a compreensão de que sua rede e infraestrutura são a chave mágica para o uso de um simples celular”. Constantemente confundem o ambiente do consumidor e suas peculiaridades, com o ambiente hospitalar, pondera.

Existe ainda uma enorme área de necessidade e oportunidade para que fornecedores, ao invés de tratar apenas de soluções corporativas em TI, mirem soluções específicas para a assistência médica como um todo. Um árduo caminho para que a conectividade esteja, cada vez mais, a serviço de médicos e pacientes na construção de melhores soluções de saúde e de qualidade de vida.

Fonte: Hit Infrastructure Xintelligent Healthcare Media

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Como a tecnologia está mudando a relação e os cuidados com o paciente na medicina?

O avanço na tecnologia individual está construindo o caminho para uma nova era em saúde. Este processo está mudando a forma como as decisões médicas são tomadas e como os tratamentos são administrados.

A idéia do vídeo How is technology changing the healthcare sector? (abaixo) é justamente explicar, em linhas gerais, esta crescente tendência, onde a gestão remota dos cuidados com o paciente permitirá o tratamento mais rápido, efetivo e com menores custos para todos os envolvidos.

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Com a ajuda de aplicativos cada vez mais sensíveis e ajustados às necessidades de médicos e pacientes, o monitoramento do paciente em casa não quer dizer menos suporte e amparo médico ou qualquer atitude de afastamento do universo do paciente, muito pelo contrário. A tecnologia não tem a pretensão de assumir o papel humano do médico e de sua equipe na gestão de um paciente.

Numa era em que, segundo o pensador Zygmunt Bauman, atravessamos um momento de absoluta instantaneidade, de relações frágeis e feitas para não durar, a humanização da medicina se mostra, paradoxalmente, um atributo cada vez mais necessário. Desta forma, a sofisticação dos aplicativos pode contribuir, e em muito, como importante coadjuvante, para a melhoria na relação médico paciente, rumo a uma medicina ainda mais resolutiva.

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ACS – uma trajetória feita de ética e propósito

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O que é um Propósito?

É a fundamentação por trás de tudo o que fazemos e está intimamente ligado com nossas crenças e valores. A certeza de que temos algo maior e mais transformador a realizar em nossas vidas, algo esse que não cabe no significado único de um dia de trabalho, de realização de tarefas, ou na satisfação basal da nossa “Pirâmide de Maslow”. O “simples” fato de trabalharmos com a saúde de outra pessoa, já seria suficiente para nos levar por esse caminho. Mas somos inquietos.

A ACS vive seus valores: Respeito ao Próximo, Colaboração, Empatia e Aprendizado. E um dos caminhos para que possamos viver nossos valores é o da ética nas relações e nos negócios, sempre por meio de interações saudáveis.

Levamos o tema da Saúde tão a sério, que desenvolvemos nosso próprio Programa de Compliance. Ser talvez a primeira empresa de representações comerciais brasileira na área da saúde a ter seu próprio Programa de Compliance é mais um importante passo no que consideramos nosso propósito maior: prestar serviços, horando as empresas as quais representamos, sempre mirando o bem estar dos pacientes e o apoio resolutivo dos profissionais que os atendem, no caso, os médicos.

Este é o DNA da ACS!

Veja a Pirâmide de Maslow e entenda o que é causa (propósito) e o que é consequência. Pense, reflita e veja se faz sentido. Nossas escolhas estão diretamente vinculadas à noção de propósito.

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visite nosso link (AQUI) e saiba mais sobre nosso Código de Ética.

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Cannabis para fins medicinais – dilema longe de ser resolvido

Apesar do uso medicinal da cannabis ser amplamente debatido em países europeus e americanos, no Brasil o tema é embrionário. É grande a insegurança quanto ao desenvolvimento e ação nesse mercado, o que trava qualquer solução por parte dos poderes Legislativo e Judiciário. Com isso torna-se mais remota ainda a possibilidade de investidores destes segmentos olharem para o país.

O Brasil é signatário das duas maiores convenções sobre a regulamentação de drogas entorpecentes e narcóticos do mundo: a Convenção de 1961 e a Convenção de 1971. Os participantes de ambas se comprometem a combater o tráfico de drogas e entorpecentes de forma ampla e irrestrita, por meio de regulamentação própria.

A nossa Constituição trata o Tráfico de Drogas como caso de Segurança Pública, a ser conduzido por forças policiais e com medidas claras de prevenção, proibição à produção e tráfico, definidas na Leia de Drogas.  O cultivo, plantio, colheita, beneficiamento, também são previstos em lei e considerados proibidos.

O único acesso à cannabis permitido no Brasil é relativo aos dois itens que podem ser extraídos, o Canabidiol e o Tetraidocanabidiol. Pais de crianças portadoras de doenças como Esclerose Múltipla, Esquizofrenia, Paralisia Cerebral, Convulsões e outras, por meio de ação judicial, conseguem acesso ao produto. Apesar disso, até o momento, a questão da cannabis e sua intrincada árvore de decisões sobre usos e limites, não parede estar no horizonte de prioridades da ANVISA.

fonte: Jornal Valor Econômico e portal GreenMe

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18 de outubro – Dia do Médico!

Nosso espírito é de servir. Nosso propósito é atender o médico, como facilitadores, para que o paciente seja sempre o beneficiado.

Essa visão vem sendo forjada há 14 anos, por meio da prática dos valores da ACS – Respeito ao próximo, Empatia, Colaboração e Aprendizado.

Obrigado a todos os médicos com os quais temos a honra de participar do dia a dia. Essa convivência nos permite vivenciar nossos valores.

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James Allison e Tasuku Honjo – Nobel de Medicina 2018 por avanços no combate ao Câncer

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James Allison (EUA) e Tasuko Honjo (Japão)

O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2018 foi para as mãos de dois imunologistas. James Allison, do MD Anderson Cancer Center no Texas, Estados Unidos, e Tasuku Honjo, da Kyoto University, no Japão, deram passos fundamentais ao desenvolver novos tipos de imunoterapias que ajudam nosso sistema imune a combater o câncer, principalmente o de pulmão e o mieloma.

Células imunes precisam de estrito controle para serem impedidas de se transformarem em organismos inapropriados que causam inflamações. Células do nosso sistema imune têm uma série de “interruptores” de ‘ligado’ e ‘desligado’ que funcionam harmonicamente para ajudar a regular suas funções. Quando ‘desligadas’ – chamadas de “checkpoints” -, funcionam mais ou menos como os freios de um carro.

Essa ação de balanceamento imune geralmente funciona bem, mas não é o caso em tumores cancerígenos: eles podem encorajar os freios imunes a ficarem ligados, o que significa que a resposta é diminuída e as células não podem matar os tumores efetivamente.

Ao explorar o conhecimento sobre o funcionamento de células imunes, os pesquisadores descobriram que é possível ajuda-las a atacarem o tumor. O tratamento funciona ao liberar os freios de células imunes específicas, chamadas células T. Isso permite que elas ficam ligadas e possam matar as células tumorosas.

Allison estava estudando uma proteína chamada CLTA-4, que é um freio importantíssimo em nosso sistema imune. Ele compete com os interruptores de “ligado” para ajudar a controlar a imunidade. Percebeu, então, que bloquear a ação da CTLA-4 teria um potencial incrível para ajudar as células imunes a atacarem células de tumores.

Honjo descobriu outro grupo de checkpoints chamados “família PD-1”. Esta família de proteínas trabalha de uma forma totalmente diferente da CTLA-4, mas também age como um freio imune.

Os dois pesquisadores enxergaram o potencial de seu trabalho e perceberam que mirar nestes dois grupos de freios imunes poderia revolucionar a terapia de câncer. A descoberta de inibidores de checkpoints como imunoterapia foi revolucionária na terapia de câncer.

Terapia combinada

Um bônus é que, como estas terapias têm diferentes mecanismos, elas podem ser usadas ao mesmo tempo. A terapia combinada provou, em alguns casos, ser mais efetiva no tratamento de tumores em pacientes do que uma droga sozinha.

O campo da imunoterapia é um dos mais empolgantes em imunologia. Conforme aprendemos mais sobre imunologia e como células imunes trabalham, identificamos mais checkpoints e mais formas de empoderar nosso sistema imune para lutar contra o câncer.

A imunoterapia também é importante para outras doenças como autoimunidade, onde o sistema imune reage de forma exagerada. Neste aso, é possível regulá-lo “para baixo”, ajudando o corpo a encontrar equilíbrio.

Conforme descobrimos mais sobre imunologia, o número de alvos que podemos observar para manipular a aplicação de imunoterapias cresce, fazendo este um momento incrível para ser um imunologista.

Esta premiação brinda um incrível trabalho feito por dois laboratórios e é uma realização fantástica. Ainda assim, é importante reconhecer que esta pesquisa revolucionária foi construída através de um trabalho fundamental de imunologia, e que há um lugar crucial para ela, assim como trabalhos clinicamente aplicados em pesquisa.

Revista Galileu, matéria na integra da jornalista Sheena Chuckshank. Para acesso ao conteúdo original, clique aqui.

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Anvisa aprova medicamentos para câncer de mama e asma grave

Publicado em 01/08/2018, Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil/Brasília (matéria na íntegra)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos: o Kisqali (succinato de ribociclibe), indicado para o tratamento de câncer de mama localmente avançado ou metastático em mulheres na pós-menopausa; e o Cinqair (reslizumabe), indicado como terapia adjuvante de manutenção em pacientes adultos com asma grave.

De acordo com a Anvisa, o Kisqali será comercializado na forma de comprimido revestido, com concentração de 254,4 miligramas (mg) de succinato de ribociclibe (200 mg de ribociclibe), fabricado pela empresa Novartis Singapore Pharmaceutical Manufacturing PTE. LTD, em Cingapura. A detentora do registro no Brasil é a Novartis Biociências S.A.

Já o Cinqair (reslizumabe) está enquadrado na categoria de produto biológico novo e é indicado, por exemplo, quando o quadro clínico for inadequadamente controlado com o uso de corticosteroides inalatórios, em doses médias a alta, associado a outro medicamento para tratamento de manutenção.

O Cinqair (reslizumabe) não deve ser utilizado para tratar os sintomas agudos da asma ou exacerbações agudas. Também não é indicado para o alívio de broncoespasmos agudos ou estado de mal asmático”, informou a agência. O produto será fabricado pela Lonza Biologicals Inc., nos Estados Unidos, e a detentora do registro no Brasil é a empresa Teva Farmacêutica Ltda.

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Fórum SINDUSFARMA discute perspectivas para 2018 e 2019

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Em 20 de junho de 2018 o SINDUSFARMA promoveu o evento “Fórum Expectativas 2019”. O encontro contou com a presença de diversos profissionais do setor farmacêutico, um dos mais importantes “fiéis de balança” quando é necessário analisar o comportamento do mercado de saúde brasileiro.

Crescimento acontecerá, mas com números realistas

Nelson Mussolini, Presidente do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo) e um dos líderes mais respeitados, abriu o fórum declarando ser muito arriscado fazer prognósticos para os próximos 90 dias. Andréas Strakos, consultor do SINDUFARMA, ponderou que o cenário, antes da greve dos caminhoneiros de maio, era mais otimista. A indústria farmacêutica prevê crescimentos de 6,7% em unidades e 8,3% em valores para 2018. E 2019 não será um ano muito diferente. Trabalham com crescimentos de 7 a 9%, podendo esses números serem menores.  Bruno Abreu ressaltou que, dentre os prognósticos em política de preços desse setor, segue pesando a grande carga tributária sobre os medicamentos (31% no Brasil contra 6% no restante do mundo).

Segundo Felipe Abdo, Diretor da IQVIA (atendimento médico-hospitalar, junção das empresas Quintiles e IMS Health) abordou o crescimento de cerca de 10% do mercado farmacêutico nos últimos 4 anos e que esse crescimento tem sido afetados pelos altos e baixos das sucessivas crises. Este momento tem alterado consideravelmente a forma como as pessoas compram medicamentos e serviços, optando, por exemplo, por meios digitais.

Nota do Infoco: O cenário descrito reforça a necessidade de empresas e profissionais terem cada vez mais absoluto controle na gestão de suas despesas e focarem seus investimentos na busca de clientes: seja na manutenção dos que já são clientes, seja na prospecção de novos. Junto a isso, ofertar serviços que diferencie e que sejam percebidos como valor agregado. A atitude típica de muitos empresários, em cenários como este, é puxar o freio de mão,  desinvestir, esperando que o mercado se acomode e que o vento mude. Ótima área de oportunidade para que os mais visionários e ousados ponham a cabeça para fora, apostando num mercado acuado e incerto. Cria-se o paradoxo de que investir é arriscar em mar revolto e incerto, correto? Isso mesmo, pois ficar parado é assumir risco proporcionalmente muito parecido. Estamos num momento em que pensar pequeno, definitivamente, não é uma opção. 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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Decisão do STJ libera genérico de remédio que custa R$ 17 mil a unidade

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A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça tornou pública a patente do remédio Soliris, único no mundo para tratar doença genética rara que afeta o sistema sanguíneo. Cada unidade do produto feito pela farmacêutica americana Alexion custa cerca de R$ 17 mil aos cofres públicos, já que o produto não é vendido nas farmácias e é disponibilizado apenas pelo Sistema Único de Saúde. Remédios cuja patente expirou podem ter concorrência de genéricos, decide STJ.

A relatora do caso foi a ministra Nancy Andrighi. Para ela, patentes de medicamentos e de produtos químicos registradas entre janeiro de 1995 e maio de 1996 (caso do Soliris) já expiraram, o que possibilita a concorrência de genéricos. O intervalo se refere ao período entre a assinatura de acordo internacional de proteção à propriedade intelectual (Trips, na sigla em inglês) e o início da vigência da legislação brasileira de propriedade intelectual. A ministra explicou no voto que a proteção da patente nesses casos é assegurada por 20 anos contados da data do depósito. A decisão foi unânime.

A empresa questiona no recurso analisado pelo STJ a anulação da patente pedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial e acatada pelas instâncias judiciais ordinárias. “Tratando-se de medicamentos, adiar a entrada em domínio público das invenções significa retardar o acesso ao mercado de genéricos, causando, como consequência, o prolongamento de preços mais altos, o que contribui para a oneração das políticas públicas de saúde e dificulta o acesso da população a tratamentos imprescindíveis”, disse a ministra.

A ministra cita estudo do Conselho Administrativo Brasileiro de Defesa Econômica que aponta que os preços dos medicamentos sem patente caem em média 66%. “A extensão indevida de prazos de vigência, como na hipótese, impõe sensíveis custos a maior para seus adquirentes”, disse Nancy.

Segundo a Advocacia-Geral da União, que representou o INPI no caso, o SUS gastou R$ 613 milhões com a compra do medicamento em 2016, que foi utilizado para tratar 442 pacientes diagnosticados com Hemoglobinúria Paroxística Noturna, que pode impor ao paciente a necessidade de transfusões de sangue periódicas. A enfermidade destrói os glóbulos vermelhos do sangue, causando anemia, fadiga, dificuldade de funcionamento de diversos órgãos, dores crônicas, urina escura, falta de ar e coágulos sanguíneos.

fonte: site Consultor Jurídico – por Marcelo Galli, dia 20 de abril de 2018 (matéria na íntegra)

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Alzheimer: exame de sangue poderia prever risco da doença

Veja online – Saúde (08 de março, 2018 – artigo na íntegra)

Um novo estudo concluiu que moléculas presentes no sangue podem indicar se a pessoa tem baixo ou alto risco de desenvolver demências.

Em um novo estudo publicado no periódico científico Alzheimer’s & Dementia, pesquisadores identificaram no sangue moléculas que podem servir como biomarcadores precoces do risco de Alzheimer. Este é o primeiro estudo a sugerir que a presença de elevados níveis de aminoácidos de cadeia ramificada podem indicar baixo risco de demência.

“Agora está claro que precisamos olhar para além dos caminhos tradicionalmente

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Sudha Seshadri – Pesquisadora e Professa do departamento de Neurologia da Boston University e líder do estudo.

 estudados da amiloide e da tau e entender todo o espectro de patologia envolvida em pessoas que apresentam sintomas de doença de Alzheimer e outras demências”, observa Sudha Seshadri, professor de neurologia e líder do estudo.

De acordo com Sudha Seshadri, professor de neurologia e líder do estudo, há uma necessidade crescente de abordar a prevenção e o tratamento das demências com uma “abordagem de múltiplos elementos”, já que essa não é uma doença com uma única causa. Finalmente os cientistas então começando a olhar para outros órgãos e tecidos, não só para o cérebro, em busca de marcadores da doença.

A conexão entre sangue e demência

No estudo, cientistas da Universidade do Texas em San Antonio, nos Estados Unidos, analisaram dados de oito estudos que acompanharam grandes grupos de pessoas de origem europeia em cinco países, por um longo período. Eles também tiveram acesso a exames de sangue iniciais e registros da incidência da doença de Alzheimer ou outras formas de demência nesses grupos.

Desta forma, eles foram capazes de analisar amostas de sangue basais de 22.623 participantes que não apresentavam demência no início do estudo e também não tinham antecedentes de AVC ou “outras doenças neurológicas que afetem a função cognitiva”. No total, 995 casos de demência e 745 casos de Alzheimer foram detectados durante o acompanhamento.

Usando ressonância magnética nuclear e espectrometria de massa, os pesquisadores identificaram e quantificaram “metabolitos sanguíneos, lipídios lipoproteicos e lipídios” nas amostras basais de sangue. Os resultados mostraram que algumas das moléculas presentes nessas amostras estavam associadas a um menor risco de demência e doença de Alzheimer, enquanto outras estavam associadas a um maior risco.

Várias moléculas

O menor risco de demência foi associado a: aminoácidos de cadeia ramificada isoleucina, leucina e valina; creatinina; e duas subclasses de lipoproteínas de baixa densidade (VLDL). O risco de Alzheimer inferior foi similarmente relacionado a aminoácidos de cadeia ramificada.

Os aminoácidos de cadeia ramificada são nutrientes essenciais para o corpo obtidos a partir de alimentos ricos em proteínas, como carne e legumes.

Já o aumento do risco de demência foi associado a uma lipoproteína de alta densidade (HDL) e a uma subclasse VLDL. E o de Alzheimer, a uma subclasse HDL.

Eles esperam que esses achados ampliem a busca de novos medicamentos, tão necessária para a doença de Alzheimer e outras formas de demência. “É emocionante encontrar novos biomarcadores que possam nos ajudar a identificar pessoas que estão no maior risco de demência”, disse Seshadri.

Alzheimer e outras demências

A demência é uma doença que afeta o cérebro e gradualmente rouba a capacidade de um indivíduo lembrar, pensar, argumentar, se comunicar e cuidar de si mesmo. O Alzheimer é a forma mais comum do problema. Cerca de 47 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, 65% delas com doença de Alzheimer.

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